CURSO ONLINE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU como prática de risco Gestos de Escrita

INSCRIÇÕES ENCERRADAS PARA A TURMA DO 2º SEMESTRE/2020
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de interesse por novas turmas

 

Ponto de partida do curso

Esse curso tem como desejo olhar para a escrita no que ela possui de gesto. No que ela conserva de inscrição, de ruptura, de marca em uma superfície (que pode ser papel, tela do computador, parede, pedra, argila, corpo etc.). Produzimos notações cotidianamente. Algumas partilháveis outras não. Quando queremos dar ênfase a algo que queremos comunicar, batemos a caneta no papel repetidas vezes. São traços, linhas, riscos, espaçamentos, quebras, rasuras, setas, sulcos, desvios de rotas que também abrem caminhos de sentido, ou seja, a projeção enigmática de nosso próprio corpo, como afirmou Barthes (1976, p. 206) em direção ao outro e a nós mesmos. Gestos da escrita são gestos que emergem no próprio acontecimento da escrita, cuja finalidade não é somente a economia do verbal, do significado, mas a transposição de um corpo em movimento num conjunto de signos partilháveis.

Aqui, entraremos no terreno da escrita como experiência. Pois o gesto tem como característica o irromper com o percurso rotineiro dos movimentos e não se preocupa com uma comunicabilidade prévia. A escrita como gesto torna-se um convite a atentar aos sentidos que emergem no próprio ato da escrita, a escutar a fricção por entre as palavras, os suportes e as ferramentas. A aposta é a de que não se sai indiferente desse encontro.

Pois, quando olhamos para as narrativas acerca do que chamamos de civilização, podemos nos dar conta que a escrita não foi inventada. Foi praticada. E são muitas práticas distintas, que não nasceram em uma localidade específica. Escrever não abarca um conceito e um sistema único, linear. Trata-se uma composição entre narrativas, gestos, soluções de suportes, instrumentos, línguas, lugares e as necessidades de interação locais.

Podemos afirmar que o gesto da escrita possui um caráter de atualização, tanto para aquele que o realizou (escreve) quanto para aquele que realiza em si (lê). O gesto de escrita nos presentifica e nos evoca um dizer territorial, topológico.

Nesse curso vamos percorrer o gesto da escrita por meio de leituras, da produção de narrativas de si, partilhas de processos de criação de diferentes textualidades na busca de dar a ver o nosso próprio gesto de escrita, a partir da paisagem em que cada um está.

A aposta é no acompanhamento do gesto de cada escrita, gesto esse que se sustenta em diferentes gêneros e sem distinções entre o que chamamos de ficção e de não-ficção. Criaremos proposições e percursos de escrita com o desejo de que este fazer seja uma prática diária. Uma prática também de escuta de si e do mundo. Um trajeto que se faz fazendo.

Inspirações

Interesse por novas turmas
​COORDENAÇÃO
GERAL

Profa. Dra. Ângela Castelo Branco Teixeira e
Prof. Dr. Giuliano Tierno de Siqueira

COORDENAÇÃO DO CURSO

Profa. Dra. Ângela Castelo Branco

ASSISTENTE DE COORDENAÇÃO

Profa. Especialista Mariana Galender

jj
REGULAMENTAÇÃO

Curso de Pós-Graduação Lato Sensu Autorizado pelo MEC. FACONNECT – Instituição de Ensino Superior Credenciada pela Portaria MEC n° 59 de 13/01/09, pub. no D.O.U em 14/01/09

DESCONTO

Professores da rede pública têm descontos especiais

INSCRIÇÃO

Taxa de R$ 30,00  (via depósito bancário após envio da ficha de inscrição)

PERÍODO DE
REALIZAÇÃO

09/2020 A 08/2022 (24 MESES)

CARGA HORÁRIA TOTAL
450 horas

REALIZAÇÃO DAS AULAS
(100% online)

SEGUNDAS-FEIRAS DAS 19H ÀS 21H.
SÁBADOS (UMA VEZ POR MÊS) DAS 10H ÀS 12H.

Entrevistas online
(a confirmar)

Matrículas online
até 08 de setembro de 2020

INÍCIO DAS AULAS
14 DE SETEMBRO DE 2020

CONTATOS

e-mail: pos@acasatombada.com
WhatsApp: (11) 96362-7762
Fone: (11) 3675-6661

PROPOSTA DA PÓS

Esse curso tem como desejo olhar para a escrita de cada um no que ela possui de gesto. No que ela conserva de inscrição, de ruptura, de marca em uma superfície (que pode ser papel, tela do computador, parede, pedra, argila, corpo etc). Produzimos notações cotidianamente. Algumas partilháveis outras não. Quando queremos dar ênfase a algo que queremos comunicar, batemos a caneta no papel repetidas vezes. São traços, linhas, riscos, espaçamentos, quebras, rasuras, setas, sulcos, desvios de rotas que também abrem caminhos de sentido, ou seja, a projeção enigmática de nosso próprio corpo, como afirmou Barthes (p. 206) em direção ao outro e a nós mesmos. Gestos da escrita são gestos que emergem no próprio acontecimento da escrita, cuja finalidade não é somente a economia do verbal, do significado, mas a transposição de um corpo em movimento num conjunto de signos partilháveis.

Aqui, entraremos no terreno da escrita como experiência. Pois o gesto tem como característica o irromper com o percurso rotineiro dos movimentos, não se preocupa com uma comunicabilidade prévia. A escrita como gesto torna-se um convite a atentar aos sentidos que emergem no próprio ato da escrita, a escutar a fricção por entre as palavras, os suportes e as ferramentas. A aposta é a de que não se sai indiferente desse encontro.

Pois, quando olhamos para as narrativas acerca do que chamamos de civilização, podemos nos dar conta que a escrita não foi inventada. Foi praticada. E são muitas práticas distintas, que não nasceram em uma localidade específica. Escrever não abarca um conceito e um sistema único, linear. Trata-se uma composição entre narrativas, gestos, soluções de suportes, instrumentos, línguas, lugares e as necessidades de interação locais.

Podemos afirmar que o gesto da escrita possui um caráter de atualização, tanto para aquele que o realizou (escreveu) quanto para aquele que realiza em si (leu). O gesto de escrita nos presentifica e nos evoca um dizer territorial, topológico.

Nesse curso vamos percorrer o gesto da escrita por meio de leituras, da produção de narrativas de si, partilhas de processos de criação de diferentes textualidades na busca de dar a ver o nosso próprio gesto de escrita, a partir da paisagem em que cada um está.

A aposta é no acompanhamento do gesto da escrita de cada um, gesto esse que se sustenta em qualquer texto a ser escrito: em diferentes gêneros e sem distinções entre o que chamamos de ficção e de não-ficção. Criaremos proposições e per-cursos de escrita com o desejo de que este fazer seja uma prática diária. Uma prática também de escuta de si e do mundo. Um trajeto que se faz fazendo.

