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DEIXAR O LAGO DE NARCISO PARA ENCARAR O ABEBÉ DE EGUNGUM: UM ENSAIO SOBRE O CONFRONTAMENTO DA MINHA BRANQUITUDE A PARTIR DE UMA CRIAÇÃO LITERÁRIA
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Título
DEIXAR O LAGO DE NARCISO PARA ENCARAR O ABEBÉ DE EGUNGUM: UM ENSAIO SOBRE O CONFRONTAMENTO DA MINHA BRANQUITUDE A PARTIR DE UMA CRIAÇÃO LITERÁRIA
Autor
Ana Maria Bonjour
Descrição
Este ensaio explora minha experiência pessoal de autora durante a escrita do meu
livro juvenil Maíra e a Viagem da Independência, apresentando o processo em que foi
possível a constatação de concepções racistas durante a criação de uma narrativa
que se pretendia antirracista. O texto enfatiza a memória social como um processo
dinâmico, influenciado por contextos sociais e culturais. Utilizo uma escrita de si que
incorpora minha trajetória, a partir do meu lugar de fala, para problematizar a
branquitude, a fragilidade branca e propor uma autocrítica da identidade branca.
Através da metodologia que entrecruza inventário afetivo, memória pessoal, memória
social e estudos de autores que tratam do tema, compartilho reflexões sobre privilégio,
racismo, branquitude, memória e a importância de pessoas brancas reconhecerem e
se responsabilizarem pelas relações raciais em uma sociedade marcada por
desigualdades, como meio para suprimi-las.
Assunto
Branquitude | Histórias | Literatura infantojuvenil | Lugar de fala | Memória | Racismo
Data
2025
Idioma
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