CURSO ONLINE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU O que nós podemos fazer por nós mesmos? Saberes populares para a Arte e a Educação
nas vivências da Carroça de Mamulengos

 

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA A TURMA DO 1º SEMESTRE/2021

 

 
Ponto de partida do curso

Este curso se propõe a estudar as diversas Poéticas de Convivência com a família brincante Carroça de Mamulengos em um sistema de vivências e aprendizados nos quais experiências estéticas estão amalgamadas com uma ética formulada a partir da seguinte reflexão: “O que nós podemos fazer por nós mesmos?”. Essa questão deflagradora norteia cada semestre, que se desenvolverá em ritmo circular, como uma ciranda em movimento espiral (leia mais em Como o curso acontece).

Os encontros experienciados e performados no ambiente online serão concebidos em forma de trocas e vivências. A proposta é formar catalisadores para mudanças de perspectivas e despertar de saberes que transformam as realidades e os sujeitos.

Em tempos epidêmicos, pandêmicos, distópicos e atípicos, este curso se justifica pela necessidade urgente de potencializar processos que intervenham diretamente na capacidade que possuímos de transformar a realidade. A Arte e a Educação, sem dúvida, são caminhos fundamentais para o exercício da vida viva. Este curso é um convite a cultivar a beleza e a profunda elaboração que há na simplicidade dos saberes tradicionais (que são fazeres) por meio do olhar artístico da grande família Carroça de Mamulengos e grande elenco de Mestres, Mestras e professores convidados.

Inspirações
​COORDENAÇÃO
GERAL

Profa. Dra. Ângela Castelo Branco Teixeira e
Prof. Dr. Giuliano Tierno de Siqueira

COORDENAÇÃO
DO CURSO

Prof. Dr. Giuliano Tierno de Siqueira
Maria Gomide

jj
REGULAMENTAÇÃO

Curso de Pós-Graduação Lato Sensu Autorizado pelo MEC. FACONNECT – Instituição de Ensino Superior Credenciada pela Portaria MEC n° 59 de 13/01/09, pub. no D.O.U em 14/01/09

INSCRIÇÃO

Taxa de R$ 40,00  (via transferência bancária após envio da ficha de inscrição)

PERÍODO DE
REALIZAÇÃO

03/2021 A 08/2022 (18 MESES)

CARGA HORÁRIA TOTAL
450 horas

REALIZAÇÃO DAS AULAS (100% online)
QUARTAS-FEIRAS DAS 19H ÀS 21H.
SÁBADOS (DOIS ENCONTROS A CADA TRIMESTRE) DAS 9H ÀS 12H.

ENTREVISTAS ONLINE
(A CONFIRMAR)

MATRÍCULAS ONLINE
DE 01 a 10/02/2021

INÍCIO DAS AULAS
10 DE MARÇO DE 2021

CONTATOS

e-mail: pos@acasatombada.com
WhatsApp: (11) 96362-7762

PROPOSTA DA PÓS

Este curso se propõe a estudar as diversas poéticas de convivência com a família brincante Carroça de Mamulengos em um sistema de vivências e aprendizados nos quais experiências estéticas estão amalgamadas com uma ética formulada a partir da seguinte reflexão: “O que nós podemos fazer por nós mesmos?". Essa questão deflagradora norteia cada semestre, que se desenvolverá em ritmo circular, como uma ciranda em movimento espiral (leia mais em Como o curso acontece).

Os encontros experienciados e performados no ambiente online serão concebidos em forma de trocas e vivências. A proposta é formar catalisadores para mudanças de perspectivas e despertar de saberes que transformam as realidades e os sujeitos.

Em tempos epidêmicos, pandêmicos, distópicos e atípicos, este curso se justifica pela necessidade urgente de potencializar processos que intervenham diretamente na capacidade que possuímos de transformar a realidade. A arte e a educação, sem dúvida, são caminhos fundamentais para o exercício da vida viva. Este curso é um convite a cultivar a beleza e a profunda elaboração que há na simplicidade dos saberes tradicionais (que são fazeres) por meio do olhar artístico da grande família Carroça de Mamulengos e grande elenco de Mestres, Mestras e professores convidados.