COMO O CURSO (NOS)ACONTECE

O curso acontece 100% online com encontros ao vivo, atividades síncronas e assíncronas.

COMO ACONTECEM OS ENCONTROS ONLINE

A Plataforma Digital d’A Casa Tombada dá acesso ao aluno estudar, pesquisar, acompanhar e interagir durante todo o seu percurso. Textos, mídias digitais, fóruns de discussão, aulas gravadas e retornos de professores e coordenação em um só lugar.

SEMANAIS às segundas:
Os encontros presenciais online serão semanais com duas horas de duração, das 19h às 21h. Estão previstas mais cinco horas de estudo, pesquisa e escrita individual por semana. O desejo é instaurar uma rotina de escrita diária, da maneira que couber no dia a dia de cada participante.

MENSAIS, aos sábados:
Pela manhã, das 10h às 12h, encontros online para acompanhamento de Projetos de Escrita de cada participante.

QUEM NOS ENCONTRA
(Nossos professores)

Ângela Castelo Branco
Coordenadora do curso, é Doutora em Artes pelo Instituto de Artes da UNESP. Mestre em Educação pela UNESP. Poeta e arte educadora. Fundadora d’A CAsa Tombada- Lugar de Arte, Cultura, Educação. Foi coordenadora pedagógica do Programa Jovem Monitor do Centro Cultural da Juventude. Atualmente é professora dos cursos de pós-graduação latu sensu a Arte de Contar Histórias: abordagens poética, literária e performática e O Livro para a Infância, ministrando a disciplina “A escrita como experiência”. Contemplada pelo Programa de Difusão de Literatura com o projeto "Ateliê Móvel- Instante de Leitura", da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Autora do livro "Epidermias" premiado pelo ProAc- Publicação de Livros, pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e do livro "É vermelho o início da árvore" premiado pela Funarte, MinC, Bolsa de Criação Literária. Professora orientadora de TCCs do Redefor pela Universidade Estadual Paulista.
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4766974P6

 

Ana Luiza Marcondes Garcia
Graduada em Letras pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (  1974), mestrado em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (1984) e doutorado em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (1994). Professora titular do Departamento de Linguística da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Tem experiência na área de Linguística, com ênfase em Linguística Aplicada, atuando principalmente com políticas linguísticas em educação, formação de professores de línguas, ensino da leitura e da escrita, processos de letramento e multiletramentos em contextos variados, design instrucional de cursos de formação presenciais e a distância, análise e produção de material didático impresso e digital.
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4793929T8

 

André Azevedo
Possui graduação em Artes Visuais, Pintura, Gravura e Escultura pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Arte Têxtil. Sua pesquisa aborda os pontos de contato entre a arte têxtil e o campo textual da escrita. Ministrou palestras sobre o assunto, dentro e fora do ambiente acadêmico, sob o título: "Texto quer dizer tecido", Um Ensaio Sobre o Têxtil. Sua obra artística compõe o acervo dos seguintes museus: MAC PE, Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco e MAR, Museu de Arte do Rio de Janeiro.
http://lattes.cnpq.br/0015071699708845

 

André do Amaral
Poeta, dramaturgo e artista-educador, mestre em Artes pela UNESP e graduado em Letras pela USP. Investiga a escritura poética.Trabalhou em diversos projetos de arte-educação que lhe ensinaram a importância de "desaprender". Atualmente, desenvolve dramaturgias, atua como artista-orientador de literatura no Programa Vocacional e ministra encontros de criação literária.
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K8181268U4

 

Allan da Rosa
Editor, educador e escritor brasileiro. Nasceu na cidade de São Paulo a 10 de abril de 1976. Criou-se no bairro de Americanópolis, zona sul da cidade. Cursou graduação em História na USP e atua como professor de História da África e do Brasil, além de arte educador em EJA – Educação de Jovens e Adultos. No campo da produção literária, criou o selo "Edições Toró", de perfil alternativo, com publicações marcadas por um trabalho artesanal e pela presença de autores jovens, vindos da periferia paulistana, e sem espaço no mercado editorial. Como escritor, incorpora em sua linguagem a tradição da cultura negra e experimenta diversas formas literárias como a prosa, a poesia e o texto dramático. É autor do livro de poemas "Vão", de 2005, da peça teatral "Da Cabula", lançada em 2006 e vencedora do Prêmio Ruth de Souza, e do volume "Morada", lançado em 2007, em que articula um diálogo entre poesia e fotografia.

http://lattes.cnpq.br/5872270771101228

 

Arturo Gamero
Artista, escritor, educador e curador, formou-se em Filosofia (FFLCH-USP) em 2013. Mestre em Poéticas Visuais (PPGPV – ECAUSP) em 2017. Atualmente pesquisa as relações entre autorretrato e autobiografia.

http://lattes.cnpq.br/5364351440894965

 

Diana Klinger
Professora Associada de Teoria Literária da Universidade Federal Fluminense, onde é Chefe de Departamento de Ciências da Linguagem. É bolsista de produtividade em pesquisa do Cnpq (Nivel 2) e foi Jovem Cientista do Nosso Estado, da Faperj (RJ), entre 2015 e 2018. Graduada em Letras pela Universidad de Buenos Aires (2000), onde lecionou Literatura Brasileira, e Doutora em Literatura Comparada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2006). Fez Pós-Doutorado no Programa Avançado de Cultura Contemporânea, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ (2007-2009). Desde 2009 coordena, junto com a professora Celia Pedrosa, o Grupo de Pesquisa (Cnpq) "Pensamento teórico-crítico sobre o contemporâneo", que participou do acordo de Cooperação Internacional com a Maestria en Literatura Latinoamericana de la Universidad de Tres de Febrero (Argentina). Foi, durante 12 anos, editora da revista bi-nacional Grumo (2002-2014), e curadora da coleção Gandula de poesia brasileira traduzida e publicada na Argentina, para a qual traduziu vários títulos. Foi também membro do conselho editorial da coleção Ciranda de Poesia (Eduerj) e da Editora Cozinha Experimental.
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4753901D0

 

Edilaine Vieira Lopes
Graduada em Letras, pós-graduada em Tecnologias e Educação a Distância, mestre em Educação e doutora em Letras. Foi professora na Educação Básica em Novo Hamburgo. Recebeu prêmios em duas edições do Concurso Nacional de Redações para Professores da Academia Brasileira de Letras. Suas publicações mais recentes são "Será tão difícil escrever?" (Editora Appris, 2014) e "A leitura do jornal na sala de aula" (2015). Participa de antologias literárias. É membro da ALVALES (Academia Literária do Vale do Rio dos Sinos). Tem experiência na área de Letras e em projetos educacionais de leitura e interação, como RPG e Escrita Criativa. É Mentora Acadêmica e presta consultoria para autores, revistas e editoras. Atua nos seguintes temas: literatura, escritura, autoria, leitura, gêneros discursivos e ensino. Consultora ad hoc Revista de Pastoral ANEC (ISSN 2525 8230). Concluiu o seu estágio Pós-Doutoral em 2019, na Indústria Criativa (pesquisando sobre a literatura sul-rio-grandense, sob a orientação de Daniel Conte/ Feevale), como membro do grupo de pesquisa SUTRA - Subalternidades, Transculturalidade e Perspectivas Decoloniais, da Universidade Federal de Pernambuco (líder: Ricardo Postal). É consultora e editora de projetos vinculados à publicação de e-books e livros impressos. Tutora e monitora em projetos de Mentoria como o Do Zero ao Infinito, de Everton Rosa.
http://lattes.cnpq.br/7385721779493141

