Já era agora da escrita entrar n'A Casa e, com ela, formarem um duplo de terreno fértil e mãos. Se para isso for preciso quebrar cimento, arrancar os pisos laminados, puxar os tapetes, soltar os carpetes e a grama sintética, faremos.
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Mas, diante de uma ameaça global tão invisível quanto concreta, o monstro da pandemia vive onde? Nas necropolíticas que abrem e fecham caixões como quem gira uma chave em uma fechadura? No colega de trabalho que esqueceu de novo de tirar o sapato antes de entrar no escritório?
Porque já me vesti de pastor tantas vezes, no prazer de testemunhar uma palavra para a passagem da carne no tempo, juntei esses versículos.
Desde sempre me atraem livros sobre a impermanência, para não dizer a morte. Sem ter vivenciado nenhum trauma ou perda prematura, sem estar doente ou ter um doente terminal na família, li bastante sobre luto e fiz uma pequena coleção de livros ilustrados sobre a morte.
Escutar crianças para quê?
Esta é talvez a pergunta fundamental a ser colocada.
As crianças estão se expressando o tempo todo, seja através dos seus comportamentos, das suas reações, dos seus corpos, das suas preferências, das suas teimosias, das suas agressividades, dos seus silêncios, das suas conquistas, das suas frustrações.
porque a linha de horizonte – esta região impalpável porém eternamente presente, delineando o limite do infindável – reverbera insistentemente em minha pesquisa sobre desenho, compreendendo a linha como seu elemento estruturalmente vital.
em 115 dias cabem os sinos do ar dos mares das florestas dos vulcões
cabem a vida de cada pessoa e das pessoas
Um livro de produção textual da antiga oitava série. Ele era diferente de todos, com um formato menor, uma capa com fundo amarelo-escuro e grafismos preto, vermelho e azul. Como eu amava aquele livro! Foi o único livro didático que recebi e folheei de cabo a rabo, ansiosa por querer saber o que vinha depois, o que vinha em seguida – o que vem por último?
Foi nesse espírito de respeito profundo pelas crianças, que alunas do curso de Pós Graduação Lato Sensu ‘A vez e a voz das crianças’, foram escutar crianças em diferentes territórios, contextos e culturas; e começaram a desvendar seus mundos, aparentemente conhecidos, efetivamente desconhecidos e surpreendentes.

