Grupo de Estudos – Alternativas à Medicalização da Infância

PROGRAMAÇÃO

As pesquisas apontam que após a APA (American Psychiatric Association) publicar o DSM-III (Diagnostic and Satical Manual of Mental Disorders), em 1980, e  incluir o TDAH em sua lista de distúrbios e doenças mentais, milhares de crianças de diferentes países passaram a ser diagnosticadas e medicadas com o Metilfenidato, mais conhecido pelo nome comercial de Ritalina, ou Concerta.

Nos últimos vinte anos a droga passou a ser comumente indicada para o tratamento de possíveis transtornos e distúrbios relacionados ao processo de aprendizagem de crianças e adolescentes. O Brasil já é o segundo maior consumidor desta droga em todo o mundo, atrás apenas dos EUA, em dez anos nosso consumo cresceu 775%, de acordo com levantamento realizado pela UERJ.

Neste grupo de estudos nos debruçaremos a fundo sobre os fundamentos científicos desta epidemia medicamentosa de modo a compreender sua relação com as formas de organização da instituição escolar e as possíveis alternativas a esta lógica.

Os encontros são mensais e independentes. Porém, o que se deseja com esse grupo é criar um lugar de aprofundamento, de parceria e de criação de projetos comuns. Portanto, vale ressaltar que o coordenador irá acompanhar os participantes durante os intervalos dos encontros, sugerindo leituras, proposições e desafios, mantendo viva a discussão e as ações.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

• American Psychiatric Association, Consensus reporto the APA, Work Group on Neuroimaging Markers of Psychiatric Disorders, 2012.

• ANGELUCCI, Carla Biancha. O Educador e o Forasteiro: depoimentos sobre encontros com pessoas significativamente diferentes, Universidade de São Paulo, USP, Brasil.
2009.

• ANGELUCCI, Carla Biancha. Por um atendimento psicológico à queixa escolar que não reduza o fracasso escolar a um fenômeno psicopatológico.Orientador: Ms Beatriz de Paula Souza e Profa. Dra.Cíntia Copit Freller. Universidade de São Paulo, USP, Brasil. 2003.

• Caderno de Debates do NAAPA. Questões do cotidiano escolar. Secretaria Municipal de Educação, São Paulo, SP. Março, 2016.

• CAPONI, Sandra; VALENCIA, Maria Fernanda Vásquez; VERDI, Marta; ASSMANN, Selvino José (Organizadores). A medicalização da vida como estratégia biopolítica. Ed. LiberArs. São Paulo- SP, 2016.

• CAPONI, Sandra; VALENCIA, Maria Fernanda Vásquez e VERDI, Marta. Vigiar e medicar: estratégias de medicalização da infância(Organizadoras). Editora LiberArs, 2016.

• DANTAS, Jurema Barros (Organizadora). A infância medicalizada. Discursos, práticas e saberes para o enfrentamento da medicalização da vida. Editora CRV. Curitiba, Brasil, 2015.

FREITAS, Maria Carolina de Andrade, Línguas encruzilhadas. História de meninos e medicalização na educação. Editora Appris, Curitiba – PR, 2016.

• Honrar a Criançacomo transformar este mundo/ organizado por Raffi Cavoukian e Sharina Olfman; apresentação Dalai Lama; tradução Alyne Azuma. São Paulo: Instituto Alana, 2009.

• LEMOS, Flávia Cristina Silveira; GALINDO, Dorlores; BICALHO, Pedro Paulo Gastalho; FERREIRA, Evelyn Tarcilda Almeida; CRUZ, Bruna de Almeira;NOGUEIRA, Thais de Souza; NETA, Fernanda Teixeira de Barros; AQUIME, Rafaele Habib Souza. Práticas de judialização e medicalização dos corpos, no contemporâneo. Ed. CRV. Curitiba, Brasil, 2016.

• MENEZES, Lucianne Sant’Anna; ARMANDO, Gisela Giglio; VIEIRA, Patrícia (Organizadoras). Medicação ou Medicalização? Coleção departamento formação em psicanálise. Ed. Primavera. Sedes Sapientiae. São Paulo, SP, 2014.

• MASINI, Renata Chrystina B. de Barros Lucia (Orgs.) Sociedade e medicalização. Ed. Pontes, Campinas – SP. 2015.

• O ser e o agir transformador. Para mudar a conversa sobre educação. Organizado por Antonio Lovato e Raquel Franzim. São Paulo, Instituto Alana: Ashoka Brasil, 2017.

• RICHARD, Louv. A última criança da natureza: resgatando nossas crianças do transtorno do déficit de natureza / Richard Louv; [tradução Açyne Azuma, Cláudia Belhassof]. 1.ed. São Paulo: Aquariana, 2016.

• The history of attention deficit hyperactivity disorder. Klaus W. LangeSusanne ReichlKatharina M. Lange, Lara Tucha and Oliver TuchaThe Author(s) 2010.

QUEM É O PROFESSOR?

Denis Plapler | Sociólogo formado pela PUC-SP, Mestre em Filosofia da Educação pela FE – USP, atualmente atua como Coordenador Pedagógico do Projeto Âncora. Atuou como Assessor Pedagógico para o Instituto Alana e como consultor da UNESCO para o Ministério da Educação para iniciativa de fomento a política pública de Inovação e Criatividade na Educação Básica, no Instituto Singularidades coordenou o curso de Extensão Gestão Pedagógica para Educação Democrática e atuou também como Consultor Pedagógico para a Transparência Brasil. Criador do Portal do Educador, foi membro da equipe de coordenação da CONANE e Co-criador da Rede Nacional de Educação Democrática. Participou da Comissão de Difusão da Jornada de Educação Centrada na Pessoa, em Barcelona e como professor/ educador lecionou para EJA, para os meninos da Fundação Casa e durante dez anos no Colégio Viver, onde foi também Coordenador Pedagógico.

Quando

Encontros mensais, inicio em março/2019
Datas:

23/03; 27/04; 25/05; 29/06; 27/07; 31/08; 28/09; 26/10; 23/11
Horário:
das 10h às12h30

Onde

A Casa Tombada
Rua Minstro Godói, 109
Água Branca – São Paulo

Público

Profissionais da educação e da saúde e interessados no tema

Investimento

R$ 200,00 por mês

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