Este ensaio descreve o percurso de uma escrita e seu autor, que era focada na
vida bucólica no interior e seu retorno ao caos da capital paulista. De uma experiência
diretamente com a natureza o autor passou ao relacionamento com os muros, o concreto,
a vida agitada, além das diversas camadas invisíveis que compõem e sustentam a vida na
metrópole. E disto surgiu o desejo de escrever contos, pensados desta experiência de
leitura da vida na cidade, de seus mistérios e interdições. Contos que foram ganhando
forma, conforme a escrita andou e foi se definindo como fantásticos e para um público
adolescente – é assim que ocorreu. Ao final deste ensaio, três contos são apresentados,
junto a um roteiro de mais outros 07 (sete) contos que estão em fase de escrita. Deste
modo, o ensaio reflete sobre algumas questões que surgiram desta experiência na cidade,
como “Escrever para quê? Escrever para quem?”. A reflexão inicia-se sobre o sujeito que
escreve, que se vê diante de uma contradição real, pois se encontra disperso em uma
infinidade digital e seus estímulos; um indivíduo que não se define tão facilmente, mas
cujo ato de escrita andarilha o ajuda a afirmar-se como um sujeito.