A primeira vez que me encontrei com esse livro ele estava pendurado por um fio, no estande da editora polonesa, na feira de livros de Bologna.
Adoro admirar as ilustrações e sentir o formato de um livro, mas o que realmente me captura primeiro, desde pequena, é o texto.
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Emily Dickinson, nasceu há quase 200 anos, nos EUA e antes de começar a escrever, cultivou um jardim na sua casa em Amerst, onde morou por toda a vida.
Escute aqui a voz de Mariana Per narrando o conto Ayoluwa, a alegria do nosso povo, de Conceição Evaristo.
Exercer a liberdade de desviar dele me interessa mais (quando posso), e por isso fico achando que vai interessar mais aos outros também. Resolvi falar dos livros que conversam comigo, com os quais eu criei intimidades, que me escutam e me explicam; aqueles que todos os dias olham para mim da estante, meio sujos e usados: vividos.
E é com grata alegria e entusiasmo que lançamos na A Casa Tombada o Curso de Extensão sobre Livro de Artista – “Livro de Artista e suas extensões gramaticais" -, reunindo pesquisadores, artistas e produtores que pensam o Livro de Artista como espaço de investigação, campo poético e dispositivo na cena contemporânea.
Hoje lançamos a pós-graduação Gestos de Escrita como prática de risco. Talvez a sua origem tenha sido um terreno baldio. Aquele lugar em que a fecundação não está evidente, que nos exige muito trabalho pra desgrudar os blocos calcificados de terra, conhecer as plantas menores, encontrar o caminho dos mínimos animais, fazer do seco um lugar para entrar as mãos.
Lançado em 2006, o romance Um defeito de cor de Ana Maria Gonçalves não é um livro fácil de ter-se em mãos e, ao mesmo tempo, é difícil soltá-lo. Somos captadEs antes mesmo de entrar na narrativa.
No instante em que li este poema de João Cabral de Melo Neto, pela primeira vez, os versos imediatamente ingressaram na paisagem que tanto caminho – a do desenho. Pode parecer meio estranho esta espécie de contrabando, emprestando a imagem deste poema e justapondo tais versos ao território do desenho
No dia 18 de julho às 18 horas A Casa tombada comemorou cinco anos de vida. São mil vozes.
Escute aqui a narração de O Amor de Maria. A Bonita, por Luciene Souza.

