Quero muito falar sobre ela, mas mal a conheço e certamente vou passar minha vida a conhecê-la. Ela misturou vida e obra na mesma panela; leituras e releituras de gestos, sentimentos, sons, palavras, memórias. Teve uma vida de assombros, de descobertas, de sobressaltos de experiências, de “não sei”.
Cursos A Casa Tombada
Escrevo rente aos fios. Começo por roubar uma epígrafe, uma dupla-captura, um entre possível. Escrevo rente à paisagem perfurante do butoh, aos pontos que se deslocam no tecido, ao bando e a todas as vozes que falam em mim.
Gente é pra contar. Afirmação cortante de Renata Penzani, a partir do livro Todas as pessoas contam. Uma leitura ardente, experimentada, concreta, vital.
Após o encontro com o testo O Narrador, de Walter Benjamin, Damiane Niomara se re encontra com seu avô e suas histórias.
Tati Fraga e sua pesquisa por entre a escrita-sonho nos dá a ler seu texto Onilíricos II.
Ivy Calejon retorna a sua cidade natal para encontrar mais fios de sua tessitura vital.
A semana comemorativa do centenário do nascimento de Clarice Lispector abreviou minha sempre
indecisão. Tinha que falar dela, e não precisei de mais que alguns segundos para tomar nas mãos aquele
que para mim é seu livro mais infindável. “A paixão segundo G.H.”
Era uma Jornada de Pesquisa da Turma 6 do nosso curso de pós-graduação O Livro Para a Infância: processos contemporâneos de criação, circulação e mediação. Era uma manhã de um sábado em que os estudantes haviam sido convidades a expor suas ideias para o TCC – texto de conclusão de curso – a ser finalizado ano que vem.
Raquel me ensina que não basta dizer sim. É preciso descer ao inabitado dos mundos.(p.69)
Coccia me ensina que falar significa fazer com que a nossa pele exista fora de nós. (p. 85)
É como colar um copo de vidro que se quebrou.
Freud entendeu algo sobre como existiríamos a partir de nossas marcas.