 

Edith Derdyk
Artista, educadora, ilustradora de livros infantis, autora (Formas de Pensar o desenho, Linha de Costura, Disegno.Desenho.Desígnio, A pesar, a pedra, Linha de Horizonte: por uma poética do ato criador, entre outros livros). Coordena a pós-graduação Caminhada como Método para a Arte e a Educação, d'A Casa Tombada, em parceria com a Facon. Contemplada com o título Doctora Honoris Causa pelo 17, Instituto de Estudios Críticos no México.

 

Egon Rangel
Bacharel (1977) e mestre (1994) em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas e professor assistente-mestre do Departamento de Linguística da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Tem experiência na área de Linguística, com ênfase em Linguística Aplicada, atuando principalmente nos seguintes temas: educação linguística, avaliação de livro didático, formação do leitor, letramento literário e linguagem e subjetividade. Foi membro da Comissão Técnica da Coordenadoria de Estudos e Avaliação de Materiais Didáticos (COGEAM) do Ministério da Educação (MEC) de 2008 a 2015. Tem atuado como consultor do MEC em diferentes projetos.
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4766348Z6

 

Giuliano Tierno
Doutor e Mestre em Artes pelo Programa de Pós-Graduação do Instituto de Artes da Unesp. Licenciatura plena em Educação Artística - Habilitação em Artes Cênicas pelo Instituto de Artes da Unesp. Sócio-fundador d´A Casa Tombada [Lugar de Arte, Cultura, Educação] na cidade de São Paulo. Assessor de Literatura e Bibliotecas das Fábricas de Cultura (Poiesis) da Secretaria de Estado da Cultura. Curador artístico-pedagógico do Colégio Augusto Laranja. Formador da Área de práticas literárias e orais nos níveis de ensino da Educação Infantil ao Ensino Médio pela FTD. Idealizador, coordenador e professor do curso de pós-graduação lato sensu A Arte de Contar Histórias - Abordagens poética, literária e performática, pela FACON, pólo A Casa Tombada. Professor do curso de pós-graduação A Arte de Ensinar Arte pelo Instituto Singularidades. Foi coordenador de Programas e Projetos da CSMB da SMC. Foi Diretor de Curadoria e Programação do CCSP. Foi Diretor da Divisão de Ação Cultural e Educativa do CCSP. Foi Curador Educativo do Centro Cultural São Paulo. Integra o Grupo de Estudos e Pesquisas em Experiências de Formação - Roda-Línguas, Unesp, desde 2006. Organizador do livro "A Criança de 6 anos - Reflexões e Práticas" (2008 e 2012), pela editora Meca. Coautor do livro "Contos do Quintal"(2007), editora Globo. Autor de contos publicados nas revistas Crescer e Direcional Educador.
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4203755P3

 

Janaína Rocha de Paula
Possui graduação em psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, especialização em teoria psicanalítica pela UFMG e mestrado em psicologia pela UFMG - Linha de pesquisa: Estudos Psicanalíticos. Doutora em Estudos Literários - Literatura comparada e Teoria da literatura - Linha de pesquisa: Literatura e Psicanálise - pela Faculdade de Letras da UFMG com a tese: Cor’p’oema Llansol em 2014. Atua em pesquisas principalmente nos seguintes temas: teoria literária, literatura comparada, poéticas da edição e da tradução, escrita, poesia, literatura e psicanálise.
http://lattes.cnpq.br/8118118477324148

 

João Gomes
Bacharel (PUC-SP) e mestre em História Social (Unesp). Passou um período de pouco mais quatro anos de pesquisas na França junto à l’Université de Paris-I La Sorbonne e da École Pratique des Hautes Études. Foi professor substituto na disciplina de História Medieval I na Unesp-Franca, professor especialista visitante na Unicamp onde tratou da “arqueologia histórica da coletividade indefinida na Idade Média” e ministrou cursos na PUC- SP, no CPF-SESC-SP, no MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo) sobre Georges Didi- Huberman e de Giorgio Agamben, n'A Casa Tombada e na La Matrioska-uma escola de luta. Nestas duas últimas tratou da obra de Maurice Blanchot, Giorgio Agamben e da sociologia da multidão.

http://lattes.cnpq.br/5071824697103249

 

Jorge Ramos do Ó
Professor Associado no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa e professor convidado na Universidade de São Paulo, onde tem lecionado sobretudo nas áreas da história da educação, história cultural e teoria do discurso. As suas publicações incluem estudos em história cultural e política, com ênfase particular no período do Estado Novo (1933-1974), bem como em história da educação e da pedagogia em Portugal, analisadas numa longa cronologia (séculos XIX e XX). Para além de diversos artigos, comunicações e trabalhos em coautoria, tanto em revistas científicas como em monografias, publicou os seguintes livros: O lugar de Salazar: Estudo e Antologia, 1990, Os anos de Ferro: O Dispositivo Cultural durante a política do Espírito(1933-1949), 1999, O Governo de si mesmo: Modernidade Pedagógica e Encenações Disciplinares do aluno Liceal (último quartel do século XIX ? meados do século XX), 2003, Modernidade Pedagógica: Estudos Comparados Portugal-Brasil (1820-1960), 2008, e Ensino Liceal (1836-1975), 2009. Coordenou projetos de investigação financiados por instituições como a Casa Pia de Lisboa, o Ministério da Educação e a Fundação para a Ciência e a Tecnologia. É o editor da Sisyphus - Journal of Education.
http://lattes.cnpq.br/4316411104044030

 

