[24/05] Da aldeia à cidade: nosso nomadismo sedentário

Sobre a palestra

Um sobrevôo pela história das cidades, desde o seu nascimento histórico na Mesopotâmia, em torno de 3.200 a. C. O que é que diferencia a cidade da aldeia? E por que é que a cidade rompe com o sedentarismo profundo da aldeia, recuperando, com o comércio, algo do espírito nômade paleolítico? Gilles Deleuze escreve que a cidade representa, ao contrário do que poderíamos pensar, um fenômeno de desterritorialização, pois quebra os laços estamentais dos clãs aos quais as aldeias estavam ligadas. Hoje, nas imensas megalópoles congestionadas por automóveis, sentimos que a liberdade de ir e vir é paulatinamente substituída por um confinamento de lentidão e sedentarismo. Estaríamos agora habitando mais os “não-lugares” (avenidas e estradas) do que os lugares? A conversa procurará trazer à tona essa gama de questões.

Esta palestra  faz parte do Programa de Pós Graduação Lato Senso – “Caminhada como Método para Arte e Educação”, coordenada pela artista Edith Derdyk

Quem é o palestrante?

Guilherme Wisnik (1972) é professor na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Colunista do jornal Folha de S. Paulo (2006-07 e 2016), e autor de livros como Lucio Costa (Cosac Naify, 2001), Caetano Veloso(Publifolha, 2005), Estado crítico: à deriva nas cidades (Publifolha, 2009), Oscar Niemeyer (Folha de S. Paulo, 2013), Espaço em obra: cidade, arte, arquitetura (Edições Sesc SP, 2018, com Julio Mariutti) e Dentro do nevoeiro: arte, arquitetura e tecnologia contemporâneas (Ubu, 2018). Editou o volume 54 da revista espanhola 2G (2010) sobre a obra de Vilanova Artigas, e publicou ensaios em diversos livros e revistas, tais como Artforum, Architectural Design, Domus, Arquitectura Viva, AV Monografías, 2G, Rassegna, Arch +, Baumeister, JA – Jornal Arquitectos, Urban China, Plot e Monolito. É membro da APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte. Foi curador do projeto de Arte Pública Margem (Itaú Cultural, 2008-10), das exposições Cildo Meireles: rio oir (Itaú Cultural, 2011), Paulo Mendes da Rocha: a natureza como projeto (Museu Vale, 2012), Pedra no céu: arte e a arquitetura de Paulo Mendes da Rocha (Museu Brasileiro da Escultura, 2017, com Cauê Alves), São Paulo: três ensaios visuais (Instituto Moreira Salles, 2017), Ocupação Paulo Mendes da Rocha (Itaú Cultural, 2018) e Infinito vão: 90 anos de arquitetura brasileira (Casa da Arquitectura de Portugal, 2018, com Fernando Serapião). Foi o Curador Geral da 10a Bienal de Arquitetura de São Paulo (Instituto de Arquitetos do Brasil, 2013).

Quando

24 de maio
(sexta, das 19h30 às  21h30)

Público

Geral

Turma

25 vagas

Investimento

R$ 100,00

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