“DONA BARATINHA - PARA ALÉM DO DINHEIRO E DO DESEJO DE CASAR” O que encanta em uma história?
Autor
TÉIA MOREIRA DA SILVA
Descrição
A partir da escuta da história da “Dona Baratinha”, na versão de Ana Maria
Machado (1996), embalada pela pergunta canção; “Quem quer casar com a Dona
Baratinha que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?", encontrei duas
coincidências com a história da minha mãe, que vivia numa cidade fabril do litoral da
Paraíba na década de 40. Ela me contou que guardava seu dinheiro numa caixinha,
“porque não era boba não”, por isso conseguiu se casar com meu pai. A caixinha e o
desejo de casar é o que, à primeira vista, têm em comum a história da carochinha e
a história da minha mãe. Neste trabalho gostaria de abrir essa caixinha, contando a
história do encontro dos meus pais, a história da dona baratinha e a história do
Brasil nesse período, que foi chamado de “Estado novo”. Qual o encanto de contar
uma história? Onde está o encantado? O que me encanta numa história? Ouvir,
contar? O que guarda essa caixinha? A história do encontro dos meus pais na
década de 40 me encanta, talvez porque seja a repetição de muitas histórias ou
porque os humaniza. Ou os torna eternos heróis?
Machado, Regina. Acordais: fundamentos teórico-poéticos da arte de contar histórias- São
Paulo - DCL Difusão Cultural do Livro. 2004
Matos, Gislayne Avelar. O Ofício do contador de histórias: Perguntas e respostas, exercícios
práticos e um repertório para encantar- 3a edição- São Paulo - editora WMF Martins Fontes,
2009.
Brook, Peter, 1925 - O espaço Vazio; um livro sobre o teatro: moribundo, sagrado, rústico,
imediato - tradução Roberto Leal Ferreira - 1ª edição - Rio de Janeiro Apicuri, 2015
Negreiros, Adriana. Maria Bonita: Sexo, violência e mulheres no cangaço - 1ª edição_ Rio de
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