A Formação em Culturas Afro-Brasileiras e Indígenas nos leva a resgatar sabedorias constritas por esses povos  que foram desmerecidas e banalizadas como crendices, em prol de modos de vida sugeridos pelo modelo imposto como civilizado/moderno. Tais práticas, quando estudadas e resgatadas, nos revelam conhecimentos importantes sobre como viver em nosso território, nossas riquezas, nossa personalidade moldada por séculos. Não olhar esse patrimônio é viver mediocremente descartando qualidades incomensuráveis.

(Acelí de Assis Magalhães, estudante da primeira turma do curso, Doutora em Psicologia, autora do livro Historias de Mulheres, Ed. Altana)

 

PROPOSTA DO CURSO

Neste curso abordaremos histórias e culturas afro-brasileiras e indígenas por meio de estudos de diferentes Áreas (Educação, história, Artes, Antropologia, Sociologia e outras afins),  bem como buscando contato com conhecimentos e pontos de vista de indivíduos que tem sua vida ligada à causa em questão, como lideranças indígenas e negras. O ponto de origem é a convicção de que os conhecimentos e práticas de origens indígenas e africanas ampliam, refutam e deslocam os saberes já historicamente legitimados em nossos ambientes oficiais de educação.

As investigações interdisciplinares possibilitarão uma visão ampla e consistente sobre a temática, subsidiando educadores das mais diversas áreas, no ensino formal e não-formal. Esse é um curso para quem deseja trabalhar junto a partir do corpo, do encontro, do afeto, da escuta e, ao mesmo tempo, potencializar singularidades.

Inscrições encerradas

​COORDENAÇÃO
GERAL

Profa. Dra. Ângela Castelo Branco Teixeira e Prof. Dr. Giuliano Tierno de Siqueira

COORDENAÇÃO
DO CURSO

Prof. Ms. Arthur Iraçú Fuscaldo

PERÍODO DE
REALIZAÇÃO

21 de Setembro de 2019 a Setembro de 2021
Um sábado (9h30 às 18h) e um domingo (9h30 às 13h) por mês
(Carga horária 450 horas)

CONTATOS

e-mail: pos@acasatombada.com
WhatsApp: (11) 98151-6255
Fone: (11) 3675-6661

Professores e Colaboradores

Ana-Maria-Carvalho
Ana Maria
Carvalho

Mestra de Cultura Popular Maranhense, brincante, cantora. Trabalha com ritmos e folguedos tradicionais como Bumba Meu Boi, Cacuriá, Ladainhas do Divino Espírito Santo, cirandas, acalantos e cantigas de roda. Autora do disco “Por Mim e Pelo Meu Povo”.

Dhevan
Dhevan kawin

Professor da escola indígena multisseriada e multidisciplinar Kunhã Morontim, da aldeia Awa Porungawa Djú – Peruíbe-SP. Atua na escola há dez anos, trabalhando pelo fortalecimento da sua cultura e da indentidade dos jóvens.

clarissa-suzuki
Clarissa
Lopes Suzuki

Arte/educadora, doutoranda em Artes Visuais (USP) com pesquisa voltada para as relações étnico-raciais na educação, epistemologias afro-indígenas  e os percursos formativos de professores da Educação Básica.

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Alberto
T. Ikeda

Professor Colaborador do Programa de Pós-Graduação em Música (ECA-USP); do Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina  (USP); da Cátedra Kaapora (UNIFESP), voltada à Diversidade Cultural e Étnica na Sociedade Brasileira. Professor aposentado do Instituto de Artes da UNESP nos temas: Etnomusicologia, Culturas Populares, Metodologia da Pesquisa.

Salloma-Sallomao1
Salloma Salomão
Jovino da Silva

Doutor em História (PUC-SP), com estágio no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Atua principalmente nos temas: Culturas musicais de origens africanas; Dramaturgia e teatro negros; Políticas e práticas culturais negras no século XIX e XX; Identidades étnicas e movimentos negros urbanos; Sociabilidades negras em São Paulo; Musicalidades africanas.

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Arthur Iraçu
A. Fuscaldo

Desenvolveu pesquisa sobre práticas oníricas e musicais de indígenas A’uwẽ_Xavante da aldeia Etenhiritipa (Canarana – MT), que resultou no livro “Rowapari’nho’re: sonhar e pegar cantos no xamanismo a’uwẽ_xavante”. Mestre em Arte e Educação (UNESP). Autor de materiais didáticos de Ensino Fundamental II da Editora Moderna.