Juliana Jardim
Professora, atriz, diretora em artes da cena, pós-doutora pela FEUSP, com a pesquisa Ensaio, ignorância, desdobramento: uma prática intervalar entre a aula e a cena, desenvolvida com bolsa FAPESP entre 2013 e 2016. Realiza, em 2014, pesquisa de pós-doutorado na Universidad Complutense de Madrid, sob supervisão do Catedrático Fernando Bárcena, com a pesquisa Incêndios e Fernand Deligny: paisagens errantes entre a aula e a cena, com bolsa BEPE-FAPESP. Em Madri, coordena, entre setembro e dezembro de 2014, a ação Incendios: dejar hacer (leer y decir) un texto, posta em cena ensaística, da qual participam artistas e pesquisadores de áreas educacionais e artísticas. Participa da pesquisa Constella(c)tios como compositora cênica em parceria com a compositora e pesquisadora Michelle Agnes Magalhaes- dentro de sua pesquisa como residente S+T+Arts, Ircam/Pompidou -, é autora do texto e dirige a performance como mediadora em cena, para as apresentações de fevereiro/2020 entre Ircam/Pompidou e Centquatre Paris. É mestre (2001) e doutora (2009) em Teatro pela ECA-USP, com pesquisa sobre ator e comicidade e relação entre texto, escuta e trabalho de ator. O núcleo artístico que coordena em São Paulo é contemplado com o Programa Municipal de Fomento ao Teatro na Cidade de São Paulo de julho de 2016 a janeiro de 2018 com o projeto Ensaios ignorantes: o comum e o gesto ensaístico entre cena e público. Doutora em teatro pela ECA-USP com a pesquisa Vestígios do dizer de uma escuta (repouso e deriva na palavra), com orientação da Profª. Drª. Silvia Fernandes. Idealiza e dirige, desde 2010, o projeto Ensaios Ignorantes, que transita entre áreas do teatro e da filosofia da educação, em diálogo com Joseph Jacotot, Jacques Rancière, Michel de Montaigne, Agnès Varda, dentre outros. Esteve duas vezes no oeste africano (Mali e Burkina Faso), a convite do griot, ator e diretor Sotigui Kouyaté (parceiro de Peter Brook por 23 anos), e participa do seu estágio Jeu d'Acteur, Directon d"Acteur et de Mis en scène, para atores africanos de seis países. Professora, entre 2004 e 2012, da graduação e da pós em Artes Cênicas da Universidade São Judas Tadeu. Professora colaboradora dos cursos de Teatro da USP (2006, 2008, 2011), Unicamp (2011) e artista formadora na SP Escola de Teatro (2011/12). Preparadora de atores, performers e artistas de circo desde 1992, em peças, grupos, principalmente em SP e RJ.
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4266161Z4

 

Julia Panadés
Vive e trabalha em Belo Horizonte. É bacharel em Artes Plásticas pela Escola Guignard (UEMG), mestra em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes (UFMG) e doutora em Literatura Comparada pela Faculdade de Letras (UFMG). Pesquisa processos de criação artística com ênfase nas relações entre o desenho e a palavra. Atua como professora e colabora com projetos editoriais. Desde 2015 mantém seu ateliê na Casamanga, em Belo Horizonte, onde conduz oficinas. Publicou seu primeiro livro, "Poemia Contagiosa", em uma edição independente, no ano de 2012. Foi artista coordenadora da Residência de Rua: abismo palavra, pauta desenho?, Teatro Espanca! (2013); Artista residente no Frans Masereel Centrum, Bélgica (2012). Contemplada pelo bolsa SIMBIO, (2011/2012). Colaborou com a Cia Suspensa como artista convidada e é coautora do espetáculo Enquanto Tecemos, 2011, e da performance Ela Vestida, 2012. Em 2018 apresentou a exposição Um Livro Por Vir na Galeria GTO, do Sesc Palladium, em conjunto com Edith Derdyk e suas obras foram expostas nas ocupações #GAL001 em Maio, #GAL001 em Outubro em Belo Horizonte e na Feira Parte em São Paulo, em Novembro.
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4133959T0

 

Leticia Liesenfeld Erdtmann
Atriz e contadora de histórias. Mestra em Comunicação e Artes pela Universidade Nova de Lisboa. Licenciada em Teatro pela escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa (ESTC) e Bacharela em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Atua desde 1997 em produções de Teatro e Dança e, desde 2003, como contadora de histórias no Brasil, em Portugal e Alemanha. Professora e coordenadora na pós-graduação "Narração Artística" no Pólo A Casa Tombada, Faculdade de Conchas (FACON). Pesquisa sobre a retórica do corpo na narração oral e sobre o íntimo na comunicação.

http://lattes.cnpq.br/6435030483086592

 

Lucia Castello Branco
Possui graduação em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais (1978), mestrado em Literatura Luso Brasileira - Indiana University (1981) e doutorado em Estudos Literários pela Universidade Federal de Minas Gerais (1990). Realizou três pós-doutorados (Universidade Nova de Lisboa, University of California e Universidade Federal do Rio de Janeiro), em Literatura Comparada e em Teorias Psicanalíticas, e um estágio sênior, na Emory University, EUA, sob a supervisão de Shoshana Felman. É Professora Titular em Estudos Literários da Universidade Federal de Minas Gerais e, atualmente, Professora Visitante na Universidade Federal da Bahia no período de 2018-2020. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Portuguesa, Teoria da Literatura, Poéticas da Tradução e Literatura e Psicanálise, atuando principalmente nos seguintes temas: escrita, poesia, feminino, psicanálise, tradução e Maria Gabriela Llansol.
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4788149H8

 

Luiza Christov
Profa. Dra. Luiza Helena da Silva Christov é doutora em Educação (PUC/SP 2001); possui mestrado em Educação: História, Política, Sociedade pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1992). Criadora da coleção para coordenadores pedagógicos da Editora Loyola. Atualmente é professora assistente doutora aposentada da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, vinculando-se voluntariamente ao Programa de Pós Graduação em Artes junto ao Instituto de Artes da UNESP. Coordenou a Licenciatura em Ciências Humanas da Faculdade SESI-SP de Educação. Realizou estágio de pós-doutoramento junto à Universidade de Barcelona e junto ao Teachers College da Universidade de Columbia. É líder do Grupo de Pesquisa Arte é Formação de Educadores. Foi bolsista da Fundação Carlos Chagas para realização de pesquisas sobre o currículo do Ensino Médio no Brasil no período de 2013/2014. Coordenou grupo de pesquisa no Centro de Pesquisa e Formação do SESC/SP sobre a relação entre ética e estética. É consultora de redes de educação básica, públicas e privadas e de programas da Secretaria de Estado da Cultura em São Paulo.
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4790180E1

 

Maria Inês Almeida
Graduada em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais (1982), mestre em Estudos Literários pela Universidade Federal de Minas Gerais (1992), doutora em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1999), realizou pós-doutorado no Programa de Pós-graduação em Antropologia Social da UFRJ, Museu Nacional. Aposentada da UFMG desde 2016, continua orientando pesquisas no seu Programa de Pós-graduação em Estudos Literários, nas linhas Literatura e Psicanálise e Edição e Recepção do Texto Literário. Pesquisa, desde 1995, a experiência literária em território indígena. A partir de 2002, como bolsista do CNPq (1), liderou o Núcleo Transdisciplinar de Pesquisas Literaterras: escrita, leitura, traduções. À frente do grupo, criou o Acervo Indígena da UFMG (ACID), coordenou a área de Múltiplas Linguagens do curso de Formação Intercultural de Educadores Indígenas da UFMG (FIEI/Prolind, 2006-2011) e a edição de 130 obras literárias de autoria indígena produzidas, distribuídas em diversas escolas e terras indígenas do Brasil. Na função de diretora do Centro Cultural UFMG (2011-2014), criou o Programa de Extensão Muitas Culturas no Centro e o projeto MIRA! Artes Visuais. Atualmente, atua como professora (Programa Visitante Sênior na Amazônia, Edital 20/2018 da CAPES) no Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade da Universidade Federal do Acre, onde coordena o Laboratório de Interculturalidade.
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4721740T9

