Somos convocados à experiência de uma leitura que nos inscreve em uma espécie de paisagem aérea - uma espécie de vagar em estado de devaneio, suspenso. Ao ler, vamos tropeçando nos encadeamentos das palavras, nas rasuras de um pensamento sobre o pensamento de sua própria construção.
Livros à Mão
O ano era 2015, havia um recém-nascido aqui e mais esse presente. Demorei dois anos para me encorajar a tirar o Tim Ingold da estante.
Aparece assim na introdução do livro:
Quem conta um conto que é parte
De nossa ancestralidade
Difunde, divulga a arte,
Velha como a humanidade.
Assim termina o livro O homem que lia as pessoas, de João Anzanello Carrascoza, ilustrado por Nelson Cruz e publicado pela editora SM em 2007.
Um livro com 523 páginas. Com uma pintura do século XIX na capa. Alguém entoando um ditado para seus alunos de bochecha rosada. Esperando não se sabe o quê, o nome.

