Estamos no mês de novembro. Mês que comemoramos o dia da Consciência Negra, dia 20 de novembro, dia de Zumbi dos Palmares. Um mês para homenagear quem se une ao coletivo em todas as lutas e celebrações da vida, dia de rememorar e exaltar todas as pessoas que vieram antes e construíram possibilidades para chegarmos até hoje.
Cursos A Casa Tombada
Liliana Pardini nos conta seu encontro com o livro Grande Sertão: Veredas: “Eu já tinha tentado entrar no Sertão duas ou três vezes. Caminhava até a página 50 mais ou menos, onde parecia haver uma fronteira. Os espinhos da caatinga, o chão pedregoso me arranhavam, mesmo achando estar vestida com a jaqueta de couro mais resistente.”
Cristina Rocha apresenta seu TCC A poética da infância na construção do narrador: “Chegue perto de uma criança pequena. Observe, escute. Ela é capaz de transpor a rigidez da realidade, deslocando os objetos de suas funções e descrições para um jogo criativo e libertador, ressignifcando a realidade que se apresenta.”
Isso é o que podemos experimentar como algo do sublime. Acredito que está mais do que na hora de afirmarmos uma super, ultra, outra, over, infra, visão da Terra, para que possamos cuidar desse oásis fluorescente, cheio de vida, que vagueia no cosmos. E, sim, vamos cuidar dela!
Jaider foi embora ontem. Decidiu partir sem avisar. Fiquei no ar, em suspenso, tentando acreditar que era mais uma performance, mais um gesto político e artístico para fazer tremer nossas tripas e acordar o coração. Talvez seja isso mesmo. Em toda intensidade desse ser abençoado pelo avô Makunâima.
Fui embora com aquela preciosidade nas mãos, confidências de uma neta para a sua avó. Enquanto lia, vinham lembranças de minha infância, não de manga verde, mas de pé de mexerica. Não do feijão às seis, mas dos cafés da tarde. Hoje Camila Feltre nos conta sobre seu encontro com Cartas para minha avó, de Djamila Ribeiro.