COMO O CURSO (NOS)ACONTECE

O curso acontece 100% online com encontros ao vivo e em cores, em aulas que chamamos de encontros, utilizando todas as possibilidades que as plataformas digitais possibilitam para a realização de atividades síncronas e assíncronas.

Todo o conteúdo se desenvolverá em ritmo circular, como uma ciranda em movimento espiral, na qual todas as disciplinas são trançadas com ritmo, sons, sabores, cores, histórias e memórias, formando um grande palimpsesto das vivências de todos os participantes.

A Carroça de Mamulengos conduzirá o curso como quem conduz um espetáculo. Podemos dizer também que será como aprenderam com mestres e mestras a conduzir uma brincadeira. Em cada “giro da ciranda”, os participantes serão convidados a encontrar dentro de si o que fazer para atravessar os desafios diários de cada dia, de cada profissão, de cada sonho.

Vamos trabalhar com diversas linguagens e teremos a participação de toda a família Carroça de Mamulengos, de Mestres e Mestras da Tradição, além de artistas e professores convidados.
.

COMO ACONTECEM OS ENCONTROS ONLINE

A Plataforma Digital d’A Casa Tombada dá acesso ao aluno estudar, pesquisar, acompanhar e interagir durante todo o seu percurso. Textos, mídias digitais, fóruns de discussão, aulas gravadas e retornos de professores e coordenação em um só lugar.

SEMANAIS às quartas:
Os encontros presenciais online serão semanais com duas horas de duração, das 19h às 21h. Estão previstas mais cinco horas de estudo, pesquisa e escrita individual por semana. O desejo é instaurar uma rotina de escrita diária, da maneira que couber no dia a dia de cada participante.

TRIMESTRAIS, aos sábados:
Pela manhã, das 9h às 12h, encontros online com a coordenação para acompanhamento de Projetos de Escrita de cada participante.

TRIMESTRAIS, aos sábados:
Pela manhã, das 9h às 12h, aulas espetáculos.

QUEM NOS ENCONTRA
(Nossos professores e nossas professoras)

 

Schirley França - Fundadora da Carroça de Mamulengos, mãe de oito filhos, avó de quatro netas. Atriz, bonequeira, contadora de histórias, brincante, educadora e pedagoga formada pela Universidade Federal Fluminense. Criadora das práticas de manutenção de base da companhia.

Carlos Gomide - Fundador da Carroça de Mamulengos, pai de oito filhos e avô de quatro netas. Bonequeiro, artesão, compositor, cantor, e guardião de sonhos profundos e práticas incansáveis. Criador da linguagem estética e ética da companhia.

Maria Gomide - Primeira filha da Carroça de Mamulengos, mãe da Ana. Brincante, bonequeira, musicista, cantora, educadora. É a responsável pela coordenação de produção da companhia desde seus 12 anos de idade. Trabalha desde 2014 com terapias integrais como acupuntura, aromaterapia, doula, formada pelas escolas: Neijing, Aba (Associação Brasileira de Acumpuntura) IBRA (Instituto Brasileiro de Aromaterapia). Entre 2017 a 2020 coordenou o departamento de cultura popular da secretaria de cultura de Juazeiro do Norte, sendo responsável pela realização do projeto Ciclo de Reis. Integra desde 2002 o Guerreiro de Mestre Margarida em Juazeiro do Norte. Junto com a Laborato Estúdio, criou em 2020 a websérie “Plantão de Utilidade Lúdica”, um programa de arte e educação voltado para toda a família. Em 2017/2018 foi professora convidada de arte brincante do festival ICAFF em Amsterdan (Holanda). Em 2020 foi professora do curso teórico de palhaço, palhaça e palhaces do instituto Eslipa (RJ).
@plantaodeutilidadeludica @mgomide