Luciane-ramos
Luciane
Ramos Silva

Doutora em Artes da Cena e Mestre em Antropologia (Unicamp). Gestora de projetos no Acervo África, compõe o corpo editorial da Revista O Menelick 2Ato e o quadro de professoras da Sala Crisantempo. Tem especialização em Diáspora Africana (Universidade de Maryland/EUA). Compõe a Anikaya Dance Theater – Boston.    

Jean-Vidal
Jean Jacques
Armand Vidal

Pós-Doutorando em Artes (UNESP). Tem experiência na área Artes Visuais, Educação e Psicologia, atuando nos temas Culturas Indígenas, Cultura Material, cerâmica, artes do fogo. Professor nos cursos Lato Senso “Fundamentos das Culturas e das Artes” e “Arte Terapia e Terapias Expressivas” (UNESP).

igor de bruyn ferraz foto 2 por fernanda mota
Igor de Bruyn Ferraz

Músico, pesquisador, com ênfase em enunciação política negra no samba da década de 1970, samba de partido-alto e samba de terreiro. Mestre em Musicologia/Etnomusicologia,  doutorando em Musicologia (ECA-USP).

Foto Angela Pappiani
Angela
Pappiani

Jornalista, escritora e produtora cultural. Codirigiu documentários e produziu CDs referentes a histórias e cantos indígenas. Dirigiu o projeto “Rito de Passagem – canto e dança ritual indígena”, durante oito anos. Autora dos livros “Povo Verdadeiro” e “Entre dois Mundos”. Organizadora de livros de mitos e histórias junto a indígenas dos povos Xavante, Karajá, Mehinaku e Paiter Suruí. Construiu o site programadeindio.org, veiculador de programas radiofônicos realizados por povos indígenas.

Vivian-parreira
Vivian
Parreira

Doutoranda em Educação (UFSCAR), com pesquisa em educação das relações raciais, práticas culturais e epistemologias. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em cultura popular, relações étnico-raciais, danças brasileiras, oralidade e memória. Coordena o grupo de pesquisa e prática em danças brasileiras Girafulô. Compõe o grupo de Samba de Coco Chinela Baixa.

Juliani-ferrini
Juliana Esperança
Ferrini

Professora de História na Educação de Jovens e Adultos da rede pública. Editora e produtora de conteúdo para livros didáticos. Mestranda em Ensino de História pela UNIFESP. Pesquisadora na área de Ensino de História e Patrimônio Cultural.

luiza-christov
Luiza
Christov

Professora doutora em educação (PUC), professora assistente aposentada na Unesp, consultora de redes de educação básica, pública e privada

Giu
Giuliano
Tierno

Professor doutor em arte e educação (Unesp), narrador de histórias e criador d’A Casa Tombada

angela
Angela
Castelo Branco

Professora doutora em arte e educação (Unesp), poeta e pesquisadora da escrita e criadora d’A Casa Tombada

* Há professores ainda não confirmados, especialmente para os dois primeiros temas, por isso seus nomes ainda não constam aqui. Portanto, outros nomes se somarão aos aqui apresentados.

Investimento

Pagamento à vista:
consulte valores especiais para pagamentos à vista

Pagamento parcelado:
10 parcelas de R$ 1.304,96
(10% de desconto)
ou
24 parcelas de R$ 604,15
ou
30 parcelas de R$ 483,32

Condições especiais:

Professores, educadores sociais e bibliotecários de instituições públicas e ONG’s. têm 15% de desconto;
Alunos e ex-alunos de pós-graduação têm 15% de desconto.

IMPORTANTE: Os valores parcelados serão corrigidos anualmente pelo índice de INFLAÇÃO acumulado no período.

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Entrevistas

a confirmar

Matrículas

a confirmar

1. Sobre o curso e sua relação com nosso contexto histórico-cultural

Desde o período colonial da história de nosso país, são vastas as produções intelectuais ou artísticas que explicitam, investigam ou criticam as relações inter-étnicas e interculturais envolvidas nesse processo histórico. Porém, somente nos anos 2000, inovações constitucionais, em caráter nacional oficial, abordaram tais questões de modo mais direto e determinante no campo da Educação. Faz parte disso a Lei federal nº 11. 645/08, que estabelece a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-brasileira e Indígena” no currículo oficial da rede de ensino público e privado. É nesse contexto que se desenvolveram as intenções de criação deste curso e as primeiras conversas com professores convidados.

