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15 out: Literatura para um mundo melhor
Terça-feira passada não foi mais um dia de uma semana comum. O primeiro turno das eleições havia sido no domingo e, ainda na ressaca daquele dia tenso, a Casa Tombada estava aberta para acolher os convidados do Ciclo de Encontros – Como Nasce o Desejo de Ler, promovido pela coordenação do curso de pós-graduação O livro para a infância. Naquela terça, numa noite quente, foi Bel Santos Mayer quem ofereceu sua fala e seu entusiasmo para uma plateia que, assim como ela, acredita no poder de transformação da literatura. Sim, Bel é uma das coordenadoras da Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias, do LiteraSampa e do Ibeac (Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário), que existe desde 1981 em São Paulo, e aposta na presença e no poder de bibliotecas comunitárias para transformar a realidade de populações carentes.
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24 set: Um desejo de partilhar o que lê
Logo se percebe que Simone Paulino está à vontade nesta Casa. Professora da disciplina do Laboratório de Escrita Literária do curso de pós-graduação O Livro Para a Infância, ela acompanha os passos d’A Casa Tombada desde a abertura, sempre atenta aos livros espalhados pelo espaço, um detalhe novo na decoração, um aroma de café. E é justamente na cafeteria que ela, na companhia do escritor Wagner Schwartz (Nunca juntos, mas ao mesmo tempo, livro do catálogo da editora dela, a Nós), espera a arrumação final da sala onde será a sua apresentação: o papo é sério, falam de política, de Brasil, e seus olhos ora demonstram preocupação, ora sorriem acompanhados de gestos leves. Está mesmo no “seu lugar”.
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14 set: Encontro com Eva Furnari: reflexão, acolhimento e resistência pela leitura
Aos poucos, o movimento aumentou na área externa d’A Casa Tombada na noite da última terça-feira. Os visitantes acomodavam-se nas cadeiras espalhadas pela área externa do nosso espaço à espera da abertura do Ciclo de Encontros Como Nasce o Desejo de Ler, evento promovido pela coordenação do curso de pós-graduação em O Livro para a Infância, com o intuito de promover conversas sobre ações de leitura em nosso país. A expectativa pairava no ar: era uma Casa cheia de gente que ama livros e com uma vontade imensa de compartilhar essa paixão, contagiar o outro. Acima de tudo, pessoas abertas a novas perspectivas do pensamento para ouvir Eva Furnari, com seus quase 40 anos de carreira, falar sobre como nasce o desejo de ler.
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18 jun: Grupo de Investigação em Escrita: do outro lado da rua
Somos um coletivo formado por Ângela Castelo Branco, Natália Barros, Nicolau Ferreira e Tati Fraga. Começamos em fevereiro deste ano a nos encontrar uma vez por semana, todas as segundas-feiras, n’A Casa Tombada, pra pensar, ler, escrever, ouvir e produzir textos. Já logo nos primeiros encontros, sentimos a necessidade de expandir A Casa, de atravessar a rua, de ir para dentro do Parque da Água Branca. Começamos a nos reunir na calçada e ocupar a beira do muro com cadeiras de praia. Chamamos de varanda esse lugar, onde passamos a tomar à fresca, estar no fluxo do mundo, de ver e de sermos vistos pelos transeuntes. Às vezes escrevendo, às vezes lendo, às vezes caminhando e às vezes escrevendo e andando ao mesmo tempo.
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25 maio: Das coisas que acontecem num’A Casa
Das coisas que só acontecem num’A Casa: dia desses a Heloisa Helena (que adotou a Casa Tombada como sua e que não tem vergonha de, às vezes, não achar nada sobre as coisas), veio à Casa com a Marilândia, que tem 16 irmãos, os filhos do Milton e da Maria, que ficaram gravados de verde na nossa mesa de vidro. Dá pra esquecer uma história dessas? Quem vier aqui, verá o nome deles:
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18 maio: A sacerdotisa e o livro
Do outro lado da rua, grupo formado por Ângela Castelo Branco, Natália Barros, Nico Ferreira e Tati Fraga. Esse é um coletivo de quem tem necessidade de escrita, que se reúne todas as segundas-feiras, das 17h às 19h, n’a Casa Tombada para escrever, sentar do outro lado da rua, olhar, ler, caminhar no parque e demorar-se nas árvores.
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15 maio: Sugestão de Leitura
um texto necessário é um texto que não para de se fazer em nós. um texto que, falando da infância, fala da solidão e, falando da solidão, nos convida ao não silenciamento das menores-grandes coisas. ótima leitura!