Antônio Gomide - Segundo filho da Carroça de Mamulengos, brincante, bonequeiro, poeta, palhaço e agroflorestor. Criador do MAIS (Movimento de Agroflorestores de Inclusão Sintrópia). Monitor e instrutor de implantação de sistemas agroflorestais. 
@antonio_floresta

Francisco Gomide - Terceiro filho da Carroça de Mamulengos, pai de Iara. Percussionista, palhaço, músico, artesão, bonequeiro, educador, criador de brinquedos populares. Em 2018 foi professor convidado de arte brincante do festival ICAFF em Amsterdan (Holanda).
@gomidefrancisco

João Gomide - Quarto filho da Carroça de Mamulengos, pai de Helena. Produtor, educador, palhaço, brincante. Responsável pela produção executiva da companhia desde 2010.

Matheus Gomide - Quinto filho da Carroça de Mamulengos, gêmeo de Pedro Gomide, artesão, cenógrafo, educador, palhaço, músico.
Pedro Gomide - Sexto filho da Carroça de Mamulengos, gêmeo de Matheus Gomide, artesão, cenógrafo, educador, palhaço, músico, criador da empresa Pão do Pedro de panificação artesanal.
@pao.do.pedro

Isabel Gomide - Sétima filha da Carroça de Mamulengos, gêmea da Luzia Gomide, artista visual, desenhista, bonequeira, educadora, brincante. Integrante do Guerreiro de Margarida em Juazeiro do Norte desde 2002. Em 2018 foi professora convidada de arte brincante do festival ICAFF em Amsterdan (Holanda). Criadora da página Bel Aquarela, desenhos criativos e poéticos de inspiração afetiva.
@belaquarela

Luzia Gomide - Oitava filha da Carroça de Mamulengos, gêmea da Isabel Gomide, artista, terapeuta homeopata.

 

NOSSOS AMIGOS CONVIDADOS (também chamados de professores)

Profa. Dra. Ângela Castelo Branco
Doutora em Artes pelo Instituto de Artes da UNESP. Mestre em Educação pela UNESP. Poeta e arte educadora. Fundadora d’A CAsa Tombada- Lugar de Arte, Cultura, Educação. Foi coordenadora pedagógica do Programa Jovem Monitor do Centro Cultural da Juventude. Atualmente é professora dos cursos de pós-graduação latu sensu a Arte de Contar Histórias: abordagens poética, literária e performática e O Livro para a Infância, ministrando a disciplina “A escrita como experiência”. Contemplada pelo Programa de Difusão de Literatura com o projeto "Ateliê Móvel- Instante de Leitura", da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Autora do livro "Epidermias" premiado pelo ProAc- Publicação de Livros, pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e do livro "É vermelho o início da árvore" premiado pela Funarte, MinC, Bolsa de Criação Literária. Professora orientadora de TCCs do Redefor pela Universidade Estadual Paulista. http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4766974P6

Prof. Dr. Giuliano Tierno de Siqueira
Doutor e Mestre em Artes pelo Programa de Pós-Graduação do Instituto de Artes da Unesp. Licenciatura plena em Educação Artística - Habilitação em Artes Cênicas pelo Instituto de Artes da Unesp. Sócio-fundador d’Casa Tombada [Lugar de Arte, Cultura, Educação] na cidade de São Paulo. Assessor de Literatura e Bibliotecas das Fábricas de Cultura (Poiesis) da Secretaria de Estado da Cultura. Curador artístico-pedagógico do Colégio Augusto Laranja. Formador da Área de práticas literárias e orais nos níveis de ensino da Educação Infantil ao Ensino Médio pela FTD. Idealizador, coordenador e professor do curso de pós-graduação lato sensu A Arte de Contar Histórias - Abordagens poética, literária e performática, pela FACON, pólo A Casa Tombada. Professor do curso de pós-graduação A Arte de Ensinar Arte pelo Instituto Singularidades. Foi coordenador de Programas e Projetos da CSMB da SMC. Foi Diretor de Curadoria e Programação do CCSP. Foi Diretor da Divisão de Ação Cultural e Educativa do CCSP. Foi Curador Educativo do Centro Cultural São Paulo. Integra o Grupo de Estudos e Pesquisas em Experiências de Formação - Roda-Línguas, Unesp, desde 2006. Organizador do livro "A Criança de 6 anos - Reflexões e Práticas" (2008 e 2012), pela editora Meca. Coautor do livro "Contos do Quintal"(2007), editora Globo. Autor de contos publicados nas revistas Crescer e Direcional Educador.
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4203755P3