 

Mariana Galender
Artista visual e educadora. Formada em Artes Plásticas pela ECA – USP e em Design de Produto pela Belas Artes, licenciada em artes e pós graduada pela Casa Tombada. Trajetória de atuação no campo da arte e da educação. Realização de exposições com pesquisa em fotografia digital; atuação em projetos na área educativa de instituições culturais (Instituto Tomie Ohtake, Bienal de São Paulo, SESC etc); artista orientadora do Programa Vocacional da Prefeitura de SP; artista residente e professora de artes no ensino formal. Atualmente é professora-coordenadora de artes da escola Vera Cruz e educadora do Museu da Casa Brasileira.

 

Maruzia Dultra

Pesquisadora de Pós-Doutorado no Programa de Pós-Graduação em Literatura e Cultura do Instituto de Letras da UFBA, com pesquisa teórico-prática sobre Literatura expandida. Doutora em Difusão do Conhecimento pelo DMMDC/UFBA (2018), com tese cujo método foi a criação de vídeo-cartas (não) filosóficas, resultando no experimento “Livrídeo”. Mestra em Artes Visuais pelo PPGAV/ECA/USP (2012), com a dissertação-obra “Corpografias” (livro-objeto). Jornalista/Bacharela em Comunicação Social pela UFBA (2008). Realiza criações multilinguagem que exploram a imagem videográfica, o corpo e a escrita poética, num percurso permeado por experimentações de formato que partem das Artes do Vídeo e do Livro, e se abrem a Escrituras expandidas. Foi integrante do Atelier Paulista, onde desenvolveu trabalhos autorais e coletivos, além de ter sido assistente de produção artística. Coordenou a editora n-1 Edições. Atualmente, é membro do Grupo de Pesquisa Imagens do Pensamento: Criação, Crítica, Teoria (CNPq/ILUFBA) e atua no LABOR.POET.CO (Laboratório Crítico-Criativo de Poéticas Contemporâneas).

http://lattes.cnpq.br/3284287551242177

 

Paloma Vidal
Escritora, tradutora e professora de Teoria Literária da Universidade Federal de São Paulo. Possui graduação em Letras e Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e mestrado e doutorado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Realizou pós-doutorado na Université Paris 7-Diderot (2016), na Universidade Estadual de Campinas (2007-2009) e na Universidade de Brasília (2006-2007). É pesquisadora na área de Teoria Literária e Literatura Latino-americana, dedicando-se, entre outros, aos seguintes temas: narrativas de exílios, migrações e viagens; escritas do eu e performance; diários, cadernos e outras formas de anotação; questões de tradução e do viver entre línguas.
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4768443Y4

 

Rafael Myashiro
Graduado em Programação Visual/ Desenho Industrial pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2002). Tem experiência na área de Programação Visual, atuando principalmente nos seguintes temas: design gráfico, vídeo e novas mídias. Foi bolsista TT3 FAPESP no Projeto Ondas, coordenado pela Dra. Belkis Trench, projeto de pesquisa (2002/2004) que lidava com gênero e envelhecimento, com recursos audiovisuais. É Doutor em Artes Visuais e Mestre em Artes, ambos pelo Instituto de Artes/Unicamp. Foi docente no Curso de Design da Universidade Presbiteriana Mackenzie em São Paulo, de 2008 a 2015. Atualmente é pesquisador do Grupo de Estudo Arte Ásia/GEAA, vinculado à UNIFESP, liderado pela Prof. Dra. Michiko Okano/UNIFESP e Prof. Dra. Madalena Natsuko Hashimoto Cordaro/USP, e professor no Centro Universitário Belas Artes no curso de Design Gráfico.
http://lattes.cnpq.br/5648212745551177

 

Raquel Matsushita
Nasceu e vive em São Paulo, é designer gráfico, ilustradora e escritora. Sócia do escritório Entrelinha Design, criado em 2001. Graduada em Publicidade e Propaganda pela Universidade Metodista de São Paulo, especializou-se nos cursos de “Design gráfico”, “Cor” e “Tipografia” na School of Visual Arts, de Nova York, onde também foi colaboradora no escritório de design Linda Kosarin Studio. Trabalhou como editora de arte nas editoras Abril e Globo.
http://lattes.cnpq.br/8708802337384140

Renata Stort
Filósofa, Cientista Social e Pedagoga Especialista em Educação e Sentidos. Compartilha em cursos e encontros seus estudos e práticas sobre "O Caderno como Lugar de Existência" e "A Escrita como um Desejo". Trabalhou em Qosqo Maki escola dormitório em Cusco/Peru onde se aprofundou em experiências sobre indivíduo e sociedade. Ilustradora e muralista, expressa em suas artes imagens do inconsciente. Escreveu o livro “Das Coisas que Não Saem Nos Jornais” e a coleção para o ensino médio “Filosofia do Ser”. Experimentadora do Mundo, questionadora do óbvio, dedica-se a conhecer o mundo pelos sentidos e a criar possibilidades para que mas pessoas façam o mesmo.
link http://lattes.cnpq.br/6222283740943857

 

Rubens Matuck
nasceu em São Paulo, filho de uma família de origem sírio libanesa. Ilustrador, gravador, pintor, escultor, desenhista, designer gráfico, professor. Formou-se em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo - FAU/USP, em 1977. Frequentou ateliês de pintura de Aldemir Martins e Flexor; de gravura de Evandro Carlos Jardim e Renina Katz, e de escultura de Van Acker. Entre 1968 e 1994, trabalhou como ilustrador para diversas publicações, como Última Hora, Jornal da Tarde, Folha da Tarde, O Estado de S. Paulo, Playboy, Visão, Exame, Claudia, IstoÉ, entre outros. Produz logotipos, trabalhos de tipografia, além de ilustrações e capas para livros infantis. Em 1979, funda a Editora João Pereira, em São Paulo, com Feres Lourenço Khoury, Luise Weiss e Rosely Nakagawa. Escreve e ilustra uma série de livros infantis, como "O Cerrado", "O Pantanal", "A Amazônia", série de 1987; "Tudo É Semente", 1993, com Carlos Matuck; "Plantando uma Amizade", 1996; "Aldemir Martins", 1999, com Nilson Moulin. Em 1993, recebe o Prêmio Jabuti pela ilustração do livro infantil "O Sapato Furado", de Mario Quintana.

