o que está escrito nem sempre escreve. entre palavras que deixam buracos, que
negam afetos, que pulam nomes, que ignoram gostos e cheiros, este
texto-pesquisa-experimento pretende in-escrever, sobre as linhas frias, as memórias
ausentes dos corpos ainda quentes. este trabalho-experimento é uma invasão ao
prontuário médico de um homem, pai, marido, filho, que passou cerca de seis
meses, 180 dias e quase cinco mil horas em um hospital, morrendo. o exercício é
um processo de ressuscitação da palavra moribunda em palavra-rima.