Profa. Dra. Luiza Helena da Silva Christov
Profa. Dra. Luiza Helena da Silva Christov é doutora em Educação (PUC/SP 2001); possui mestrado em Educação: História, Política, Sociedade pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1992). Criadora da coleção para coordenadores pedagógicos da Editora Loyola. Atualmente é professora assistente doutora aposentada da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, vinculando-se voluntariamente ao Programa de Pós Graduação em Artes junto ao Instituto de Artes da UNESP. Coordenou a Licenciatura em Ciências Humanas da Faculdade SESI-SP de Educação. Realizou estágio de pós-doutoramento junto à Universidade de Barcelona e junto ao Teachers College da Universidade de Columbia. É líder do Grupo de Pesquisa Arte é Formação de Educadores. Foi bolsista da Fundação Carlos Chagas para realização de pesquisas sobre o currículo do Ensino Médio no Brasil no período de 2013/2014. Coordenou grupo de pesquisa no Centro de Pesquisa e Formação do SESC/SP sobre a relação entre ética e estética. É consultora de redes de educação básica, públicas e privadas e de programas da Secretaria de Estado da Cultura em São Paulo. http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4790180E1

Profa. Ms. Renata Amaral
Graduada em Música - composição e regência, mestre e doutoranda em performance Musical pela UNESP, tem se apresentado em todo o Brasil e Europa ao lado de artistas como A Barca, Ponto br, Tião Carvalho, Sebastião Biano, Orquestra Popular do Recife e outros. Pesquisadora e contrabaixista, desde 1991 reúne um dos mais significativos acervos de tradições populares brasileiras, tendo produzido mais de 30 CDs e 12 documentários de gêneros tradicionais que receberam alguns importantes prêmios de cultura, como o Latin Grammy, Rodrigo Melo Franco de Andrade, do IPHAN (2012 e 2017), Rumos Itaú Cultural, Troféu Guarnicê, Prémio Cláudia, 23º Prémio da Música Brasileira e outros. Recebeu por duas vezes o prêmio Interações Estéticas da Funarte, realizando residências artísticas no Maranhão e no Benin. Autora de “Pedra da Memória”, com seus grupos A Barca e Ponto br, gravou 5 CDs e realizou mais de 500 apresentações em projetos de circulação, registro e arte-educação. Ministra cursos e oficinas com foco em Cultura Tradicional em escolas e universidades. Atualmente é responsável pela disciplina Etnomusicologia no Instituto de Artes da UNESP

Profa. Ms. Gabriela Romeu
Gabriela Romeu é pesquisadora das infâncias brasileiras, documentarista e escritora. Formada em jornalismo pela Fundação Cásper Líbero, é especializada em educomunicação pela ECA-USP. Há mais de 20 anos desenvolve projetos que conectam realidades infantis. No jornal Folha de S.Paulo, editou o caderno Folhinha e coordenou o projeto Mapa do Brincar, vencedor do Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo. É diretora do projeto Infâncias (www.projetoinfancias.com.br), dirigiu documentários e instalações multimídias sobre as infâncias, é autora de livros como “Terra de Cabinha”, “Álbum de Família” e “Lá no Meu Quintal”, editados pela Peirópolis.

