Que casa é essa?

Inaugurada em 18 de julho de 2015 pelos artistas e educadores Ângela Castelo Branco e Giuliano Tierno, A CASA TOMBADA- Lugar de Arte, Cultura e Educação, localizada na cidade de São Paulo, se sustenta na convicção de que a oralidade e a escritura são urgências e necessidades humanas.

A Casa fica no bairro de Perdizes, em frente ao Parque da Água Branca, um lugar de respiro da cidade, e abriga debaixo de um mesmo teto salas de aula, jardim, ateliê, biblioteca, cozinha, espaço para o convívio e descanso, exposições e conversas em diferentes formatos.

Com caráter (in)disciplinar, busca diminuir as fronteiras entre as linguagens artísticas, o fazer, o dizer e o pensar. Os cursos e encontros são construídos de forma artesanal e estão voltados para os saberes de experiência dos participantes.

Desde a sua fundação, A Casa vinculou-se à Faconnect – Faculdade de Conchas, pela qual oferta cursos de pós-graduação e cursos de extensão universitária. A Casa realiza também cursos livres, apresentações culturais e residências artísticas, orbitando pesquisas em torno da palavra encarnada, seja ela oral e/ou escrita.

A lógica dos cursos e dos encontros não é o da troca, do “serviço” ou do “produto” oferecido, mas sim da “graça”, do “dom”, ou seja, exercitamos a doação mútua (todos doam e todos ganham) na partilha de saberes, em que se deve confiar e sustentar a crença no acontecimento. A Casa tem sido um lugar de acolhimento e convivência.

O desejo é sustentar uma vida que se dá entre a companhia da poesia na parede, das galinhas que botam seus ovos no jardim até a feitura de um pão na hora, para ser servido enquanto respira. Um lugar de convívio estético e ético. Onde os saberes não se escondem, servem para dar.

E, no dia 12 de março de 2020, em meio à pandemia do novo covid-19, as portas d’A Casa Tombada física se fecharam, abrindo caminhos para A Casa Tombada-Nuvem, composta por cursos que acontecem por meio de uma plataforma online. Seguimos inventando caminhos para possibilitar o estudo, o cuidado de si, a partilha de saberes, mantendo sempre A Casa como um dispositivo de encontro, como um lugar onde nos encontramos com nossos fundamentos.

Para ler mais sobre A Casa como dispositivo, acesse:

A Casa Tombada como dispositivo de resistência

CUIDADORES GERAL
d’A CASA TOMBADA:

angela
Ângela
Castelo Branco

Doutora em Artes pelo Instituto de Artes da UNESP. Mestre em Educação pela UNESP. Poeta e arte educadora. Coordena ações educativas em exposições de artes visuais e literatura como A Biblioteca à noite no SESC Avenida Paulista,  Exposição REVER – Augusto de Campos, no SESC Pompeia. Possui publicações na área da literatura e pesquisa sobre escrita na Universidade de Belas Artes em Lisboa-Portugal. É professora de escritura nos cursos de pós-graduação “A arte de contar histórias – abordagens poética, literária” e performática e “O livro para a infância” – realizados pela Casa Tombada em parceria com a Facon. É autora dos livros Epidermias e “É vermelho o início da árvore”. Escreve no www.angelacastelobranco.blogspot.com.

Giu
 Giuliano Tierno
de Siqueira

Doutor e mestre em Artes pelo Instituto de Artes da UNESP. Contador de histórias e pesquisador na arte narrativa em contexto urbano. Autor de publicações acadêmicas na área de arte e educação e de livros de conto, como Quintal, pela editora Globo. Organizador do livro “A Arte de Contar Histórias. Abordagens poética, literária e performática”. Coordenador de Artes do Colégio Augusto Laranja. Idealizador, coordenador e professor do curso de pós-graduação lato sensu A arte de contar histórias. Professor Colaborador do Instituto de Artes da Unesp.