Segurar esse livro com caligrafia, rasuras e desenhos íntimos de Frida me excitou ao mesmo tempo que me constrangeu – quem escreve diários sabe da privacidade que se espera dessas páginas.
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Foi assim que Lucas Buchile se viu no desafio e na oportunidade de entrevistar um mediador que admira há tempos e sonhava um dia poder conversar: Francisco Gregório Filho.
Hoje, estas passagens nos soam como fragmentos de mundos extintos, profundamente adormecidos, agitam-se suavemente na penumbra dos olhos. O sonâmbulo é aquele em que a noite vivifica o laconismo onírico a tal ponto em que o corpo levanta-se numa rebelião comovente.
Escute aqui a narração da história O sonho do Pastor, por Simone Grande
O coração do livro é abraçado por suas capas. Ali, naquela materialidade tecnicamente chamada miolo (mas é onde está o coração!), há uma experiência de escrita, de vida, que não pode ser repetida, mas pode, infinitas vezes, ser lida, sentida, vivida, recontada.
Comecemos como se termina: Por delicadeza, perdi minha vida (Rimbaud).
Fui interpelada por esse poema na última sexta-feira, com a seguinte informação: estamos saindo da Covid, mas já melhores. No dia mais crítico da doença saiu esse poema, disse o Edson Cruz.
Tenho pensado no arco histórico que deslocou a imagem do coração do centro afetivo dos acontecimentos para o núcleo biomecânico das forças sociais modernas, posicionando-o numa certa utopia progressista: “menos emoção, mais razão”.
Escute aqui o poema Nuvens de Fernando Pessoa na voz de Suzana Buccalon
Escute aqui o conto A mulher que tece o mundo narrado por Emilie Andrade.

