Palavras d'A Casa BLOG
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29 abr: [Livros à mão] Krenak: “A vida é uma dança cósmica, por Renata Penzani

Livros são criaturas que podem fazer de tudo. Uns emocionam, outros divertem, alguns ensinam, muitos assombram. Poucos afetam nossa química. Como se um big bang particular acontecesse dentro da nossa cabeça, uma mini supernova explodisse em milhares de luzes, e ganhássemos uma fresta de infinitude para ver a vida de um outro lugar; um lugar de onde não conseguimos mais desver – nem se quiséssemos.

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22 abr: [Livros à mão] A beleza da dor, por Vilma Ribeiro

Preciso pedir licença a memória desse querido e admirado escritor para tocar em sua obra, Um toque amoroso e despretensioso. Usando meu direito de leitora, pretendo dizer apenas dos afetos.
“Foi preciso deitar o vermelho sobre o papel branco para bem aliviar seu amargor.”

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25 mar: [Livros à mão] algo antigo, por Keila Knobel

Num tempo marcado por desesperança, pela cultura do desamor e pela palavra carcomida por mentiras, a poesia é uma porta aberta, uma pousada hospitaleira onde podemos, talvez, curar algumas feridas. Foi nessa busca de um horizonte possível que encontrei o novo livro de Arnaldo Antunes.

Christine Floating in the Sea, St Barth’s, 1999Photography by Nan Goldin I
16 fev: [Poemas à porta] Embriaguez, por Arturo Gamero

Na antiguidade a embriaguez era o signo da vertigem sagrada que coroava o homem com a luminosidade diáfana do eterno, o drogado era investido de um êxtase profético que o colocava no epicentro do culto a transmissibilidade da palavra, isto é, o enigma da palavra migratória. A embriaguez era um estado mágico em que as formas divinas assumiam a coloração dos fenômenos humanos.

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11 fev: [Livros à mão] A partilha do incomum – ou a invenção constante é uma ave plena, por Renata Penzani

Em outubro, eu li uma matéria na Revista Quatro Cinco Um chamada Partilha do sensível , que dizia do quanto nós perdemos a capacidade de vivenciar coletivamente o absurdo. Estamos já quase na metade de fevereiro e eu ainda não esqueci essa ideia da incompreensão como uma experiência partilhada. Eu tinha acabado de começar a ler o livro Partilha do incomum, e me pareceu que os dois textos conversavam, não só pelo nome, mas pela intenção, mesmo sem nunca terem se visto.