Este ensaio nasce do desejo de tornar visíveis as miudezas que compõem o cotidiano das
infâncias e que, muitas vezes, passam despercebidas na pressa do tempo produtivo.
No texto, reflito sobre experiências, memórias e encontros. Nesse percurso, trago a
inspiradora tia Salime, entrelaçada à minha prática e ao desejo de que essa trajetória seja
representada por um livro, contando com a participação de minha filha Valentina com suas
ilustrações, reafirmando o lugar da criança como coautora e narradora de sentidos,
ampliando assim, a escuta.
Este trabalho revela-se no entre. Entre o pensar e o fazer, o adulto e a criança, as memórias
e as experiências…, entre um passo e outro. Num espaço que acolhe o tempo e a presença,
o encanto das pequenas coisas e a potência criadora da infância.