Saberes d’A Casa
Um dos fatos mais impactantes deste ano foi a morte voluntária do artivista indígena Macuxi Jaider Esbel. Sim, ainda está em curso a morte de mais de 600 mil pessoas vítimas da Covid-19 mas isso ultrapassa a condição de fato, é impensável e ininteligível.
Aos nove anos eu escrevi meu primeiro poema, num caderninho rosa, da barbie, minha avó tinha comprado naquelas revistinhas que vendiam de tudo, ter um caderno me ajudou a escrever e acredito que foi um dos primeiros incentivos para continuar. .
Natalia Barros faz um poemadeclaração à Casa Tombada após entrar mais uma vez nessa casa-abraço, em novembro de 21.
Mais do que uma vez na vida sentimos coisas sem nome. Quer dizer, nome, nome mesmo, certamente deve ter. Provavelmente numa língua estrangeira, numa língua sem lugar, numa língua individual, nossa, interna.
Cristina Rocha apresenta seu TCC A poética da infância na construção do narrador: “Chegue perto de uma criança pequena. Observe, escute. Ela é capaz de transpor a rigidez da realidade, deslocando os objetos de suas funções e descrições para um jogo criativo e libertador, ressignifcando a realidade que se apresenta.”
Fui embora com aquela preciosidade nas mãos, confidências de uma neta para a sua avó. Enquanto lia, vinham lembranças de minha infância, não de manga verde, mas de pé de mexerica. Não do feijão às seis, mas dos cafés da tarde. Hoje Camila Feltre nos conta sobre seu encontro com Cartas para minha avó, de Djamila Ribeiro.
Seu Casemiro Sampaio, um sábio e poderoso ser da floresta, conhecedor das histórias do princípio do mundo, dos milhares de cantos e melodias de flautas
de seu povo Yepah Masã, conhecido como Tukano, nos deixou órfãos. Se foi no começo deste ano, vencido pela Covid19 como tantos outros indígenas, de
tantos povos, neste Brasil que não conhece, não respeita seus habitantes originários, por Angela Pappiani.
A capoeira, o poema e a escrita unem-se em Damiane Niomara Bemvindo.

