relato de processo - POR ENTRE CICATRIZES E DEVANEIOS
Autor
Mariana Molina Russo
Descrição
Olá Edith, boa noite.
Acabo de construir a narrativa final do meu trabalho para te enviar, mas parece que nessa deriva encontrei um novo caminho. Acontece que ao salvar esse arquivo que estou te enviando anexo, eu tropecei em uma pasta nomeada “Fotos da vila” - são fotografias antigas cedidas pelos moradores dessa vila, lugar que abriga o sobrado em que morei durante anos com minha família.
As minhas memórias nesse território são muito vivas e valiosas e acredito terem me conduzido em grande parte deste e outros trabalhos, sem que eu percebesse ainda.
Ao ver essas fotografias antigas imediatamente conectei com o cap.I de Poética do Espaço, em que Bachelard fala sobre devaneio, onirismo, topofilia, intimidade e outros conceitos, relacionando-os à imagem da casa. Fazer a leitura desse texto me fez pensar a relação com a minha casa de infância, a casa em que nasci e cresci até meus 10 anos de idade - esse sobrado de vila, no bairro do Ipiranga (SP). A casa era do meu avô que morou ali durante 21 anos com minha avó e seus filhos, em seguida foi alugada pelos meus tios, e por fim, pelos meus pais até 2002, quando decidiram se mudar dali. Depois de vendê-la, meus pais e eu passamos a morar em um “buraco convencional, uma espécie de lugar geométrico” como diz também o Bachelard – nos mudamos para um apartamento, dentro de um condomínio de quatro prédios
BACHELARD, Gaston. A poética do espaço. Tradução de Antônio da
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(Coleção Os pensadores)
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colagem é um trecho do prefácio, escrito pelo Emicida no livro São Paulo: o
planejamento da desigualdade, de Raquel Rolnik encontrado na revista
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