A Escritura do Desastre – com João Gomes

Sobre o curso

Que as palavras deixem de ser armas, meios de ação, possibilidades de salvação. Entregar-se ao desespero.
Quando escrever, não escrever, é sem importância, então a escritura muda – que ela ocorra ou não; é a escritura do desastre.

 Não sabemos o que é uma escritura do desastre, mas vislumbramos pela experiência nos corpos e no pensamento, na banalidade da vida comum e cotidiana, isso que ao se inscrever na vida pode ser nomeado como desastre. Esse nome não captura absolutamente nada do que ele tenta recobrir e situar, pois o que ganha o nome de desastre foge imediatamente de toda denominação. A escritura do desastre não é, portanto, uma maneira de escrever. Ninguém escreve, senão o desastre: Não é você que falará; deixe o desastre falar em você, seja pelo esquecimento ou pelo silêncio. O esforço de Blanchot é o de, escrevendo, contra-dizer a transparência do desastre através da inquietação que ele produz, mas também tematizando-o em imagens paradoxais do pensamento. A radicalidade de um tal procedimento, como veremos, rompe profundamente com todas as ilusões totalizantes e totalitárias, sejam elas políticas, discursivas ou temporais.

O curso se concentrará nos comentários sobre e na apresentação e leitura do livro “A Escritura do Desastre”, de Maurice Blanchot, orientando-nos pelas balizas indicadas na programação.

 

Roteiro do curso:

Encontro 1 (23/07) – O desastre
Encontro 2 (30/07) – A recusa, a paciência, a passividade
Encontro 3 (06/08) – A escritura fragmentária
Encontro 4 (13/08) – “Uma cena primitiva”
Encontro 5 (20/08) – O Altíssimo 32 anos depois
Encontro 6 (27/08) – Messianismo e revolta

Quem é o professor

João Gomes é bacharel (PUC-SP) e mestre em História Social (Unesp). Passou um período de pouco mais quatro anos de pesquisas na França junto à l’Université de Paris-I La Sorbonne e da École Pratique des Hautes Études. Foi professor substituto na disciplina de História Medieval I na Unesp-Franca, professor especialista visitante na Unicamp onde tratou da “arqueologia histórica da coletividade indefinida na Idade Média” e ministrou cursos na PUC- SP, no CPF-SESC-SP, no MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo) sobre Georges Didi- Huberman e de Giorgio Agamben, na Casa Tombada e na La Matrioska-uma escola de luta. Nestas duas últimas tratou da obra de Maurice Blanchot, Giorgio Agamben e da sociologia da multidão.

Quando

Dias 23 e 30/07; 06, 13, 20 e 27/08 (às quintas-feiras)
Das 19h30 às 21h

Onde 

Online
As informações de acesso serão disponibilizadas por e-mail.

Público

Interessados em geral.

Turma

30 pessoas

Investimento

R$ 240,00
em até 4x sem juros ou
7% de desconto à vista pelo PagSeguro.

 

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