Como os corpos performam o espaço (e vice e versa)

Sobre o curso

Esta oficina propõe uma reflexão prática sobre a configuração das relações de poder através  da disposição e uso dos espaços públicos urbanos, assim como o papel dos corpos não masculinos, em especial  o das mulheres, por curtocircuitar a hegemonia de um sistema heteropatriarcal, sexista, racista e capitalista. Com tudo isso, realizaremos exercícios básicos corporais para a prática  da performance, a “arte de ação” e o activismo feminista. Exercícios compositivos onde exploraremos a arquitetura dos corpos e dos espaços públicos, assim como sua sintaxe e graus de interconexão. Daremos rédea a nossa intuição e imaginação performativa a partir de problemas e conflitos concretos que as pessoas participantes proponham. Porque “colocar o corpo” pode ser revolucionário e prazeroso se sabemos cuidá-lo. Nossos corpos são nosso primeiro refúgio e nada mais que nós mesmas  para decidir o que contém nossa vida. Encarnar segundo a segundo nossas lutas e nossos sonhos é a forma de transformar as relações de opressão e de dominação, “estados da questão” aparentemente imóveis, mas essencialmente frágeis quando nos empoderamos e saimos às ruas juntas. A performance dinamita categorias normativas e pressupostos androcentristas. A performance resulta extremamente útil para a ação direta não violenta e para a própria evolução da condição humana. A performance reúne dentro do feminino, da filosofia e da arte livre.

A oficina se completará com uma performance coletiva no espaço público da cidade de São Paulo, onde participarão as pessoas que desejem sob coordenação de Laura Corcuera.

Quem é a professora?

Laura Corcuera González de Garay é licenciada em Periodismo pela Universidade Complutense de Madrid e DEA em Semiótica da Comunicação de massas com a investigação ” O fazer cênico como ferramenta de dinamização  sociopolitica”. Sem saltos nem brincos de pérolas, foi chefa de imprensa no Museu Nacional de Ciências Naturais, fundou o Periódico del MNCN e também a agência de notícias cientificas SINC. Co-fundadora e membro do jornal DIAGONAL. agora EL SALTO, onde escreveu sobre cieências. educação, diversidade sexual e gênero, movimentos LGBTIQ e artes cênicas. Compagina seu trabalho e militância comunicativa com o ativismo feminista, as artes visuais e a prática da arte de ação. Estudou  Esther Ferrer, Antonia Baehr, Eric de Bont, Odin Teatret e La Pocha Nostra, entre outres. É autora de La Ruta de la Performance. WWW.LCORCUERA.TUMBLR.COM

Quando

21 e 22 de março
(quinta e sexta-feira das 17h às 22h)

Público

Todas as pessoas interessadas à partir de 18 anos

Turma

Minimo 6. máximo 25

Investimento

R$ 300,00

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