Este curso começou a ser de fato construído em 2015, com o desejo de contribuir para a abordagem das culturas e histórias indígenas e negras na educação e celebrando o fato de, após mais de quinhentos anos de Brasil, termos hoje leis que visam garantir a presença de tais conteúdos nos currículos escolares; ainda que sabendo do enorme trabalho necessário para que essa abordagem seja realmente potencializadora, em uma direção que supere noções estereotipadas, reducionistas ou equivocadas no que se refere às culturas indígenas e negras.

Isso ocorreu, portanto, pouco antes do golpe de 2016, que destituiu a presidenta legitimamente eleita; mudou o cenário político-cultural do país, intensificando também inquietações em torno da temática negra e indígena, trazendo riscos de retrocessos nas conquistas de até então, e gerando novas tensões entre diferentes setores da sociedade. Daí em diante observamos a crescente desestruturação de políticas públicas que pudessem apontar alguma melhoria, direta ou indiretamente, no que se refere às questões ligadas às diferenças étnicas – seja no setor social ou educacional –  e aos indivíduos mais diretamente relacionados a elas, como os povos indígenas e quilombolas.

Esse cenário, aliado à escuta das pessoas que têm contribuído ao desenvolvimento do curso, como discentes ou docentes, traz constantes reflexões sobre a relevância do curso, sobre os temas norteadores do conteúdo programático e sobre a composição do corpo docente. Nos parece fundamental que os estudos desenvolvidos ampliem e destaquem referências para implementação de práticas anti-racistas e de afirmação e fortalecimento étnico, considerando os possíveis embates nesse sentido dentro do atual cenário político do país. Considerando isso, é que foram definidos os Temas Norteadores apresentados adiante na parte sobre conteúdo programático.

Vale frisar nossa convicção de que a ampliação dos espaços de estudo e debate da temática abordada por este curso faz parte de um compromisso ético de toda a sociedade, no sentido da construção de convivência mais justa entre indivíduos provenientes de diferentes origens étnico-culturais e entre seus diferentes saberes e modos de produzi-los. E mais do que isso, que conhecimentos e práticas de origens indígenas e africanas podem e devem ampliar os conhecimentos produzidos e as práticas educacionais em diversas áreas de saber legitimadas em nossos ambientes oficiais de educação. Portanto, o que mobiliza a manutenção deste curso são convicções éticas, políticas e epistemológicas.

As turmas têm sido formadas por pessoas ligadas a diferentes áreas de conhecimento, especialmente por educadores. Isso tem enriquecido bastante as discussões e trocas durante o processo de aprendizado coletivo. Paralelamente às aulas, estimulamos também a formação de grupos de estudos e atividades extras como visitas a locais da cidade – ou proximidades – relacionados a culturas indígenas e negras, e saraus temáticos.

Por fim, vale dizer que este é um curso que se mantém em constante criação, tentando  dialogar com a dinâmica político-cultural de nosso país e com as características de cada turma. E é assim que acreditamos que tem que ser, um curso vivo, em movimento, que segue se reinventando, até porque é criado também por cada pessoa que dele participa a cada ano.

 

2. Funcionamento do curso:

2.1 – O curso de pós-graduação lato sensu Histórias e Culturas Afro-brasileiras e Indígenas na Educação é oferecido e realizado pela FACON – Faculdade de Conchas no pólo A CASA TOMBADA localizado à Rua Ministro Godói, 109 – Perdizes – CEP: 05015-000 – São Paulo/SP – Fone (11) 3675-6661.

 

2.2. – Horário oferecido:

Módulo I
21/09/2019 – sábado – das 9h30 às 18h
22/09/2019 – domingo – das 9h30 às 13h

Módulo II
5/10/2019 – sábado – das 9h30 às 18h
6/10/2019 – domingo – das 9h30 às 13h

Módulo III
9/11/2019 – sábado – das 9h30 às 18h
10/11/2019 – domingo – das 9h30 às 13h

Módulo IV
7/12/2019 – sábado – das 9h30 às 18h
8/12/2019 – domingo – das 9h30 às 13h

Módulo V
8/02/2020 – sábado – das 9h30 às 18h
9/02/2020 – domingo – das 9h às 13h

Módulo VI
14/03/2020 – sábado – das 9h30 às 18h
15/03/2020 – domingo – das 9h30 às 13h

Módulo VII
11/04/2020 – sábado – das 9h30 às 18h
12/04/2020 – domingo – das 9h30 às 13h

Módulo VIII
16/05/2020– sábado – das 9h30 às 18h
17/05/2020 – domingo – das 9h30 às 13h

Módulo IX
13/06/2020 – sábado – das 9h30 às 18h
14/06/2020 – domingo – das 9h30 às 13h
* em breve disponibilizaremos o cronograma completo.

