No dia 03 de abril, Heloisa Beraldo apresentou seu artigo: Confissões, Desobediências, Coleções: quando os escritos são corpo. Estávamos cada um em suas casas, reunidos em torno da plataforma zoom, mas a conversa foi muito aquecida, principalmente com a presença das leitoras e professoras Adélia Nicoleti, Emile Andrade e da turma toda do curso da pós-graduação A Arte de Contar Histórias: abordagens poética, literária e performática. As leitoras não hesitaram em recomendar a publicação desse artigo. E é por isso que ele está aqui, em nosso blog.
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É com grande alegria que anunciamos a aliança entre A Casa Tombada e o 17, Instituto de Estudios Críticos, com sede na Cidade do México.
Não tínhamos uma metodologia de pesquisa que nos garantisse que conseguiríamos uma real aproximação com o entorno, não tínhamos clareza do que seria essa aproximação, fomos criando à medida que os acontecimentos foram se dando, à medida que as dúvidas, os encontros e os desconfortos se deram...
Demorar é uma exposição multilinguagem a partir das obras do escritor, en- saísta, romancista e crítico de literatura francês Maurice Blanchot (1907- 2003).
Terça-feira passada não foi mais um dia de uma semana comum. O primeiro turno das eleições havia sido no domingo e, ainda na ressaca daquele dia tenso, a Casa Tombada estava aberta para acolher os convidados do Ciclo de Encontros – Como Nasce o Desejo de Ler, promovido pela coordenação do curso de pós-graduação O livro para a infância.
Página, capa, cores, desenhos, frases. Para o renomado autor de livros ilustrados Odilon Moraes é a combinação perfeita entre os tantos elementos que compõem os livros que provoca uma leitura prazerosa. Ou melhor, fascinante.
Era terça-feira outra vez e a Casa estava preparada para receber mais um convidado da 1a edição do Ciclo de Encontros – Como nasce o desejo de ler.
Atravessar a rua é a primeira exposição que ocupa a garagem d’ A Casa Tombada, nasceu de um encontro com o educativo do Museu da Casa Brasileira.
Logo se percebe que Simone Paulino está à vontade nesta Casa. Professora da disciplina do Laboratório de Escrita Literária do curso de pós-graduação O Livro Para a Infância, ela acompanha os passos d’A Casa Tombada desde a abertura, sempre atenta aos livros espalhados pelo espaço, um detalhe novo na decoração, um aroma de café. E é justamente na cafeteria que ela, na companhia do escritor Wagner Schwartz (Nunca juntos, mas ao mesmo tempo, livro do catálogo da editora dela, a Nós), espera a arrumação final da sala onde será a sua apresentação: o papo é sério, falam de política, de Brasil, e seus olhos ora demonstram preocupação, ora sorriem acompanhados de gestos leves. Está mesmo no “seu lugar”.
Aos poucos, o movimento aumentou na área externa d’A Casa Tombada na noite da última terça-feira. Os visitantes acomodavam-se nas cadeiras espalhadas pela área externa do nosso espaço à espera da abertura do Ciclo de Encontros Como Nasce o Desejo de Ler, evento promovido pela coordenação do curso de pós-graduação em O Livro para a Infância, com o intuito de promover conversas sobre ações de leitura em nosso país. A expectativa pairava no ar: era uma Casa cheia de gente que ama livros e com uma vontade imensa de compartilhar essa paixão, contagiar o outro. Acima de tudo, pessoas abertas a novas perspectivas do pensamento para ouvir Eva Furnari, com seus quase 40 anos de carreira, falar sobre como nasce o desejo de ler.

