INSCRIÇÕES ENCERRADAS PARA A TURMA DO 2º SEMESTRE/2020
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de interesse por novas turmas

 

 

 
 
Ponto de partida do curso

E se fosse possível, em um mesmo curso, promover encontros entre profissionais da educação, da mediação de leitura, das artes visuais, da literatura e demais interessados (e apaixonados) pelo que chamamos de “livro para a infância”? E por quê? Porque este objeto – o livro para a infância, o livro infantil, o livro ilustrado moderno – reúne uma série de aspectos que se relacionam de forma complexa e é urgente olhar para isso. Assim, nasce o desejo de propor um curso de pós-graduação lato sensu em que a especialização vivida seja construir diálogos a partir de três grandes eixos: CRIAÇÃO, CIRCULAÇÃO e MEDIAÇÃO, na perspectiva da contemporaneidade. Estas relações com o livro se nutrem dos encontros entre pessoas e suas pesquisas e trajetórias: o encontro do saber acadêmico com o saber a experiência. Todos temos algo a compartilhar.

Inspirações

Interesse por novas turmas
​COORDENAÇÃO
GERAL

Profa. Dra. Ângela Castelo Branco Teixeira e
Prof. Dr. Giuliano Tierno de Siqueira

COORDENAÇÃO
DO CURSO

Prof. Esp. Cristiane Rogerio
Prof. Ms. Camila Feltre

jj
REGULAMENTAÇÃO

Curso de Pós-Graduação Lato Sensu Autorizado pelo MEC. FACONNECT – Instituição de Ensino Superior Credenciada pela Portaria MEC n° 59 de 13/01/09, pub. no D.O.U em 14/01/09

PERÍODO DE
REALIZAÇÃO

08/2020 A 12/2021 (18MESES)

CARGA HORÁRIA TOTAL
450 horas

CONTATOS

e-mail: pos@acasatombada.com
WhatsApp: (11) 96362-7762

“Sou completamente louco, eu sei disto. Não digo que sou o “sabichão”, mas sei que isso é muito da essência que faz meu trabalho algo bom. E eu sei que meu trabalho é bom. Nem todo mundo gosta, ok. Eu não faço isso para todo mundo. Ou para qualquer um. Eu faço porque eu não consigo não fazer.”
Maurice Sendak, autor norte-americano do clássico mundial  Onde Vivem os Monstros.

“O caráter formador da literatura infantil vinculou-a, desde sua origem, a objetivos pedagógicos. Ora, isto cria uma tensão entre o saber da obra literária (que diz ”apresento o mundo assim”) e o ideal da pedagogia (que diz “o mundo deveria ser assim”). Tal tensão é o grande desafio da obra destinada ao público infantil que, não solucionado, muitas vezes abala o seu próprio estatuto literário.”
Ligia Cademartori, em O que é Literatura Infantil, Col. Primeiros Passos (Ed. Brasiliense, 1980/2010).

“Os temas que ninguém pode ensinar aparecem na arte. Se não a arte, fica uma coisa meramente instrumental, pedagógica, vira instrumento didático. E os assuntos didáticos são renovados periodicamente; as pessoas, não. A literatura fala de medos que teremos a vida toda. (…) Quando me perguntam para que serve a poesia, costumo dizer: para que serve a saudade? Para que serve a vida? Será que cabe ter que achar uma função para tudo?”
Ricardo Azevedo, autor e pesquisador, em entrevista à Crescer, 2007.

 “O lugar de fala de um artista, de um escritor é diferente da voz narrativa e diferente do lugar de escrita. É a tal ‘terceira margem’ que Guimarães Rosa nos mostrou, costumo dizer. Um lugar que você habita por um tempo, pleno, geralmente quando você escreve algo original.”
Simone Paulino, professora do curso, escritora e editora, criadora da Editora Nós.

“Por trás de cada leitor há pessoas, presenças e ausências que os livros suprem ou recordam. Pessoas, corpos, gestos, modulações de voz, palavras e imagens. Pessoas que interagem com outras pessoas.”
(…) “A relação com os livros não começa com a leitura, e os livros não servem somente para ler.  São objetos carregados de valores afetivos, são objetos que cheiram, pesam têm texturas, que são associados a vozes e a pessoas, que geram situações e que as recordam.”
(…) “Na economia do livro não há uma relação direta entre compras e capacidade econômica; o preço que a pessoa está disposta a pagar por um livro depende do valor que dê à leitura e aos livros em sua vida.”
Daniel Goldin, editor, poeta e ensaísta mexicano, em Os Dias e Os Livros – Divagações sobre a hospitalidade da leitura (Ed. Pulo do Gato), 2012

 “O livro ilustrado infantil aproxima-se da educação exclusivamente como porta entreaberta para a formação estética do indivíduo (devemos frisar que este indivíduo pode ter qualquer idade) e firma-se como literatura sem limitação de idade na medida em que passa a ser percebido como espaço de invenção estética.”
Aline Abreu, professora do curso e autora de Menina Amarrotada, Este Presente Não é Meu.

“O mediador precisa pensar o que é leitura para ele. É mais importante saber por que faz do que como faz.”
Angela Müller de Toledo, especialista em literatura infantil, consultora na área de criação de acervos.

“No exame de um livro para criança que se apresente como literário, pode-se iniciar uma avaliação procurando a resposta à seguinte pergunta: esse livro permite que a criança perceba a força criativa da palavra ou da imagem? Ou não há nele nenhuma novidade, nada que atraia ou prenda a atenção no arranjo dos signos, no modo como foi composto?”
Ligia Cademartori, em O que é Literatura Infantil, Col. Primeiros Passos (Ed. Brasiliense, 1980/2010).

 “O livro ilustrado contemporâneo proporciona um encontro inédito entre a criança e o adulto. O adulto descobre uma experiência de linguagem que ele não está mais acostumado, pois o livro ilustrado entra no território da escrita da imagem e não apenas da escrita da palavra. E a criança também faz um deslocamento do outro lado.”
Odilon Moraes, professor do curso e autor de Rosa, Lá e Aqui (com Carolina Moreyra), A Princesinha Medrosa.