2.3. – Carga horária total: 450 horas

2.4. – Duração: 24 meses

* Além das aulas, os alunos serão convidados a participar de atividades facultativas que envolvem a temática distribuídas ao longo dos 24 (vinte e quatro) meses de realização do curso. É obrigatória a presença do estudante em ao menos 75% da carga horária das aulas. O curso tem a carga horária total de 450 horas e duração de 24 meses.

2.5. – Início das aulas: 21/09/2019 (sábado)

2.6. – Término das aulas: setembro/2021

2.7. – Conteúdo Programático/ Os tópicos de estudos e a articulação de assuntos:

  • Entendendo e combatendo o racismo estrutural: por uma educação descolonizadora
  • Perspectivas epistemológicas com referências em matrizes negras e indígenas
  • Etnomídias: audiovisual e tecnologias da informação em prol de questões étnicas
  • Línguas indígenas e africanas no Brasil
  • Oralidade, memória e escrita
  • Cosmologias e produções estéticas indígenas e afro-brasileiras
  • Música, História e Identidades
  • Pesquisa e escrita na construção de conhecimento científico e TCC

2.7.1 – Dos encontros e metodologias:

A partir do tópicos acima são planejadas todas as atividades de estudo. Optamos por tratá-los como temas norteadores, não como disciplinas, pois o estudo de cada um não se dará de forma isolada e linear, e todos contarão com a colaboração de diferentes professores convidados. Algumas atividades terão um dos temas como foco, outras colocarão em diálogo mais de um deles, de modo que ao fim todos tenham sido satisfatoriamente abordados. Os dois primeiros temas listados são centrais dentro da proposta e concepção epistemológica do curso, os demais se relacionam e colaboram com o que estes dois destacam.

Os encontros são pautados em imersões que articulam pesquisa, escuta, ampliação de repertórios, leituras e escritas, registros e reflexões pessoais e construção coletiva de saberes, a partir dos eixos que os temas convergem. A proposta é a de que os professores colaboradores exponham suas trajetórias de pesquisa ou interação com os tópicos acima mencionadas, apresentando práticas, referências e reflexões relacionadas às mesmas.

 

Professores confirmados:

Alberto T. Ikeda, professor Colaborador do Programa de Pós-Graduação em Música, da Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo (PPGM-ECA-USP), co-responsável na disciplina: Metodologia da Pesquisa em Música.
Professor Colaborador, Co-Orientador, do Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina, Universidade de São Paulo (PROLAM-USP).
Consultor da Cátedra Kaapora, da Diversidade Cultural e Étnica na Sociedade Brasileira, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC).
Professor Aposentado do Instituto de Artes (IA-UNESP) (Etnomusicologia / Culturas Populares / Metodologia da Pesquisa), da Universidade Estadual Paulista, São Paulo.Biblioteca Virtual da FAPESP: https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/90754/alberto-tsuyoshi-ikeda/
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/6763637234642528

Ana Maria Carvalho, mestra de Cultura Popular Maranhense, brincante, cantora, arte educadora. Movida pela arte, percorreu o Brasil com os grupos Cupuaçu e Vento Forte atuando em espetáculos e ministrando oficinas em diversos espaços culturais. Além dos trabalhos coletivos, é autora do disco “Por Mim e Pelo Meu Povo” que busca não só um trabalho autoral, mas também um forte movimento pelo povo brasileiro. Sua origem maranhense revela ritmos tradicionais como o Bumba Meu Boi, Cacuriá, Ladainhas do Divino Espírito Santo, cirandas, acalantos e cantigas de roda.Com a caixa na mão, saia rodada e sorriso no rosto apresenta em suas brincadeiras lúdicas o contexto social, histórico e cultural de algumas importantes danças brasileiras, bem como os símbolos e os saberes tradicionais representados nessas manifestações.

Ana Nascimento, atriz , cantora, pedagoga e arte-educadora. Licenciada em Educação Artística e Pedagogia pela UNESP e professora da Rede Municipal desde 2008, já tendo atuado como professora, coordenadora pedagógica e colaboradora do Grupo de Trabalho de Educação Para as Relações Étnico-Raciais na DRE/Itaquera. Atualmente  é Orientadora de Sala de Leitura.

