CURSO ONLINE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU Caminhos para contar histórias em contexto urbano Narração Artística:

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA A TURMA DO 2º SEMESTRE/2020

 

Ponto de partida do curso

O curso aborda a dimensão artística do conto e as dinâmicas envolvidas no fenômeno urbano da narração oral. Aborda as formas de pensar, atuar e dizer sobre essa arte (milenar) na atualidade, especialmente em ambiente urbano. A narração oral reflete processos históricos de interdição e emancipação da palavra que são observados no curso a partir do seu viés poético, estético, ético e político. O saber de experiência é central nesta abordagem. Como a minha própria história me inscreve no mundo? Os fundamentos desta arte, o encontro com os contos e seus contextos, processos de abertura poética, escrita, performance narrativa e seminário de pesquisa são alguns pontos deste tecer conjunto. A arte narrativa é vista sob ângulos construídos na pluralidade de pensamentos, fruto do encontro e da escuta durante um percurso acadêmico.

Inspirações

​COORDENAÇÃO
GERAL

Profa. Dra. Ângela Castelo Branco Teixeira e
Prof. Dr. Giuliano Tierno de Siqueira

COORDENAÇÃO
DO CURSO

Prof. Dr. Giuliano Tierno de Siqueira
Profa. Ms. Letícia Liesenfeld Erdtmann

jj
REGULAMENTAÇÃO

Curso de Pós-Graduação Lato Sensu Autorizado pelo MEC. FACONNECT – Instituição de Ensino Superior Credenciada pela Portaria MEC n° 59 de 13/01/09, pub. no D.O.U em 14/01/09

DESCONTO

Professores da rede pública e privada têm descontos especiais

INSCRIÇÃO

Taxa de R$ 30,00  (via depósito bancário após envio da ficha de inscrição)

PERÍODO DE
REALIZAÇÃO

08/2020 A 12/2021 (18MESES)

CARGA HORÁRIA TOTAL
450 horas

REALIZAÇÃO DAS AULAS (100% online)
QUINTAS-FEIRAS DAS 20H ÀS 22H.
SÁBADOS (UMA VEZ POR MÊS) DAS 9H ÀS 12H.

Entrevistas online
(a confirmar)

Matrículas online
até 20 de julho de 2020

INÍCIO DAS AULAS
06 DE AGOSTO DE 2020

CONTATOS

e-mail: pos@acasatombada.com
WhatsApp: (11) 96362-7762
Fone: (11) 3675-6661

PROPOSTA DA PÓS

O curso apresenta como foco principal as dinâmicas envolvidas no fenômeno urbano da narração oral. Aborda as formas de pensar, atuar e dizer sobre esta arte (milenar) na atualidade especialmente em ambiente urbano. A narração oral reflete processos históricos de interdição e emancipação da palavra que são observados no curso a partir do seu viés poético, estético, ético e político. O saber de experiência é central nesta abordagem. Como a minha própria história me inscreve no mundo? Os fundamentos desta arte, o encontro com os contos e seus contextos, processos de abertura poética, escrita, performance narrativa e seminário de pesquisa são alguns pontos deste tecer conjunto. A arte narrativa é vista sob ângulos construídos na pluralidade de pensamentos, fruto do encontro e da escuta durante um percurso acadêmico.

O que nos interessa abordar e experimentar nesse curso?
Interessa pensar como a retomada do conto nos dias de hoje é sintomática do desejo das populações das cidades em expor as palavras nos espaços públicos em busca d'a partilha do sensível, de estar com, de compartilhar, de partilhar experiências comuns ao todo e preservar aquelas experiências que dizem respeito apenas às partes;
Interessa pensar, analisar e experimentar o quê e como contam histórias os narradores nas cidades.
Interessa pensar e experimentar a narração oral como linguagem artística e manifestação cultural.

 

COMO O CURSO (NOS)ACONTECE

O curso está focado na dimensão artística do contar histórias hoje nas cidades, em ambiente urbano. Aborda diferentes formas de pensar, atuar e dizer sobre essa arte (milenar). O contar histórias ou narração oral, reflete processos históricos de interdição e emancipação da palavra. Este fenômeno é observado e conversado no curso a partir do seu viés poético, estético, ético e político. O saber de experiência é fundamental nesta nossa abordagem.

Como a minha própria história me inscreve no mundo? Deste ponto em diante posso traçar um caminho próprio, uma proposta artística dentro da performance da narração oral. Queremos falar sobre os fundamentos desta arte, sobre o encontro com os contos e com os seus contextos estruturais, sobre a abertura poética para sensibilizar e nortear nossas escolhas. A escrita e o encontro com a nossa voz é parte deste percurso. O seminário de pesquisa é um eixo que permeia esta experiência como um todo. A busca é pela especificidade da linguagem artística a partir de: repertório de contos, espaço, corpo, presença, escuta, audiência, estudo textual, fundamentação teórica, revisão histórica e cultural da retomada do conto em contexto urbano.

