O poeta André Gravatá nos conta de uma de suas tentativas de abrir espaço para o não saber por meio do encontro com palavras e pessoas. André estará nos dias 2 e 3 de fevereiro, n´A Casa Tombada Nuvem com o curso O não saber na poesia.
Cursos A Casa Tombada
Sandra Lessa nos conta sobre seu curso online Biografêmeas: um carteado com o passado feminino. Processo criativo que lê o passado e recria histórias de vida. Tem por objeto final uma vídeo-carta feita por cada participante destinada às suas ancestrais.Esse curso integra a programação “A beleza da dúvida” que acontecerá de janeiro a fevereiro n’A Casa Tombada.
“A beleza da dúvida”, é o enunciado que norteou a criação da programação de cursos livres online, cuidadosamente pensada por Tati Fraga. Os cursos acontecerão de 24 de janeiro a 05 de fevereiro n’A Casa Nuvem.
Marcelo Ariel nos acorda para a importância de nossos gestos coreográficos a partir do trabalho de Ismael Ivo.
Isabela Miranda faz uma resenha-mais-que-afetiva entrelaçando suas memórias de infância com o livro “Com qual penteado eu vou?” de Kiusam de Oliveira.
Sou nortista, parida nas beiras do rio Tapajós. Sou mulher negra, com deficiência, cinemista de beira, documentarista da Amazônia. De estudo, sou mestre em sociologia pela UFPA, funcionária pública na Universidade Federal do Oeste do Pará. A poesia se manifestou muito cedo.Aos 20 anos escrevi meu primeiro livro, nunca publicado, chamado “água, sal e açúcar”.
Rumi conta a história de uma criança em situação de rua que, acompanhada do seu gatinho Nico, revira lixo e faz malabarismo no sinal na tentativa de se alimentar. Vez ou outra é ajudado por uma mão caridosa, a Tia, que é uma senhora que sempre que pode doa algo ao menino, um pouco de comida, uma peça de roupa, uma conversa.
Durante muitos anos eu escutei histórias tradicionais, no aconchego de minha casa, balançando na rede; dentro das casas de palha cheirosa nas aldeias, com o foguinho estalando ou deitada nas esteiras no pátio aberto para o céu de mil estrelas. Histórias do tempo do poder que falam da criação do mundo, das paisagens, dos seres vivos de todo tipo, dos afetos, dos rituais.
Criei a coleção em 2018, já na reta final do doutorado, a fim de promover o encontro que sustenta o insustentável gesto da escrita com você, pessoa leitora. Os títulos: Cartas (não) filosóficas e Ensaio Corpográfico, editados em tiragem mínima (quando artesanais) ou máxima (quando virtuais), variam da forma impressa, manuscrita, digital, até “livros quase-de-artista”, como costumo chamar, e quase sempre partem de caderninhos de papel para ganhar nova vida na página e/ou na tela.
Um dos fatos mais impactantes deste ano foi a morte voluntária do artivista indígena Macuxi Jaider Esbel. Sim, ainda está em curso a morte de mais de 600 mil pessoas vítimas da Covid-19 mas isso ultrapassa a condição de fato, é impensável e ininteligível.