Mestre Antônio
Mestre Antônio é responsável pelo Reisado Discípulos de Mestre Pedro, conhecido como Reisado dos Irmãos, em Juazeiro do Norte (CE). Brincante desde criança, brincou com diversos mestres antigos da cidade até formar sua própria brincadeira em 1998. Integrou a União dos Artistas da Terra da Mãe de Deus, movimento de arte e educação conduzido pela Carroça de Mamulengos na comunidade do João Cabral, em Juazeiro do Norte. Em 2007 participou do CD “Reisados e Guerreiros de Juazeiro do Norte”, gravado pelo grupo A Barca (SP) e produzido pela Carroça de Mamulengos. É titularizado como mestre da cultura pelo governo do estado do Ceará.

Mestre Nena
Mestre Nena é o responsável pelo grupo Bacamarteiros da Paz. É brincante desde criança e integrou diversos brinquedos, tais como maneiro-pau, reisado, quadrilha, coco. Integrou a União dos Artistas da Terra da Mãe de Deus, movimento de arte e educação conduzido pela Carroça de Mamulengos na comunidade do João Cabral, em Juazeiro do Norte, no qual integrava os Bacamarteiros José Lourenço, grupo que deu origem ao seu atual brinquedo. É agricultor, pescador e contador de histórias.


Mestre Mandioca Frita

Júlio Cesar é carioca da gema e integrou a Carroça de Mamulengos de 1989 a 1994. Foi batizado como palhaço Mandioca Frita por Carlos Gomide. Residente em Brasília, desenvolve há mais de 25 anos oficinas de perna de pau no Parque da Cidade Sarah Kubitschek (DF), sendo responsável pela formação de um grande número de grupos e brincantes da cidade. É pai dos palhaços Aipim e Macaxeira e avô do palhaço Beiju. Tem uma pesquisa na construção de brinquedos populares aprendida com o Mestre Zezito.

Mestre Dodo
Francisco Joventino da Silva é o Mestre do Reisado Franciscano, em Juazeiro do Norte. Um dos reisados mais antigos da região, é uma tradição que já alcança a quinta geração de brincantes. Seu grupo é formado por familiares e tem o canto como destaque do grupo.

Mestra Margarida
Maria Margarida da Conceição é a Mestra Margarida, responsável pelo Guerreiro Santa Joana Darc há mais de cinquenta anos. Alagoana, levou na memória, ainda criança, lembranças de brinquedos do além-mar que no Cariri ganharam expressão singular. Integrou a União dos Artistas da Terra da Mãe de Deus, movimento de arte e educação conduzido pela Carroça de Mamulengos na comunidade do João Cabral, em Juazeiro do Norte. Em 2007 participou do CD “Reisados e Guerreiros de Juazeiro do Norte”, gravado pelo grupo A Barca (SP) e produzido pela Carroça de Mamulengos. É titularizada como mestra da cultura pelo governo do estado do Ceará e reconhecida por todos os brincantes do Cariri como a matriarca da Cultura em Juazeiro do Norte.

Teremos também as participações de:
Daniela Rosante
João Resende
Jhony Alarez
Rejane Moreira
Felicia Johansson

QUEM NOS ENCONTRA
(Nossos alunos e nossas alunas)

Professores, educadores, arte-educadores, atores, encenadores, músicos, compositores, dançarinos, escritores, roteiristas, poetas, artesãos e outros ofícios artísticos, filósofos, pesquisadores, editores, terapeutas, psicanalistas, jornalistas e outros profissionais com diploma de curso superior, assim como interessados em geral.

A HISTÓRIA DESTA PÓS

 

Esse curso nasceu do encontro de uma bela casa de educadores com uma grande família de brincantes. União feita com laços de amizade, afeto, poesia e amor à trajetória de pessoas comprometidas em ousar acreditar na Arte e na Educação como caminho de transformação. Com a urdidura delicada e dedicada de uma trama que envolve também uma pesquisa de doutorado sobre a Companhia Carroça de Mamulengos, reunindo pessoas, vozes, teorias, metodologias, práticas, afetos e muita convivência amorosa! (“Companhia Carroça de Mamulengos: as poéticas de convivência e as memórias de quem viveu e conta suas histórias” / tese em processo de finalização no Programa de Pos-Graduação da UDESC).