A arte narrativa é vista sob ângulos construídos na pluralidade de pensamentos, fruto do encontro e da escuta durante um percurso acadêmico. Em 2020 o curso completa 10 anos de existência. O curso de pós-graduação lato sensu Narração Artística: caminhos para contar histórias em contexto urbano nasceu no ano de 2010 ainda com o nome de A Arte de Contar Histórias: Abordagens poética, literária e performática. Atualmente conta com um histórico de 14 turmas ao longo desses nove anos.

Neste ano de 2020 fomos atravessados pela Pandemia mundial da Covid 19, o que alterou radicalmente os modos de fazer e de estudo. Respondendo ao desejo de dar continuidade ao projeto e à procura por aprofundamento nesta área criamos uma versão 100% online.

COMO ACONTECEM OS ENCONTROS ONLINE

A Plataforma Digital d’A Casa Tombada dá acesso ao aluno estudar, pesquisar, acompanhar e interagir durante todo o seu percurso. Textos, mídias digitais, fóruns de discussão, aulas gravadas e devolutivas de professores e coordenação, tudo em um só lugar.

SEMANAIS, às quintas:
Nas aulas semanais, os professores d´A Casa e convidados farão recortes de suas pesquisas nas respectivas áreas sempre conectando eixos estruturais do percurso, articulando-os ao recorte da Narração de Histórias Orais em Contexto Urbano e na abordagem artística Os encontros semanais acontecerão às quintas-feiras, das 20h às 22h.

MENSAIS, um sábado por mês:
No encontro mensal, os coordenadores do curso irão propor momentos de costuras, em que se possa refletir sobre os aprendizados, falar sobre o vivido, no curso e fora do curso e contextualizar os assuntos com o momento atual. É o momento de tecer as vozes que ouvimos das vozes que somos. Os encontros acontecerão em um sábado por mês, das 9h às 12h.

QUEM NOS ENCONTRA
(Nossos professores)

Quem são os nossos professores? Pessoas de escuta, pessoas de pesquisa constante que, diante dos estudantes, ampliam seus saberes em coletivo. Os encontros são pautados a partir da articulação entre pesquisa e repertório, leituras e escritas, criação de projetos pessoais e construção coletiva de saberes, a partir dos eixos que os temas convergem. A proposta é a de que os professores colaboradores exponham suas trajetórias e diálogos com as áreas já mencionadas, apresentando práticas e o pensar sobre as mesmas.

Aline Cantia, professora doutora, contadora de histórias e presidente do Instituto Abrapalabra/MG.

Ângela Castelo Branco, professora doutora em arte e educação (Unesp), poeta e pesquisadora da escrita e criadora d’A Casa Tombada.

Ângela Pappiani, jornalista e escritora, integra o Instituto Ikorê com trabalhos voltados ao fortalecimentos de aldeias indígenas e a preservação de suas práticas culturais.

Cristiane Rogerio, professora especialista em narração de história, coordenadora deste curso, jornalista, colunista da Revista Crescer (onde foi editora por 8 anos e coordenou a Lista dos 30 Melhores Livros Infantis), criadora do blog Esconderijos do Tempo.

Giselda Perê, professora mestra em Arte e Educação pelo Instituto de Artes da UNESP, atriz, contadora de histórias e pesquisadora de práticas educativas anti-racistas.

Giuliano Tierno, professor doutor em arte e educação (Unesp), narrador de histórias e criador d’A Casa Tombada.

Letícia Liesenfeld, professora mestre em comunicação e artes pela Universidade Nova de Lisboa, atriz e narradora de histórias, coordenadora da pós Narração Artística, d’ A Casa Tombada.

Marco Haurélio, escritor, professor e divulgador da literatura de cordel, tem mais de 40 títulos publicados, a maior parte dedicada a este gênero que conheceu na infância, passada na Ponta da Serra, sertão baiano, onde nasceu. Vários de seus livros foram selecionados pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) para o Catálogo da Feira do Livro Bolonha e outros tantos, selecionados em diversos programas de governo. Em sua bibliografia destacam-se as obras Contos folclóricos brasileiros, Meus romances de cordel, Lá detrás daquela serra, Contos e fábulas do Brasil. É, ainda. produtor cultural e curador do projeto Encontro com o cordel.

Luiza Christov, professora doutora em educação (PUC), professora assistente aposentada na Unesp, consultora de redes de educação básica, pública e privada.