André C. Paula Bueno, etnomusicólogo, músico, doutor em Literatura Brasileira (USP). Fundamentou-se na lingüística de campo para comparações de corpus orais brasileiros e africanos, os “cantos de máscaras”. Autor dos livros “Bumba-boi Maranhense em São Paulo” (Nankin, 2001) e “Palhaços da cara preta: Pai Francisco, Catirina, Mateus e Bastião, parentes de Macunaíma nos Bumba-bois e Folias-de-Reis” (EDUSP, 2014).

Angela Castelo Branco, professora doutora em arte e educação (Unesp), poeta e pesquisadora da escrita e criadora d’A Casa Tombada

Angela Pappiani, jornalista, escritora e produtora cultural. Trabalha desde 1984 em projetos culturais e educacionais com povos indígenas de todo país com a proposta de valorizar, afirmar e divulgar a tradição e o pensamento indígena. Entre seus trabalhos estão: a codireção, produção executiva e roteiro dos documentários “A’uwe Uptabi”, “Wanaridobê”, “Rito de Passagem” e “Estratégia Xavante”; a curadoria de exposições fotográficas, mostras audiovisual e a produção de quatro CDs de música indígena: “Etenhiritipá – cantos da tradição Xavante”, “Cantos da Montanha”, “Iny – cantos da tradição Karajá” e “Ritos de Passagem”. Dirigiu o projeto “Rito de Passagem- canto e dança ritual indígena” _ patrocínio da Petrobras_ durante oito anos. É autora dos livros “Povo Verdadeiro” e “Entre dois Mundos”, organizadora do livro “Wamrêmé Za´ra – Nossa Palavra, Mito e História do Povo Xavante” e organizadora e editora dos livros “Ynyxiwè que trouxe o sol e outras histórias do povo Karajá”,  “O Lobo Guará e outras histórias do povo Xavante”, “Aunaki Kuwamutü – Kuwamutü que criou o mundo e outras histórias do povo Mehinaku” e “Histórias do começo e do fim do mundo – o contato do povo Paiter Suruí” (Ed. Ikore). Foi contemplada também com a Bolsa de Circulação Literária da Funarte para divulgação da literatura indígena com o projeto Palavras Criadoras. Construiu o site programadeindio.org com a veiculação de 200 programas radiofônicos realizados por povos indígenas na década de 80/90 e os novos programas da série Aldeias Sonoras, ganhador do Prêmio Roquette-Pinto, de apoio à produção radiofônica.

Arthur Iraçu A. Fuscaldo, educador, músico e pesquisador. Membro do grupo de pesquisa “Arte e formação de educadores”, da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP) – CNPQ. Licenciado em Ed. Artística – Habilitação em Música e Mestre em Artes / Arte e Educação, pelo Instituto de Artes da UNESP.  Desenvolveu pesquisa sobre práticas oníricas e musicais de indígenas A’uwẽ_ Xavante da aldeia Etenhiritipa (Canarana – MT) _com financiamento da FAPESP_, que resultou no livro “Rowapari’nho’re: sonhar e pegar cantos no xamanismo a’uwẽ_xavante”, publicado pela Editora Porto de Ideias. Músico na DasDuas Companhia – MG. Coordenador e professor no curso de Pós-Graduação “Histórias e Culturas Afro-Brasileiras e Indígenas na Educação”- FACON / A Casa Tombada-SP. Autor de materiais didáticos de Ensino Fundamental II da Editora Moderna.
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/8780853068433649

Beth Beli, percussionista e Arte Educadora. Diretora e Professora de percussão dos ritmos dos Orixás e Malinkes. Presidenta e Regente do  “Bloco Afro – Ilú Obá De Min- Educação, Arte e Cultura Negra”. Graduada em Ciencias Sociais. Arte Educadora na Instituição Arte Despertar.

Clarissa Lopes Suzuki, doutoranda em Artes Visuais na USP na linha Fundamentos do Ensino e Aprendizagem da Arte, com pesquisa voltada para as relações étnico-raciais, as epistemologias afro-indígenas e os percursos formativos de professores da Educação Básica. Possui Mestrado em Artes pela USP, graduação em Licenciatura Plena em Educação Artística pela UNESP e Extensão em Africanidades na Educação pela UnB. Foi professora de arte da rede de ensino estadual, municipal e privada de São Paulo. Coordenou o Prêmio Arte na Escola Cidadã de 2014 a 2016 e o Curso Aprendendo com Arte em 2016 e 2017, ambos do Instituto Arte na Escola. Trabalhou como professora e coordenadora em instituições formais e não-formais de educação e cultura em diversos estados do país. Atualmente é professora da graduação e da pós-graduação no ensino superior. Desde 2010 é pesquisadora do Grupo Multidisciplinar de Estudo e Pesquisa em Arte e Educação (CAP/ECA/USP). Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/9868131540022838

Dhevan kawin, professor indígenas a 10 anos dentro de uma comunidade indígena em uma escola diferenciada por ser multisseriada e multidisciplinar – escola indígena Kunhã Morontim, aldeia Awa Porungawa Djú – Peruíbe-SP – trabalha com o fortalecimento da cultura indígena e o fortalecimento da identidade do aluno.

