Encontros indígenas: conversas ao redor do fogo – Com Mara Vanessa

Sobre o curso

Encontros para falar de encontros – pessoas, momentos e lugares que fazem bifurcação no caminho, que indicam sendas inesperadas, que mostram veredas por onde a água continua existindo, assombros. O viajante escolhe um caminho; neste, acontecem encontros e abrem-se paisagens. Cada encontro é um mundo e “o viajante reconhece o pouco que é seu descobrindo o muito que nunca teve e nunca terá”, como o Marco Polo de Ítalo Calvino.

Neste curso, falaremos da busca, dos encontros e dos mundos que foram abertos como possibilidades que o bordado permitiu; como o desenho que o barco faz na longa curva que o traz de volta ao cais, do qual se lançou. Quatro encontros, quatro conversas ao redor do fogo; um país, muitos mundos, um coração viajante e o profundo desejo de descobrir o segredo da alegria de viver. Encontros no profundo da floresta, nos encantos do sertão, nos chapadões, na beira do mar; encontros com cantores de mundo, pessoas e povos que ritualizam a vida, conversam com os bichos e com as plantas e dormem sob o céu. Vagalumes, vislumbres de mundos antigos e mundos por vir. Um convite para nosso devir-índio.

 

Percurso do curso

Encontro 1 (21/01): Lira: o Vale do Jequitinhonha

Encontro 2 (28/01): Kanatyo: Águas Claras

Encontro 3 (04/02): Krahô: O batismo

Encontro 4 (11/02): Mamaindê: O Jesus dos Índios

 

Bibliografia

ALMEIDA, Maria Inês de. Desocidentada: experiência literária em terra indígena. Belo Horizonte: UFMG, 2009.

CLASTRES, Pierre. A Sociedade contra o Estado: pesquisas de antropologia política. São Paulo: Cosac Naify, 2003 [1974].

ESBELL, Jaider. Textos diversos disponíveis em: http://www.jaideresbell.com.br/site/category/noticias/

KOPENAWA, Davi; ALBERT, Bruce. A queda do céu: palavras de um xamã yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

LÉVI-STRAUSS, Claude. Olhar escutar ler.  Trad. de Beatriz Perrone-Moisés. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

MIRA! Catálogo. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2014.

MIRA! Dossiê Mundo Amazônico, Mundo Amazónico 5, Letícia, Universidad Nacional de Colombia, 2014.

TODOROV, Tzvetan. A beleza salvará o mundo: Wilde, Rilke e Tsvetaeva: os aventureiros do absoluto.  Tradução de Caio Meira. Rio de Janeiro: DIFEL, 2011.

Quem é a professora

Mara Fonseca Dutra

Lá pelos vinte anos, a arte levou Mara Vanessa Fonseca Dutra para os índios, nas pesquisas e montagens de espetáculos multimídia (música, teatro, poesia, bonecos, audiovisual) do Grupo Curare, em Minas Gerais, Os índios a pegaram pela mão, pelo afeto, pela beleza e a levaram para o resto da vida. Vários encontros marcaram esse percurso, iniciado no final da década de 70. A primeira visita a uma aldeia indígena foi aos Maxakali, em 1977. O início dessa busca levou Mara à prelazia de Dom Pedro Casaldáliga, entre outros caminhos, até chegar a Barra Velha, aldeia-mãe dos Pataxós; depois aos Krahô, depois aos Nambikwara, depois ao Acre indígena. Seu percurso de indigenista, marcado pelo desejo de permeabilidade, passa pela educação indígena como experiência de autoria e todas as interrogações que essa proposta nos provoca; pela vivência como Chefe de Posto Indígena, no tempo em que ainda se usava essa terminologia autoritária e colonial; pela formação de professores e de agentes ambientais indígenas, com suas pesquisas e produções escritas, sonoras e visuais; pelo encantamento das línguas e sua potência; pela busca sempre atenta das estéticas e pela escuta. Sobretudo, pelo desejo

Quando

Datas: 21/01, 28/01; 04/02 e 11/02/2021 
Das 19h30 às 21h.

Onde 

Online
As informações de acesso serão disponibilizadas por e-mail.

Público

Geral

Turma

30 pessoas

Investimento

R$ 180,00

PagSeguro
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PayPal
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