Ivy Calejon retorna a sua cidade natal para encontrar mais fios de sua tessitura vital.
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A semana comemorativa do centenário do nascimento de Clarice Lispector abreviou minha sempre
indecisão. Tinha que falar dela, e não precisei de mais que alguns segundos para tomar nas mãos aquele
que para mim é seu livro mais infindável. “A paixão segundo G.H.”
Era uma Jornada de Pesquisa da Turma 6 do nosso curso de pós-graduação O Livro Para a Infância: processos contemporâneos de criação, circulação e mediação. Era uma manhã de um sábado em que os estudantes haviam sido convidades a expor suas ideias para o TCC – texto de conclusão de curso – a ser finalizado ano que vem.
Raquel me ensina que não basta dizer sim. É preciso descer ao inabitado dos mundos.(p.69)
Coccia me ensina que falar significa fazer com que a nossa pele exista fora de nós. (p. 85)
É como colar um copo de vidro que se quebrou.
Freud entendeu algo sobre como existiríamos a partir de nossas marcas.
São 15 ensaios, nos quais 6 me contam sobre os autores que ele mais admira.
Olhar para as coisas ao redor com a garantia de saber o que elas são, para que servem, por que estão por perto. Saber exatamente de que material são feitas, as propriedades nutricionais, a resistência ao atrito, ao peso, à mordida.
tenho três fragmentos. escuto o eco de grito de uma cabra vindo de meu ouvido esquerdo. escuto-a insistentemente todas as manhãs
“Se alguém pudesse nos olhar do alto, veria que o mundo está repleto de pessoas apressadas, suadas e exaustas. E também veria suas almas, atrasadas e perdidas pelo caminho”. Você conhece o João?
Escute aqui fragmentos de textos literários traduzidos, lidos por Janaina de Paula