Giuliano Tierno, professor doutor em arte e educação (Unesp), narrador de histórias e criador d’A Casa Tombada (http://lattes.cnpq.br/3954079408509272)

Igor De Bruyn Ferraz, músico (guitarrista/violonista). Formado em Comunicação/Jornalismo (Universidade Metodista de São Paulo – 1998), com especialização em Capacitação Docente em Música Brasileira (Anhembi-Morumbi, 2007), mestre em Musicologia/Etnomusicologia (ECA-USP, 2018). Professor de violão (Fábrica de Cultura de Sapopemba 2012 – 2016), Guitarra (GURI Santa Marcelina, 2012 – 2017), da Oficina sobre Produção Musical Brasileira (em São Bernardo do Campo, 2012). Atualmente é formador do projeto Parques Sonoros (SME – SP), trabalhando com professoras da rede municipal de educação infantil de São Paulo (DRE Campo Limpo). Pesquisador da cultura popular brasileira, atualmente com ênfase em enunciação política negra no samba da década de 1970, samba de partido-alto e samba de terreiro. (http://lattes.cnpq.br/3311067325264788)

Jarbas S. Ramos, ator, dançarino, preparador corporal, produtor cultural e pesquisador das culturas brasileiras. Doutor em Artes Cênicas pelo PPGAC/UNIRIO (2017); Mestre em Artes Cênicas pelo PPGAC/UFBA (2011); Mestre em Desenvolvimento Social pelo PPGDS/Unimontes (2010); Graduado em Artes/Teatro pela Unimontes (2006). Atualmente é professor efetivo do curso de Dança da Universidade Federal de Uberlândia – UFU, do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas – PPGAC/UFU e do Programa de Mestrado Profissional – PROFARTES/UFU. Coordenador do Curso de Dança da UFU. Coordenador do projeto O Corpo-Encruzilhada e seus Atravessamentos: Estudos Artísticos em Perspectiva Descolonial (UFU). (http://lattes.cnpq.br/8633520438663625)

Jean Jacques Armand Vidal, pós-doutorando em artes- IA UNESP. Doutor em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista IA – UNESP- Linha de pesquisa processos e procedimentos.  Tem experiência na área das Artes Visuais, Educação e psicologia atuando principalmente nos seguintes temas: Cultura Indígena, Cultura Material, cerâmica,  artes do fogo. Professor nos cursos Lato Senso”fundamentos das culturas e das artes” e “Arte Terapia e Terapias Expressivas”no Instituto de Artes -UNESP e criação tridimensional, escultura,instalação e objeto na Faculdade Paulista de Artes – FPA. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/5574202086071089)

Juliana Esperança Ferrini, professora de História na Educação de Jovens e Adultos da rede pública, atuando na docência para diversos seguimentos desde 2002. Editora e produtora de conteúdo para livros didáticos. Graduada em História, com especialização em  Cultura e Artes pela Unesp. Atualmente é mestranda em Ensino de História pela Unifesp. Pesquisadora na área de Ensino de História e Patrimônio Cultural. (http://lattes.cnpq.br/3913375364658997)

Luciane Ramos Silva, antropóloga, artista da dança e educadora. Doutora em Artes da Cena e mestre em antropologia pela Unicamp. Atua como gestora de projetos no Acervo África, compõe o corpo editorial da Revista O Menelick 2Ato e o quadro de professoras da Sala Crisantempo. Tem especialização em Diáspora africana pelo David C. Driskell Center for the Study of the African Diáspora (Universidade de Maryland/EUA). Como artista e educadora ministrou cursos e oficinas e se apresentou em diversas instituições dentro e fora do Brasil: Universidades Federais no Acre, Bahia e Minas Gerais; Duke University/ The University of North Carolina;Boston Center for the Arts; UNITIERRA ( Chiapas- México); Brown University. Atualmente, dirige performances no Brasil e compõe a Anikaya Dance Theater, sediada em Boston.   Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/3534330448982587

