Exibição do filme Haux Haux – Retorno às raízes do povo huni kuin

Sobre o evento

(Após o filme haverá roda de conversa)

Na língua tradicional huni kuin, haux haux é a expressão da gratidão. É uma maneira de agradecer ao criador, ao grande Espírito, por estarmos vivos.

De Paris à floresta amazônica, acompanhamos Joelma Leitão, índia huni kuin que aos 8 anos de idade teve de fugir de abusos dos extratores de borracha. Há 25 anos morando na capital francesa, encontramos Joelma em Paris, em 2018. Durante uma entrevista, ela nos conta sua história: o exílio forçado, a violência do racismo no Brasil, a reconstrução na França e o desejo atual de se reconectar com as tradições esquecidas de sua infância. Seu percurso, sua dupla cultura, sua personalidade forte e sensível, nos parecem um meio de mostrar como duas culturas diferentes podem dialogar, se enriquecer e se ajudar.

O filme Haux Haux – Retorno às raízes do povo huni kuin deseja mostrar o elo que Joelma criou entre a tradição amazônica e a modernidade ocidental. Contando a história desta mulher, Haux Haux é também um testemunho do modo de vida dos índios, sua cultura e suas atuais problemáticas. Para os huni kuin, a noção de aliança é primordial: entre eles, eles e a floresta e, atualmente, eles e o mundo ocidental.

O grupo étnico de 14 mil pessoas vive entre o estado do Acre e o Peru. Sua maneira tradicional de viver vem do conhecimento das plantas e do mundo dos espíritos, origem de sua medicina e sua arte. Apesar da obtenção de alguns direitos territoriais nos anos 80, a situação dos indígenas ficou gravemente ameaçada pela exploração de borracha por parte dos mineradores.

Com a era da internet e da globalização, a crescente perda da cultura dos últimos povos indígenas e o desflorestamento, os huni kuin lutaram pela sobrevivência de suas tradições. Na Vila do Caucho, que fica a uma hora de canoa da pequena vila de Tarauacá, uma nova geração de índios, que frequentaram escolas e universidades, hoje decidiram revitalizar suas tradições, mantendo um elo com o mundo ocidental. Todos os anos eles convidam europeus para participar de seu festival cultural e fazem turnês pelo mundo para apresentar sua medicina e arte.

A vila do Caucho mostra como essas trocas culturais podem ser ricas e fazer perdurar modos de vidas ancestrais. Revela também como uma nova geração de índios constrói pontes para desenvolver trocas econômicas e culturais harmoniosas. Esse conceito é para o povo huni kuin a garantia de sua harmonia e da harmonia do planeta.

Testemunhas das devastações na floresta amazônica e do impacto em sua tradição, os huni kuin se afirmam hoje como os guardiões da floresta. Haux Haux vai ao encontro da cultura huni kuin e nos faz descobrir a medicina tradicional extraída de sua simbiose profunda com a floresta.

Personagem central de Haux-Haux

Joelma Leitão é uma personalidade na tradição do povo da Floresta. Vivenciou a chegada dos agricultores e seringueiros na região do Caucho, imigrou para a França estabelecendo uma nova jornada em sua vida. Depois de anos vivendo em Paris, dentro do empreendimento chamado Sol Semille, criou o conceito de cozinha intuitiva a partir dos sabores da Amazônia. O saber-fazer ancestral indígena transmitido por sua mãe lhe inspira no cotidiano e é a base de sua cozinha moderna e criativa. Na França, reestabeleceu contato com sua tradição retornando à floresta e atualmente trabalha se reconectando com sua antiga cultura e protegendo sua terra de origem.

Quando

Dia 12/12
20h

Onde 

A Casa Tombada
Rua Ministro Godói, 109
Água Branca – São Paulo – SP
CEP: 05015-000
[ Google Maps ]

Público

Geral

Turma

30 pessoas

Investimento

Contribuição espontânea

 

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[18/09] Tramas e Fios com Ana Luísa Lacombe e Eliane Tavelli

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