Renata Gelamo, arte-educadora e produtora cultural, é graduada em Fonoaudiologia, Mestre em Estudos Linguísticos e Doutora em Artes pela Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Sandra Lessa, professora mestra em teatro, atriz, pesquisadora de processos de narrativas de vida. Trabalha como narradora para o Instituto Museu da Pessoa de São Paulo e em hospitais públicos pela Associação Arte Despertar.

Simone Grande é apaixonada por contos da tradição oral. Mestranda em Teatro pela ECA/USP, é contadora de histórias, atriz e diretora teatral e já recebeu diversos prêmios pelos espetáculos de seus Grupos: As Meninas do Conto e A Fabulosa Cia, que são criados a partir de contos populares. Pós-Graduada em A Arte de Contar Histórias, abordagens poética, literária e performática - FINOM.

Yohana Ciotti, É contadora de histórias, palhaça e radialista. Não necessariamente nesta ordem! Vem criando e produzindo conteúdos, sempre de olho nas histórias sobre mulheres, nas histórias contadas por mulheres e nos direitos humanos das mulheres. É formada em Comunicação Social, Direito e Teatro e tem especialização na Arte de Contar Histórias pela A Casa Tombada. Trabalhou na TV Cultura de São Paulo em programas como Teatro Rá-Tim-Bum, Vila Sésamo e Quintal da Cultura.

Professores convidados (colaboradores):

Ana Luisa Lacombe

Bel Santos Mayer

Kelly Orasi

Juliana Jardim Barbosa

Mafuane Oliveira

QUEM NOS ENCONTRA
(Nossos alunos)

O curso é destinado a todas as pessoas que se interessam pela narração oral de histórias numa abordagem artística como os próprios artistas, educadores sociais, professores, bibliotecários, psicólogos, jornalistas, pais, mães, avós, animadores culturais e toda pessoa que veja no ato de contar histórias uma possibilidade de exercitar uma prática cultural, social e profissional.

ENCONTROS GRAVADOS

Além dos encontros semanais com os professores colaboradores, e mensais com a coordenação, a proposta geral também inclui participações extras em gravações exclusivas a serem enviadas aos estudantes, em determinados momentos do curso. Profissionais da Narração Artística, serão convidados a partilhar experiências e promover outras costuras com as trajetórias do curso vividas por cada turma. Em formato de falas solo, com a coordenação ou debates, podendo acolher assuntos que nos atravessem.

A HISTÓRIA DESTA PÓS

Em 2020 o curso completa 10 anos de existência. O curso de pós-graduação lato sensu Narração Artística: caminhos para contar histórias em contexto urbano nasceu no ano de 2010 ainda com o nome de A Arte de Contar Histórias: Abordagens poética, literária e performática. Naquela ocasião, por conta do fenômeno da narração oral ainda não ter tantas pesquisas no recorte urbano, o curso abarcava tanto a atividade (meio para ensinar; dispositivo terapêutico etc) da contação de histórias quanto à prática artística.

Com o acúmulo de pesquisas e com a formação de 14 turmas ao longo desses nove anos, ficou patente a necessidade da criação de um curso focado na abordagem artística e nos caminhos para se contar histórias em ambiente urbano. Sabe-se que a narração oral é uma das atividades mais antigas das comunidades humanas e que nunca parou de acontecer em ambientes rurais e entre os Povos e Comunidades Tradicionais, contudo, esse fenômeno é retomado em contexto urbano no século XX em diversos territórios pelo mundo.

Esse processo também ocorreu no Brasil. Diante desse desafio, o curso passou a pensar a sua missão como criador e experimentador das linguagens artísticas envolvidas no ato de contar histórias nas cidades. Essa invenção é o próprio exercício artístico da linguagem narrativa. Ao colocar no centro o fenômeno da contação de histórias como uma linguagem artística, o curso abre aos estudantes a possibilidade de experimentarem inúmeras frentes que estão imbricadas na especificidade da linguagem: repertório de contos, espaço, corpo, presença, escuta, audiência, estudo textual, fundamentação teórica, revisão histórica e cultural da retomada do conto em contexto urbano.

A TRAJETÓRIA DO ESTUDANTE
(TCC e livro-percurso)

Quais as reflexões, os recortes estudados ao longo do curso? O que vai passar por cada pessoa? Quais os aprendizados? A TRAJETÓRIA de cada pessoa será exposta a partir dos desejos de contar sobre o que mais afetou neste percurso. O que cada se deseja tornar público, o que se quer expor como conclusão de um aprendizado-trajetória?

A proposta principal será a de criar o que chamamos de LIVRO-PERCURSO, onde cada pessoa poderá registrar de forma livre reflexões, materialidades, produções, imagens, palavras, objetos: a TEXTURA que represente mais este caminho de pesquisas e estudos.