 

Spirito Santo
Pesquisador, escritor e músico. Criou o grupo musical e de pesquisa em etnomusicologia Vissungo. Lecionou na Uerj e no SESC com o projeto de organologia Musikfabrik. Criou com o Vissungo a trilha do filmes "Chico Rey", de Walter L. Júnior, e "Natal da Portela", de Paulo Cesar Sarraceni, entre outros. integrou a equipe de cultura na educação com Darcy Ribeiro e Cecília Conde. Autor do ensaio "Do Samba ao Funk do Jorjão".

 

Sandra Lessa
Autora dos livros “Foral das Ilhas: histórias de vida para além de um hospital” (2020, Arte Despertar e Proac); “O Narrador está em quem ouve: o estudo de histórias de vida no trabalho do ator performer” (2013, UNICAMP e NEA Edições Acadêmicas). Trabalha como narradora para o Instituto Museu da Pessoa de São Paulo e em hospitais públicos pela Associação Arte Despertar. Na área da memória e da cena contemporânea atuou como atriz e performer com Anna Maria Maiolino (performances In-atto, “É”, “Por um fio”), com coletivo alemão Rimini Protokoll no áudio-tour “Remote SP”, e com Núcleo Bartolomeu de Depoimentos no espetáculo “Memórias Impressas”. Em 2019 dirigiu o espetáculo “Peça para Lembrar – memórias de moradores do Jaguaré” pelo Projeto Palco.
http://lattes.cnpq.br/9524118471762759

QUEM NOS ENCONTRA
(Nossos alunos)

O curso foi pensando para encontrar os interessados em escrita, aqueles que fazem dela um campo de atuação profissional, aqueles que gostam de ensinar a escrever, aqueles que escrevem por necessidade, aqueles que gostariam de aproximar-se mais de sua própria escrita e aqueles que não escrevem ainda como gostariam, mas que desejam.

O grupo que vamos formar, quanto mais heterogêneo, melhor: escritores, professores, artistas em geral, arte-educadores, educadores, jornalistas, poetas, filósofos, bibliotecários, artesãos, pesquisadores, psicanalistas, atores, roteiristas, editores,  sociólogos, médicos, fonoaudiólogos, leitores incorrigíveis, interessados em geral e outros profissionais que possuam diplomas de curso superior.

COMO ACONTECEM OS ENCONTROS ONLINE

A Plataforma Digital d’A Casa Tombada dá acesso ao aluno estudar, pesquisar, acompanhar e interagir durante todo o seu percurso. Textos, mídias digitais, fóruns de discussão, aulas gravadas e retornos de professores e coordenação em um só lugar.

SEMANAIS, às segundas:
Os encontros presenciais online serão semanais com duas horas de duração, das 19h às 21h. Estão previstas mais cinco horas de estudo, pesquisa e escrita individual por semana. O desejo é instaurar uma rotina de escrita diária, da maneira que couber no dia a dia de cada participante.

MENSAIS, aos sábados:
Pela manhã, das 10h às 12h, encontros online para Acompanhamento de Projetos de Escrita de cada participante.

A HISTÓRIA DESTA PÓS

Este curso está sendo gestado há pelo menos três anos n’A Casa Tombada. Soma-se a isso a experiência de Ângela Castelo Branco de cerca de 20 anos trabalhando com o desenvolvimento contínuo da leitura e escrita com crianças, jovens, professores e educadores (um percurso que migrou do desvio da língua para a língua desviante) em diversas modalidades: aulas-poema, ateliês de leitura e escrita, oficinas de escrita, cursos livres e cursos de extensão universitária.

Dentre os cursos de extensão destacam-se: A Experiência da Escrita, Gestos de Escrita, Ateliês de Escrita e Acompanhamento de Projetos de Escrita, todos realizados n’A Casa Tombada, entre os anos de 2016 e 2019.

E, desde 2010, Ângela vem atuando nos cursos de pós-graduação oferecidos pel’A Casa Tombada e foi desenvolvendo caminhos para despertar uma amorosidade entre a oralidade e entre a leitura e a escrita. Além disso, desde 2015 (com a inauguração d’A Casa Tombada com sede própria), busca modos de dar a ver a materialidade das palavras, onde frases e palavras são escritas nas paredes e vidros d’A Casa, montanhas de letras são espalhadas pela mesa, máquinas de escrever estão prontas para o uso, despertando a conversa e desejo de escrita em quem ali estava. A partir de então, passou-se a investigar o gesto do corpo e o gesto de escrita, buscando também uma não separação entre o cotidiano e a escrita.

Após muito amadurecimento, práticas, reflexões sobre os processos de escrita dos alunos e interlocução com especialistas na área de linguagem e escrita, desenhou-se esse curso, com professores convidados que marcam/marcaram desejos de escrita quando passaram pel’A Casa Tombada.

E, com profunda alegria, soma-se a esse trajeto a experiência da artista e educadora Mariana Galender, responsável pela assistência desse curso. Mariana atua como arte-educadora há mais de 15 anos e vem produzindo um lastro de experiências educativas permeadas pela escuta, pela observação atenta, pela partilha de trajetos horizontais e pelo cuidado e primor com os vestígios de nosso estar no mundo.

A TRAJETÓRIA DO ESTUDANTE
(TCC e livro-percurso)

Participação nos encontros, realização dos estudos e das proposições de escrita (exercícios semanais e bimensais). Todos os textos escritos pelos participantes terão retorno escrito por parte da coordenação.

O participante vai desenvolver ao longo de seu trajeto um projeto de escrita (de acordo com seu interesse) que será parte de seu Trabalho final de Conclusão do Curso, acompanhado de uma  síntese reflexiva acerca de Escrever sobre escrever.

** O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) deve ser concluído em até 90 dias após o término das disciplinas.

 

SABERES E FAZERES
(Tópicos de estudo)

Cada tema abordado na pós é um leque de possibilidades de discussões. Nada está pronto, tudo está a ser discutido. A seguir, os nossos principais desejos de conversa:

Fundamentos acerca do gesto e da escrita
Nem todo movimento do corpo humano é um gesto. Porém, há movimentos humanos que não se encaixam na economia das vontades e nos fins. A esses movimentos podemos chamar de gesto, como nos disse Agamben. O gesto articula uma liberdade do movimento. Mas não é um movimento totalmente livre, como se isso existisse. O gesto seria o movimento no qual a liberdade se exprime de alguma maneira, disse Vilém Flusser. Nesse módulo vamos abordar a escrita como experiência, cujo caminho vai se dando enquanto se escreve. Isso é o mais difícil de suportar. Não podemos prever a escrita antes, é paralisante querer domar o fluxo que se cria entre nossos sentidos, o corpo, o papel, os dedos e os instrumentos que escolhemos para riscar uma superfície (sim, a escrita nasce também do encontro- embate com a matéria). A escrita realiza o pensamento, disse Flusser. Ou seja, antes de começarmos a escrever, não temos nada ordenado. Para ele, o pensamento é apenas um mingau de palavras. Só ao escrevermos vamos realizando-o. A escrita não é a tradução do pensamento como comumente pensamos e até dizemos: “eu sei o que quero escrever, só não consigo colocar no papel”. Enganamo-nos. É só voltando-se para o ato da escrita que “vamos saber” o que escrever e, segundo ele, aí vamos pensar. Antes disso, esse pensamento não passa de um palpite, de uma palpitação. Desejamos afirmar que a escrita caminha em parceria com a oralidade. A escrita não congela a memória nem nem alivia o cérebro de sua tarefa de armazenamento (tal como no mito egípcio do deus Toth), nem possui soberania e poder sobre o falado. Podemos pensar numa escrita próxima do hálito da fala? Podemos pensar numa fala próxima do gesto da escrita? Podemos também pensar em uma amorosidade entre a leitura e a escrita? Ler com o lápis na mão, escrever levantando a cabeça?

