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NÃO EXISTE POUQUINHO
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Título
NÃO EXISTE POUQUINHO
Autor
Kátila Kristhina Kormann Morel
Descrição
Este trabalho tem como ponto de partida a experiência da caminhada como
prática estética (Careri, 2013). A caminhada funcionou como ativação de uma
experiência de alteridade radical com o mundo principalmente a partir de suas
ruínas. O procedimento do esgotamento assim como o conceito de “niilismo
revolucionário”, de Walter Benjamin, foram as molas propulsoras para uma
investigação acerca daquilo que escapa às margens do mundo e promove a
experiência de alteridade radical. A metodologia do trabalho consistiu em
caminhadas e seus registros – escrita, desenho, fotografia, coleta – e a elaboração
de um material artístico e outro teórico-crítico. A investigação levou-me a
afirmar que as margens do mundo estão no “entre”, justamente naquilo que
escapa à tentativa de uma narrativa totalizante e que, portanto, a recusa da
significação é um ato de resistência.
Assunto
esgotamento | experiência | margem | niilismo revolucionário
Data
2024
Idioma
Bibliografia
Os fragmentos de texto que não possuem referência direta no trabalho serão
citados aqui integralmente com a indicação da página em que se encontram e
a referência completa.
As demais referências seguem as normas da ABNT.
p. 7-9: “resgatar o máximo possível de coisas que caíram das margens do
mundo. Além das margens do mundo tudo é negro e absurdamente profundo.
O que cai lá, nunca mais vem à tona.”
Ogawa, Yoko. O museu do silêncio. São Paulo: Estação Liberdade, 2016, p.
10.
p. 11: “por não acreditar na finitude, me perdia no absoluto infinito.”
Hilst, Hilda. A obscena senhora D. São Paulo: Globo, 2001, p. 19
34
p. 22: “Olhe aqui, Ruiska, você não veio ao mundo para escrever cavalhadas,
você está se esquecendo do incognoscível. O incognoscível? É, velho Ruiska,
não se faça de besta. Levanto-me e encaro-o. Digo: olhe aqui, o incognoscível
é incogitável, o incognoscível é incomensurável, o incognoscível é
inconsumível, é inconfessável. Ele me cospe no olho, depois diz: ninguém
está te mandando escrever sobre o incognoscível, estou dizendo não se
esqueça do incognoscível.”
Hilst, Hilda. Fluxo-floema. São Paulo: Editora Globo, 2003, p. 24.
p. 25: “É duro, é duro ser constantemente invadido, nem com a porta de aço
não adianta, eles se fazem, se materializam. Ora, ora, Ruiska, você abre uma
claraboia, abre um poço, e não quer que ninguém apareça?
Hilst, Hilda. Fluxo-floema. São Paulo: Editora Globo, 2003, p. 34.
35
p. 32: “A ruína do mundo revela o fracasso histórico do ideal de progresso,
surgindo, em sentido redentor, como a reelaboração estética daquilo que só
pode surgir como alegoria da tragédia humana. A única possibilidade de
redenção, portanto, é a exploração surrealista desses objetos degradados.
Buscando não uma restauração daquilo que está irremediavelmente perdido,
mas um novo caminho em toda a sua radicalidade imagética.”
Torres, Chico. Tetsuo e o niilismo revolucionário. Multiplot!, 2019.
Disponível em: https://multiplotcinema.com.br/2019/08/tetsuo-e-o-niilismo-
revolucionario/ (acesso em: 24/12/2023)
p. 37: “A realidade é como um cafetão drogado. O senhor não acha?”
Bolano, Roberto. 2666. São Paulo: Companhia das letras, 2010, p. 581.
36
p. 38: “a realidade é como um cafetão drogado no meio de uma tempestade
com raios e trovões, disse a deputada”.
Bolano, Roberto. 2666. São Paulo: Companhia das letras, 2010, p. 584.
p. 52 e p. 54: A ilustração da galinha é de Jaqueline Rabello.
p. 73: “A alma é mais vasta que o mundo.
nós somos essa dilaceração.”
Emond Jabès, Carta a M. C., 1989 in:
Maldonato, Mauro. Raízes errantes. São Paulo: Edições Sesc São Paulo,
2014.
p. 82: Fotografia de Alberto Quirino
37
Agamben, Giorgio. O que é contemporâneo? In: Nudez. Belo Horizonte:
Autêntica, 2014.
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https://www.scielo.br/j/rdpsi/i/2006.v18n1/ (acesso em: 08/06/2024)
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Pelbart, Peter Paul. O avesso do niilismo: cartografias do esgotamento. São
Paulo: n -1 Edições, 2013.
Rancière, Jacques. O inconsciente estético. São Paulo: Editora 34, 2009.
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Disponível em: https://multiplotcinema.com.br/2019/08/tetsuo-e-o-niilismo-
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