O TCC (trabalho de conclusão de curso) poderá ser uma reflexão sobre o LIVRO-PERCURSO que, nada mais é do que vestígios guardados de uma escrita própria. Mas, a depender do desejo de cada pessoa, também se abrirá a oportunidade de diferentes formatos como artigos ou ensaios, a produção de um livro artesanal (como projeto, como oficina), um projeto de leitura para escola, uma proposta de criação de acervo ou outras invenções.

** O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) deve ser concluído em até 90 dias após o término das disciplinas.

 

SABERES E FAZERES
(Tópicos de estudo)

Cada tema abordado na pós é um leque de possibilidades de discussões. Nada está pronto, tudo está a ser discutido. A seguir, os nossos pontos principais de conversa:

NARRAR HISTÓRIAS DE MANEIRA ARTÍSTICA NAS CIDADES: ÉTICA, ESTÉTICA, POÉTICA, POLÍTICA E ECONOMIA NO ATO DE CONTAR HISTÓRIAS
Refletir sobre os modos de contar histórias nos contextos urbanos, territórios de complexidade de fala e de escuta a partir do panorama do que estamos compreendendo por Narração Artística em Contexto Urbano.

EXPOR-SE AO CONTO
Contato com as histórias, leituras possíveis, raízes do conto (até onde se pode alcançar). Aberturas, subliminaridades, traços culturais, ligações e associações propostas pelo conto ou percebidas a partir e para além dele. Viagens do conto pelo mundo, árvore genealógica, parentescos, desaparecimentos, ressurgimentos, silenciamentos.

MITOLOGIA PESSOAL E VOZ PRÓPRIA: TORNAR-SE ARTISTA DA PALAVRA
Como se dá o reconhecimento da voz própria, como acessá-la? O que surge do processo de reaproximação desta inscrição no mundo pela voz/palavra? O recorte artístico pede liberdade, para isso a investigação delicada das nuances envolvidas na afirmação da fala. Fala esta que se dá também na escrita, escritura.

ATRAVESSAR E SER ATRAVESSADO PELO CONTO: CORPO-TERRITÓRIO E CORPO-CHÃO
O corpo onde "acontece e faz acontecer" as histórias no ato/partilha da comunicação é sempre um lugar de atravessamento de identidade, memória, gesto, ação, repouso e instauração de atmosferas. Respirar com abertura e reconhecimento da arquitetura/equilíbrio que se ancora no território histórico, cultural, social, político, ético e artístico, é sentir as raízes deste processo para ampliar a porosidade desta comunicação.

COMPOSIÇÃO ARTÍSTICA
Como defino o meu campo de atuação, que recorte me estimula a inscrever meu gesto artístico no mundo? Daqui em diante as escolhas artísticas vão esculpir a minha intervenção. Caminhos para buscar definição, acolher os imprevistos, relacionar verdadeiramente ao evento narrativo, com a seu delicado equilíbrio de abertura para o outro, de um contar conjunto.

ESTUDOS E PESQUISAS
O aprofundamento em direção à partilha tem uma trajetória própria do campo de estudo em questão, como se dá a pesquisa em arte, qual a relação que se amplia quando a performance é também eixo de estudo?

INVESTIMENTO

20 parcelas de R$ 498,00*

*Consulte descontos especiais para pagamentos à vista ou outras formas de pagamento.

"Experiência e memória formam um conjunto de silhuetas entrelaçadas que denominamos mundo mítico, que é uma pesada carga para nós, mas à qual nos leva o rastreio da genealogia de nossos valores, isto é, dos nossos gestos incorruptíveis".
Fernando Savater (A Infância Recuperada. São Paulo: Martins Fontes, 2001. pp. 40).

"A experiência que passa de pessoa a pessoa é a fonte a que recorreram todos os narradores. E, entre as narrativas escritas, as melhores são as que menos se distinguem das histórias orais contadas pelos inúmeros contadores anônimos".
Walter Benjamin (Magia e Técnica. Arte e Política. São Paulo: Editora Brasiliense, 1994. pp 198).

"Contar histórias é uma arte que envolve fiar e tecer. Da roca da vida se puxa os fios da nossa própria história, e a eles se juntam outros, que nos chegaram de longe, e nos foram generosamente ofertados pelos nossos ancestrais. Urdidura e trama compondo textos com as cores e desenhos que a cada momento escolhermos."
Gislayne Matos Avelar, mestre em Educação e contadora de histórias.

"O narrador é a figura na qual o justo se encontra consigo mesmo."
Walter Benjamin (Magia e Técnica. Arte e Política. São Paulo: Editora Brasiliense, 1994. pp. 221).