Luís Rufino R. Junior, Doutor em educação pelo PROPED/UERJ (2017, Tese: Exu e a Pedagogia das Encruzilhadas). Mestre em Educação (2013) e graduação em Pedagogia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2010). Atua principalmente nos seguintes temas: conhecimentos, educações e linguagens outras. Crítica Decolonial, antirracismo, processos de formação em diferentes contextos educativos, processos identitários, outras pedagogias e educações nas culturas populares. (http://lattes.cnpq.br/9099503965867611)

Luiza Christov, professora doutora em educação (PUC), professora assistente aposentada na Unesp, consultora de redes de educação básica, pública e privada (http://lattes.cnpq.br/6759357428919652)

Maria José Menezes, possui licenciatura e bacharelado em Ciências Biológicas e mestrado em Patologia Humana pela Universidade da Bahia (UFBA) e Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). É autora e co-autora de artigos científicos em revistas científicas indexadas. É coordenadora do Núcleo  de Consciência Negra na USP, ativista do Movimento Negro e Feminista. Lecionou como voluntária em cursinho popular para negros e população de baixa renda de 2000 a 2003 e no período de 2009 a 2016 coordenou o cursinho popular para afrodescendentes do Núcleo de Consciência Negra na USP.

Salloma Salomão Jovino da Silva, possui graduação (1997), Mestrado (2000) e Doutorado em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2005) com estágio no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Atualmente tem contrato de trabalho por tempo indeterminado na Fundação Santo André. Consultor da Secretaria de Educação do Município de São Paulo, tem experiência em produção e gestão cultural e formação acadêmica e continuada de professores na área de História, com ênfase em História do Brasil Império e República, atuando principalmente nos seguintes temas: Culturas musicais de origem africanas; Dramaturgia e teatro negros; Políticas e práticas culturais negras no século XIX e XX; Identidades étnicas e movimentos negros urbanos; Sociabilidades negras em São Paulo; e Musicalidades africanas. Suas produções mais recentes tratam de Dramaturgias e teatros Negros no Brasil em parcerias com os Grupos Coletivo Negro e Cia Capulanas de Arte Negras. http://lattes.cnpq.br/7881261009549464

Vivian Parreira, doutoranda em Educação pela Universidade Federal de São Carlos,com pesquisa em educação das relações raciais, práticas culturais e epistemologias. Mestre em Educação pela mesma universidade com pesquisa relacionada às africanidades e aos processos educativos presentes na congada manifestação cultural de matriz africana.  Possui graduação em história pela Universidade Federal de Uberlândia (2005) Licenciatura e Bacharelado. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em cultura popular, relações étnico-raciais, danças brasileiras, oralidade e memória.Coordena o grupo de pesquisa e prática em danças brasileiras Girafulô, o grupo desenvolve trabalhos na cidade e região com o objetivo de pesquisar e divulgar a cultura popular bem como valorizar os Processos Educativos presentes nas práticas culturais trabalhadas como cacuriá, caroço, congada, jongo dentre outras. Atuou como tutora na Universidade Aberta do Brasil UFSCar no curso de Especialização em Educação das Relações Étnico-raciais.Fez parte da equipe de formadores do projeto TAC Pedagógico – NEAB- UFSCar Curso de Aperfeiçoamento em Educação para as Relações Étnico-Raciais. Coordena as atividades do Ponto de Cultura Teia das Culturas entrelaçando saberes. Atuou como educadora nos projetos de formação Histórias Dançadas , Teia das Culturas entrelaçando saberes (2012). É atuante na Ong Teia- Casa de Criação / São Carlos SP. Compõe o grupo de Samba de Coco Chinela Baixa. (http://lattes.cnpq.br/2256406458141462)

* Há professores ainda não confirmados, especialmente para os dois primeiros temas, por isso seus nomes ainda não constam aqui. Portanto, outros nomes se somarão aos aqui apresentados.

* Os cronogramas das aulas serão entregues no começo de cada semestre.

** O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) deve ser concluído em até 90 dias após o término das disciplinas. Entende-se por TCC nesse curso, a preparação e apresentação pública, individual, em duplas ou grupos, de um trabalho acadêmico (artigos, ensaios, relatos de experiência vinculado a alguma produção artística, entre outros formatos) para uma banca de especialistas, mestres e/ou doutores. A carga horária desse trabalho não está somada à carga total do curso.

 

3. Processo de Seleção

3.1. – Inscrições: a inscrição para a participação do processo de seleção para o curso de pós-graduação lato sensu Histórias e Culturas Afro-brasileiras e indígenas na Educação, poderá ser efetuada pelo site: www.acasatombada.com.br até 15 de agosto de 2019.

