Olhar para as coisas ao redor com a garantia de saber o que elas são, para que servem, por que estão por perto. Saber exatamente de que material são feitas, as propriedades nutricionais, a resistência ao atrito, ao peso, à mordida.
Livros à Mão
“Se alguém pudesse nos olhar do alto, veria que o mundo está repleto de pessoas apressadas, suadas e exaustas. E também veria suas almas, atrasadas e perdidas pelo caminho”. Você conhece o João?
Quando ganhei esse livro, fiquei curiosa com ele, mas não o li. Não era para mim. Como diz o título, são “cartas a um jovem poeta”, e eu era uma fonoaudióloga-pesquisadora-decepcionada voltando para o consultório.
“eu estava na praia, em frente ao mar. dormia em rede. dormia, dormia. quando acordei percebi que a rede estava muito alta.”
ainda que não se tenha desenhado as raízes do pensamento em um solo firme,
ainda que nos comportemos como flores suspensas em vasos que não conseguem formular seus cresceres mais ocultos,
Esta carta não vai chegar a você, mas espero que chegue aos olhos de alguém que também goste de você ou de alguém que não o conheça, mas queira conhecê-lo só porque aticei sua curiosidade.
Estar diante deste livro é como se aproximar de uma cabana de cerimônia do chá japonesa. Ou como eu imagino que seja essa experiência
Há livros em quase todos os cantos da casa, mas a maioria fica no escritório, que é o primeiro cômodo mais próximo da porta de entrada (ou saída) da casa. Reservei um dos nichos da estante para colocar os livros que salvaria do fogo, na quantidade limitada aos que eu conseguiria carregar de uma vez.