Em 2019/2020, A Casa Tombada visitou Juazeiro do Norte, vivenciando a cidade ao lado de alguns grupos locais de Cultura Popular. Em janeiro de 2020, a Carroça de Mamulengos realizou n'A Casa Tombada uma residência artística com exposições, vivências, encontros, palestras e espetáculos. A partir desses encontros, esse curso começou a ser sonhado e desenhado, até chegar nesse momento, em que muita história já foi contada, muita escrita já foi partilhada e há muito sentimento envolvido. É, sem dúvida, um trabalho de vida que nasce do encontro de quem tem a Arte e a Educação como princípios de existência!

O sonho de realizar um curso de formação (A Escola de Vida Viva da Carroça) é acalentado há muito tempo pela Carroça de Mamulengos. Há tanto tempo que não é possível saber quando começou... Isso, porque a Carroça é, e sempre foi, uma grande escola de formação de Arte, de Cultura e de Ser Gente! Com seu jeito próprio e único de caminhar entre as pessoas e as culturas de um Brasil de Brasis, a trupe caminha, deixando profundas transformações por onde passou e continua passando...

A Carroça de Mamulengos é uma companhia de Teatro que em 2020 celebra 43 anos de existência. Uma companhia de arte singular formada por saltimbancos de saberes ancestrais. É uma trupe familiar nascida na Arte e criada no berço da Cultura Brasileira. Uma família formada por pai, mãe e oito filhos (além de noras e agora também 4 netas). Cada um nascido em um canto do país, alfabetizados pelas artesanias do cuidar da mãe - que literalmente alfabetizou um por um - e pela escola de cameloturgia do pai - cujo lema é "caminhar ao lado de nossa gente".

A família torna-se uma escola de vivências que foram cristalizadas pelo tempo em um repertório de saberes e fazeres que se transformam em cenas e apresentações, às quais, desde cedo, aprenderam a chamar de brincadeira, em vez de espetáculo. Brincadeiras que, com o tempo, se tornaram também espetáculos, turnês, projetos executados por política de editais e convites para viagens em palcos e comunidades internacionais, sem nunca se distanciar da ordinária luta pela sobrevivência. A história da família se confunde com a própria história da companhia, de forma que espetáculo (Brincadeira), família e companhia nascem, crescem e continuam se desenvolvendo de forma tão integrada e orgânica que seria impossível falar de um sem falar de outro.

Esse curso é um marco na história da companhia, pois desde sua origem a Carroça de Mamulengos desenvolve processos educacionais como base de todos os encontros e criações artísticas. Uma trajetória de diálogo constante com instituições de ensino chamando a atenção para os diversos modos de produção de conhecimento, a partir das práticas e vivências do encontro. Por onde a Carroça de Mamulengos já passou nesses 43 anos, os encontros sempre se deram de forma múltipla, intergeracional, fraterna e criativa, e assim será, pois todos da família Carroça se farão presentes. Desde a pequena Helena (terceira neta da família, de 1 ano e meio) até os fundadores da companhia Carlos Gomide e Schirley França.

A Carroça de Mamulengos sempre apontou ações de enfrentamento da realidade, então nesse momento pandêmico, com alegria brincante esse curso é um chamado a todos que querem construir um percurso na vida a partir da pergunta: O que podemos fazer por nós mesmos?
“ Não tem caminho, tem somente o caminhar... a terra sem males existe em todo lugar” (Carlos Gomide)

.