 

Poéticas da Escrita
Chamada por Barthes de escritura, por Maria Gabriela Llansol de textualidade, por Anaïs Nin de escrita poética, por Lúcia Castello Branco de uma capacidade de erotizar o discurso, de escrever com o corpo e que, segundo Leila Perrone Moisés, exige do leitor uma “leitura exigente”, ou, simplesmente, segundo Deleuze, provoca em nós um tipo de eletricidade, iremos conversar e trabalhar a escrita como prática de risco partindo do pressuposto que cada um nós “tem o que dizer” por meio da escrita, e este dizer é marcado pelo nosso compromisso ético e estético de dizer a partir do nosso próprio corpo. Para isso, para nos entregarmos a esse fluxo que quer deixar que as coisas se contem (sejam elas quais forem) é preciso abrir a pretensão de significar, de dar sentido para o que se escreve e compreender o sentido como uma direção. Para onde esse texto está me levando? Mais do que querer saber: o que ele significa? Está atingindo minhas expectativas? Sim, os sentidos vão se criando ao meio da escrita, a língua se abre ao acaso da própria língua, quando suspendemos o sentido acostumado. Percorreremos autores que pensaram a escrita para além da língua do poder, os chamados pós estruturalistas (Foucault, Barthes, Deleuze, Blanchot, Julia Kristeva, dentre outrxs) e escreveremos a partir de experiências de escrita como práticas de risco.

 

(Re) Escrita de Si
Esse módulo vai abordar a escrita de si e suas dobras a partir da obra de Michel Foucault que fez a pergunta: o que é um autor? Realizaremos um percurso desde a antiguidade clássica retomando o cuidado de si, estudando as práticas dos hypomnematas (cadernos com exercícios de acompanhamento de si), chegando nas possibilidades de criação de narrativas de cada um de nós, considerando a escrita de si como uma (re) escrita de si, no que ela tem de risco, de performance, de invenção, de mentira, de anedota, de composição. Por uma ética e estética da existência em construção, como uma obra aberta.
Algumas referências: Escrevivência, de Conceição Evaristo, A escrita de Si como performance, de Diana Klinger, Carolina Maria de Jesus, Livro: Ô fim do cem fim, de Paulo Marques de Oliveira.

 

Narrativas de Escrita
Quando olhamos para as narrativas acerca do que chamamos de civilização, podemos nos dar conta de que a escrita não foi inventada. Foi praticada. E são muitas práticas distintas. Escrever não abarca um conceito e um sistema único, linear. Trata-se uma composição entre narrativas, gestos, soluções de suportes, instrumentos, língua, lugar e as necessidades de interação locais. Percorreremos essa reflexão por meio de encontros entre o passado e o futuro da escrita a partir do livro-referência "O Mundo da Escrita", de Martin Puchner (2019) e suas relações com as artes visuais, cali-grafia, design gráfico, performance e estudos do corpo. Conversaremos a partir das re-lações entre escrita e desenho. Escrita e povos antigos. Escrita medieval. Caligrafia Japonesa. Caligrafia Chinesa. Escrita e povos originários. Escrita e povos africanos. Tipografia. Edição.

 

Arriscar-se à Escrita e à Educação. Acerca da amorosidade entre o professor e o escritor.

A intimidade entre esses dois lugares, a educação e a escrita, se dará aqui por meio da palavra texto. A aposta é a de que a educação pode ganhar muito com a escrita, e vice-versa. A etimologia da palavra “texto” tem sua raiz na palavra latina texere, que significa tecer. Segundo o dicionário, TECER significa “tramar, entrelaçar, fazer algo através da justaposição de fios” (CUNHA, 1986, p. 759). Considerando essa acepção, o texto escrito e oral pode ser concebido como uma composição, um tecido de sentidos. Elaborar um texto é tecê-lo com as palavras, tramá-lo, uni-lo, tal como num tecido os fios se entrelaçam, numa rede de acontecimentos discursivos. O que o professor tem a ensinar ao escritor? O que o escritor tem a ensinar ao professor?
Jorge Larrosa e Carlos Sckliar no livro "Entre pedagogía y literatura" (2005, p. 27) afirmam que ainda não sabemos qual seria esse texto em que a Pedagogia e a Literatura estariam manchadas mutuamente, ou seja, qual seria esse outro modo de dizer, mas podemos afirmar que já sabemos o que ele não é, ou seja, não significa um texto pedagógico, que se utiliza da literatura para deixá-lo mais poético, e não se trata de um texto literário utilizado com finalidades pedagógicas ou morais. Trata-se, então, de uma escritura da experiência pedagógica. Estaremos, nesse módulo, pensando com Jorge Larrosa, Carlos Sckliar, Fernando Bárcena, Allan da Rosa em sua pedagoginga, Maria Gabriela LLansol e Roland Barthes.
Conversaremos sobre ensino da escrita com educadores que não separam o “ser professor” do “ser escritor” e atuam em espaços formais e não formais de educação.

 

A Aula-Poema
Nesse módulo o desejo é caminhar com muitas perguntas. Como uma aula pode ser uma obra de arte?, perguntou Gattari. E nós nos perguntamos: O que pode o poema ensinar à aula? E a aula, o que ensina ao poema? A tentativa é a de aproximar esses dois lugares, de evocar o espaço do entre, considerando a indefinição como um estado produtivo.

O poema poderia dar à aula aquilo que é singular? Poderia contribuir para a não funcionalidade das palavras, à heterogeneidade das experiências, à quebra dos papéis fixos? A concomitância dos contrários, a aproximação dos opostos, ao que não sabemos do que já sabemos? Um pulsar, um ritmo enquanto caminho de dúvidas, de propostas inacabadas, de deslocamentos dolorosos para fora das cavernas que acomodam nosso olhar? E a aula, o que ensinaria ao poema? O incômodo criador da presença do outro, a fricção do encontro dos corpos que desejam a partilha, o esforço de habitar o mundo mesmo sendo convocado a uma solidão. Haveria aí o desejo de uma solidão comunicável?
Tais reflexões irão contribuir para o que consideramos uma urgência dos tempos atuais: a palavra saber aliada ao sabor, aliada a estética e ética, ao prazer, ao corpo.

