Sobre alguns corpos que existem aqui, e eu_ Joana Cavalcanti
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Título
O fio condutor
Autor
Joana Filipa Costa Lima Carreiras
Descrição
não-cartas, uma a uma – minha proposta de
dispositivo para este texto. Acrescento o corpo
porque preciso de pensá-lo, e por saber que é
composto por camadas, superfícies, ligações e fios.
O corpo é constituído por fios. O meu corpo está
por um fio. O fio é composto por cartas do corpo.
As cartas vão ficar cosidas, entre si, pelo fio
condutor vermelho-vida. Elas justapõem uma
geografia dos afetos. Ao mesmo tempo, elas
aspiram a uma ética da língua que se quer
topográfica, dando passagem ao texto e aos
afetos1. Ela é cartográfica por via das múltiplas
sobreposições, transparências e justaposições,
com fios de contorno e recorte. Os fios de ligação
do tecido-texto. Será um dispositivo de expressão
epistolar político de onde emerge um discurso de
corpos revolucionários que querem ser ouvidos e
1. “Sendo tarefa do cartógrafo dar língua para afetos que pedem passagem, dele se espera basicamente que esteja mergulhado nas intensidades de seu tempo e que, atento às linguagens que encontra, devore as que lhe parecerem elementos possíveis para a composição das cartografias que se fazem necessárias. O cartógrafo é, antes de tudo, um antropófago” (Rolnik, 2006,p.23).
falam, sem medo, do seu desejo e das suas metamorfoses.
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