SABERES E FAZERES
(Tópicos de estudo)

Queremos promover experiências que ampliem o repertório sensível de todos e
todas participantes, envolvendo as dimensões do sonhar/realizar e do desejo
como motivadoras do ser, estar e atuar no mundo

 

O que podemos fazer por nós mesmos?
Estudar a transformação da vida a partir da consciência das próprias ações. A responsabilidade da ação como uma prática constante de realizações, no âmbito individual e coletivo. A Arte como alimento de memórias, histórias, sonhos e utopias e o alimento como Arte na realização de ações e intervenções na vida e na comunidade. O consumo consciente, a artesania do cuidar, a artesania do Amor, o sentido do sagrado em tudo o que fazemos e outros princípios em busca de uma Vida Viva.

Quem somos nós?
De onde viemos? De que solo cultural nos alimentamos? O que trazemos em nossa memória? Quais as lembranças que formam a nossa história? O encontro do caminho de si, através de Práticas Artísticas na construção de Narrativas Poéticas e o despertar para a percepção das Acontecências na Artesania do Cuidar através da Pedagogia no Encontro e da Pedagogia Brincante.

Brinquedos, Brincantes e Brincadeiras
A Pedagogia da Oralidade através dos saberes e fazeres dos Mestres e Mestras da Cultura Popular. As diversas infâncias, os brinquedos e as brincadeiras. Práticas artísticas e pedagógicas dos saberes populares. Viver e Brincar são atos de criação constantes no processo de desenvolvimento formativo e artístico da Família Carroça de Mamulengos. A busca pelo encontro com Mestres e Mestras de vida e de tradição norteiam a práxis dessa trupe de artistas que consolidou essas experiências: na linguagem utilizada, na elaboração e confecção dos bonecos e criações cênicas, na apresentação de seus repertórios como Brincadeira e ritual de celebração. A artesania do Amor nas relações de convivência e nas práticas artísticas, na construção de brinquedos, bonecos, histórias e dramaturgias. Este tema vem investigar os processos formativos que aproximam gerações dos símbolos e formas de elaboração da Arte e Vida Brincante, através da experiência da Carroça de Mamulengos.

Saberes que são fazeres, fazeres que são saberes
A Carroça de Mamulengos como uma escola da Pedagogia da Vivência. As músicas, os bonecos e os enredos dos autos tradicionais, o Reisado, o Guerreiro, a Folia de Reis, o Boi e outros folguedos. Ritmos, músicas, personagens, bonecos, máscaras e enredo de algumas manifestações populares com um recorte especial para as manifestações da região do Cariri Cearense.

Mestres da Vida
Estudar alguns movimentos de Irmandades fraternas de beatos e beatas que a partir do século XIX, por meio da organização de trabalhos coletivos e de mutirão, nortearam a transformação comunitária em várias regiões do Nordeste. O precursor desse movimento é o Padre Mestre Ibiapina, que questionava: “O que nós podemos fazer por nós mesmos?”. Tal ação influenciou a formação de algumas outras comunidades, como Canudos, organizado pelo Antônio Conselheiro, o Juazeiro do Padre Cícero, o Caldeirão do Beato José Lourenço.

Vida Viva
Práticas artístico-cultural e educacional em formato de aulas abertas. Os participantes vão colocar em prática as reflexões a partir das provocações do curso sobre o que podemos fazer por nós mesmos. Planejamento e idealização de projetos com a realização concreta de ações para a TransformAção e ação TransFormadora do que podemos fazer por e também com e entre nós mesmos. Estão previstas a elaboração de dinâmicas coletivas tendo em foco o exercício de uma pedagogia brincante e os conteúdos da Vida Viva. Os alimentos do corpo e da alma, o livre exercer da criatividade, o plantio de mudas, de flores e frutos, os brinquedos e brincadeiras, as transformações de hábitos de saúde, de consumo, o uso, reuso e reciclagem de materiais e a destinação de resíduos de forma consciente, o trabalho coletivo de intervenção social na busca da vida em abundância. Esses são apenas alguns exemplos daquilo que pode atravessar nossos encontros.