 

Ensaio e Escrita Acadêmica com prazer
Para pensar o ensaio como um lugar da escrita acadêmica, estaremos em diálogo com textos de Montaigne, Jorge Ramos do Ó, Jorge Larrosa, João Barrento, Anelice Ribeto, Silvina Rodrigues Lopes, Maria Filomena Molder. Queremos o ensaio no quanto ele possui de desvio e direcionamento, digressão e precisão, de borda e centralidade, de fluxo e ponto. Ou seja, um pensamento que se assume como é: um pensamento que se experimenta.

 

Gestos, topografias e materialidades da escrita
Produzimos notações cotidianamente. São traços, linhas, riscos, espaçamentos, quebras, rasuras, setas, sulcos, desvios de rotas que também abrem caminhos de sentido. Esse módulo irá dialogar com as práticas de escrita e os diferentes modos e possibilidades de suportes e ferramentas. Teremos partilhas de processos de criação com artistas que atuam com a palavra escrita, realizaremos oficinas práticas e teóricas buscando os gestos do desenho, da sobreposição, da caligrafia, da tipografia, da escrita à mão, da construção de cadernos, do bordado, da monotipia, da máquina de escrever e do corpo, como um convite a escutar a fricção entre as palavras, o corpo, as superfícies e as ferramentas.

 

Acompanhamento de projetos
Tendo um projeto prévio de escrita ou não, aqui o participante será convidado a acompanhar-se em seus próprios caminhos de criação, sendo lido e relido também pelos colegas da turma, ensaiando trajetos a serem percorridos. Ao longo dos encontros o grupo será estimulado a experimentar diferentes modos de escrita por meio de exercícios de criação, colagens, roubos, cópias, reescritas a ponto de cada um poder eleger em qual textualidade sua escrita se move mais. Ao final do curso, o participante terá um conjunto de textos que poderá ou não se configurar como seu trabalho de conclusão do percurso vivido.

INVESTIMENTO

30 parcelas de R$ 518,35*

ou

24 parcelas de R$ 647,93*

*Consulte descontos especiais para pagamentos à vista ou outras formas de pagamento.
**Professores têm 5% de desconto:

30 parcelas de R$ 492,43*

ou

24 parcelas de R$ 615,54

 

"O ‘Querer-Escrever’ = atitude, pulsão, desejo, não sei bem: mal estudado, mal definido, mal situado. Isso está bem sugerido pelo facto de não existir, na língua, uma palavra para esse ‘desejo’ — ou então, excepção saborosa, existe uma, mas no baixo latim decadente: scripture." (Barthes, A Preparação do Romance, 2005, p.16)

"Gostaria de escapar desta atividade fechada, solene, redobrada sobre si mesma, que é, para mim, a atividade de colocar palavras no papel. [...]" (Foucault, in: Eu sou um pirotécnico (entrevistas), 2006, p. 81)

"Eu gostaria que ela [a escrita] fosse um algo que passa, que é jogado assim, que se escreve num canto de mesa, que se dá, que circula, que poderia ter sido um panfleto, um cartaz, um fragmento de filme, um discurso público, qualquer coisa..."
(Foucault, 2006, p. 81)

“Desprender-se do eu autobiográfico, alienado no ideal, o eu virtual e pré narrado pelo rebanho, para tornar-se integralmente o espírito da virtude que me atravessa. Deves tornar-te o pássaro, a ave estranha que te habita e trazê-la ao mundo sem cálculo e sem negociação - esse é o imperativo da ética da dádiva, o chamado para que o miolo da alcachofra se torne pele. Mas como é que se interrompe a avalanche autobiográfica e fictícia do eu? Como é que se dá o acesso a essa alteridades chamada si-mesmo? E a resposta é: pela emergência do corpo. Pelos acontecimentos que toam e fisgam um corpo exposto. Ali onde alguém é tocado e atravessado para além de todo e qualquer funcionamento racional, ali onde um espinho cortou a carne e onde uma questão insiste em forma-de-ferida, ali é o lugar onde o “eu” deve mergulhar e deixar-se desmanchar.” (Juliano Pessanha, Instabilidade Perpétua, p. 66-67)

 

“O domínio do escritor não está na mão que escreve, essa mão “doente” que nunca solta o lápis que não pode soltá-lo, pois o que segura, não o segura realmente, o que segura pertence à sombra e ela própria é uma sombra. O domínio é sempre obra da outra mão, daquela que não escreve, capaz de intervir no momento adequado, de apoderar-se do lápis e de o afastar. Portanto, o domínio consiste no poder de parar de escrever, de interromper o que se escreve, exprimindo os seus direitos e sua acuidade decisiva no instante.” (Blanchot, O espaço literário, 2011, p.16)

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"É a mesma coisa que gaguejar, mas estando gago da linguagem e não simplesmente da fala. Ser um estrangeiro, mas em sua própria língua, e não simplesmente como alguém que fala uma outra língua, diferente da sua. Ser bilíngue, multilíngue, mas em uma só e mesma língua, sem nem mesmo dialeto ou patuá."
(Deleuze; Guattari, 1995, p. 42-43)

"Quando fico certo tempo sem anotar, sem sacar minha caderneta, tenho um sentimento de frustração, de secura." (Barthes, in: A escrita memória dos homens, de Georges Jean, p. 186)

"O fragmento tem essa característica: obriga o relevante a aparecer logo, a não ser adiado. O fragmento acelera a linguagem, acelera o pensamento. Estamos pois no âmbito dos nascimentos: o fragmento é um mecanismo de parto; de início, de começo; clínica, usemos esta palavra- eis o que é o fragmento: espaço privilegiado, especializado- clínica de nascimentos." (Gonçalo Tavares, in: João Barrento, O Império dos Fragmentos, 2015, p. 26)

"O texto é um lugar que viaja.
 (Llansol, 2011, p.126)

"Vejamos aonde nos leva a escrita."
(Llansol, 2003, p. 238)

"[...] meus livros são, para mim, experiências, em um sentido que gostaria o mais pleno possível. Uma experiência é qualquer coisa de que se sai transformado. Se eu tivesse de escrever um livro para comunicar o que já penso, antes de começar a escrevê-lo, não teria jamais a coragem de empreendê-lo. [...] Sou um experimentador no sentido em que escrevo para mudar a mim mesmo e não mais pensar na mesma coisa de antes.:
(FOUCAULT, 2010a, p. 289-290)

"Escrever é tentar saber aquilo que se escreveria se fôssemos escrever- só se pode saber depois- antes, é a pergunta mais perigosa que se pode fazer."
(Marguerite Duras, 1994)