3.2. – Como se inscrever: As pessoas interessadas em participar do Processo de Seleção deverão pagar a taxa de inscrição e encaminhar via e-mail (culturas.pos@gmail.com) digitalizado a cópia simples do Diploma de Conclusão de Graduação e uma carta de intenção (com no mínimo 20 linhas e no máximo 40 linhas descrevendo as motivações para participar do curso).

3.3. – Taxa de inscrição: O valor é de 50 reais, a ser depositado em nome:

​A CASA TOMBADA PRODUÇÕES CULTURAIS LTDA ME

Banco Itaú

Ag. 0383

C.C. 15.305-3

CNPJ 09.352.577/0001-37

3.4 – Após o envio da documentação e do comprovante de depósito/transferência bancário (pelo email: culturas.pos@gmail.com) o candidato receberá um e-mail informando:

“Sua inscrição foi efetuada com sucesso. Aguarde o agendamento para realizar a entrevista”.

 

3.5 – Após a inscrição os candidatos passarão pela seguinte seleção:

3.5.1 – Análise da carta de interesse.

3.5.2 – Entrevistas: os selecionados serão comunicados via e-mail, whatsapp ou telefone sobre a sua participação na entrevista: a entrevista ocorrerá em dia e horário  à confirmar, no Pólo da FACON (Faculdade de Conchas) A Casa Tombada localizado à Rua Ministro Godói, 109 – em frente à lateral do Parque da Água Branca (próximo à estação Barra Funda do metrô).

 

4. Matrículas:

4.1 – Os aprovados deverão efetuar suas matrículas online em dia e horário a confirmar (online).

 

5. Documentação necessária para a matrícula:

5.1 No ato da matrícula o candidato deverá entregar IMPRETERIVELMENTE  a documentação completa (não serão aceitas matrículas com a documentação incompleta):

– 1 foto 3×4;

– Xerox simples do CPF e RG ou CNH;

– Xerox autenticado do Diploma do Curso de Graduação (não serão aceitos certificados, apenas DIPLOMAS);

– Xerox simples do Histórico Escolar;

– Xerox simples da certidão de nascimento ou casamento;

– Xerox simples de reservista;

– Xerox simples do título de eleitor e comprovantes da última eleição;

– Xerox simples do comprovante de residência.

 

6. Dos pagamentos:

6.1 – No ato da matrícula o aluno deverá efetuar o pagamento da primeira, das parcelas do curso. As parcelas terão o vencimento todo dia 5 de cada mês. As demais parcelas serão consecutivas e terão vencimentos via boleto bancário todo dia 5 de cada mês. Exceto pagamento à vista que já estará quitado no ato da matrícula.

6.2 – Investimento:

Pagamento à vista: consulte valores especiais para pagamentos à vista

 

Formas de pagamento:

Opção A – À vista: consulte valores especiais para pagamentos à vista
Opção B – 10 parcelas de R$ 1.304,96
Opção C – 24 parcelas de R$ 604,15
Opção D – 30 parcelas de R$ 483,32

Condições especiais:

Professores, educadores sociais e bibliotecários de instituições públicas e ONG’s. têm 10% de desconto;
Alunos e ex-alunos de pós-graduação d’A Casa Tombada têm 15% de desconto.

IMPORTANTE: Os valores parcelados serão corrigidos anualmente pelo índice de INFLAÇÃO acumulado no período.

 

6.3. – Caso o aluno tenha que fazer reposição de aula, por não ter cumprido a carga mínima de presença exigida pela legislação, será cobrado o valor de R$ 300,00 por disciplina a ser reposta.

6.4. – Caso o aluno não conclua o TCC em até 3 meses (90 dias) após o término do curso – prazo máximo dentro do contrato estabelecido – o estudante deverá solicitar formalmente a rematrícula e pagar o valor de R$ 500,00 mensais até a conclusão do mesmo no período máximo de 6 (seis) meses.

6.5. – Os alunos terão direito, caso queiram, à carteirinha de estudante da Faculdade, contudo essa carteirinha, por tratar-se de um curso de pós-graduação, não garante a emissão do Bilhete Único de Estudante. O valor da carteirinha, para os interessados em adquiri-la é de R$ 40,00 (reais) pagos no ato da matrícula.

 

7. Local de realização do curso:

As aulas acontecerão de maneira presencial no Pólo da FACON (Faculdade de Conchas) A Casa Tombada localizado à Rua Ministro Godói, 109 – Em frente à lateral do Parque da Água Branca e a cinco minutos caminhando da Estação Barra Funda do Metrô).