Memórias culturas, histórias e identidades
Que histórias fazem parte de nossa história de muitas histórias? Que culturas elas carregam em seu cerne? Importa conhecê-las? Compartilhá-las? E, afinal, a quê viemos/estamos e para onde caminhamos? Nossas histórias são também nossas raízes, mas não apenas. A memória nos aproxima das ancestralidades, do tempo do passado, dos afetos envolvidos na composição da trama de quem somos (nossas identidades móveis) e das culturas que nos compõe. No entanto, falar de memória não é falar de passado, nem apenas rememorar lembranças. Quando falamos de memórias e culturas, histórias e identidades, falamos de palavras e de afeto, do contar/recontar inventivo que tece uma trama de saberes e fazeres que, encarnados no aqui agora da presença e do presente, fazem intuir conexões, projetando-nos a um devir que precisa ser construído. A memória articula tradição e rompimento, repetição e invenção. Uma trama complexa e delicada, repleta de sentidos e sentires que, revisitando quintais de ontem, dão sentido à reflexão e à construção de uma ação que faça sentido e dê sentido. 

Seminários de pesquisa: saberes de experiência como conhecimento
As trajetórias dos pesquisadores contemporâneos vêm pedindo, há tempos, o cuidado com a palavra de apresentar a pesquisa, com a palavra de mostrar o que se vai encontrando quando se investiga processos de ensinar e aprender, em qualquer espaço que se possa viver um jogo de conhecimentos: uma escola, uma rua, um museu, uma cidade. Imitando o pulso do poema, perguntamos o que a literatura ensina ao pesquisador. Não trataremos do inverso, porque queremos enfatizar, nessa disciplina, a escrita do pesquisador que se deixa contagiar pela escrita literária, e isso porque de nossa experiência como pesquisadores nasceu tal necessidade. Arriscamos, assim, a pensar o que pode o discurso das ciências humanas, o discurso acadêmico, aprender com o discurso da literatura.

A HISTÓRIA DA CARROÇA DE MAMULENGOS

A Carroça de Mamulengos é formada pela família Gomide/França. São três gerações de artistas, educadores e brincantes da vida viva. Com mais de quatro década de trajetória artística e educacional a Carroça de Mamulengos é uma escola que traz ensinamentos ancestrais de forma natural e vivencial. Uma companhia/familiar reconhecida por sua Arte e por ser uma escola de formação constante viva e itinerante de saberes e fazeres. Sua trajetória de atuação, dentro e fora dos palcos, influenciou na formação de gerações de artistas e de grupos, criou e incentivou movimentos culturais, transformou a vida de pessoas e comunidades e se incorporou à própria tradição, ajudando na perpetuação de manifestações imorredouras, justamente por sua forma simples e direta de transmissão de conhecimentos. Simples, mas ao mesmo tempo sofisticada pela potência dos elementos invisíveis que compõem seus mecanismos de funcionamento. Um conhecimento que envolve laços, afetividade, sensibilidade e uma disponibilidade para o Amor (com A maiúsculo).

Com vasto histórico de atuação, transitando pelos campos da Cultura Popular, Arte Comunitária e Teatro Comunitário, Teatro de Bonecos Popular e de Formas Animadas e das Artes Circenses e Populares, à exemplo da Arte desenvolvida pelos camelôs, a Carroça desenvolve de forma natural e orgânica uma Pedagogia de Pedagogias. Note-se, nos campos citados, que todos os integrantes já carregam em seu cerne os potentes alicerces daquilo a que aprendemos a identificar como Educação Popular, balizando um consistente arcabouço de saberes capazes de produzir teorias e práticas validadas pelo tempo. Pelo comprometimento. Pelo sagrado sentido das lições nossas de cada dia. Lições aprendidas com muita gente em uma Pedagogia de Encontros, erigindo uma escola que se faz reconhecida por sua Arte e por ser uma escola viva e itinerante de saberes e fazeres.

@carrocademamulengos
www.carrocademamulengos.com.br

INVESTIMENTO

24 parcelas de R$ 484,00*

Consulte descontos especiais para pagamentos à vista ou outras formas de pagamento pelo e-mail pos@acasatombada.com.

 

*Valor total do curso R$ 11.616,00