Texto de Lúcia Castello Branco sobre a defesa de doutorado da Ângela, outra Castelo Branco, celebrando o parentesco em direção ao texto, às Casas, ao poema.
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Aconteceu n’A Casa Tombada! Uma espécie de inauguração de um “Quintal acadêmico”, de um lugar para o afeto e o rigor convivendo ao mesmo tempo, um lugar de não abandonarmos o amor e a emoção de conhecer.
Defesa da tese de doutorado de Ângela Castelo Branco, À escrita, um outro se arrisca em ti, orientado pela profa. Dra. Luiza Christov, no Instituto de Artes da UNESP.
A Casa Tombada tem a alegria de divulgar que apoia a AbCd- Associação brasileira de Cientistas para a Desconstrução de Diagnósticos e Desmedicalização.
Rede de escolas comprometidas com a infância saudável e desmedicalizada, contra os diagnósticos apressados de dislexia e TDAH.
Somos um coletivo formado por Ângela Castelo Branco, Natália Barros, Nicolau Ferreira e Tati Fraga. Começamos em fevereiro deste ano a nos encontrar uma vez por semana, todas as segundas-feiras, n’A Casa Tombada, pra pensar, ler, escrever, ouvir e produzir textos. Já logo nos primeiros encontros, sentimos a necessidade de expandir A Casa, de atravessar a rua, de ir para dentro do Parque da Água Branca. Começamos a nos reunir na calçada e ocupar a beira do muro com cadeiras de praia. Chamamos de varanda esse lugar, onde passamos a tomar à fresca, estar no fluxo do mundo, de ver e de sermos vistos pelos transeuntes. Às vezes escrevendo, às vezes lendo, às vezes caminhando e às vezes escrevendo e andando ao mesmo tempo.
Das coisas que só acontecem num’A Casa: dia desses a Heloisa Helena (que adotou a Casa Tombada como sua e que não tem vergonha de, às vezes, não achar nada sobre as coisas), veio à Casa com a Marilândia, que tem 16 irmãos, os filhos do Milton e da Maria, que ficaram gravados de verde na nossa mesa de vidro. Dá pra esquecer uma história dessas? Quem vier aqui, verá o nome deles:
Hoje foi dia da Flávia, da Rita e do Valdemi, manu-sustentadores da alegria e da beleza n’A Casa Tombada, estarem em roda e aprendendo!
Do outro lado da rua, grupo formado por Ângela Castelo Branco, Natália Barros, Nico Ferreira e Tati Fraga. Esse é um coletivo de quem tem necessidade de escrita, que se reúne todas as segundas-feiras, das 17h às 19h, n’a Casa Tombada para escrever, sentar do outro lado da rua, olhar, ler, caminhar no parque e demorar-se nas árvores.
um texto necessário é um texto que não para de se fazer em nós. um texto que, falando da infância, fala da solidão e, falando da solidão, nos convida ao não silenciamento das menores-grandes coisas.
ótima leitura!

