O sacy conta sua história - com Tati Fraga

Sobre o curso

Partindo de sua experiência de cocuradora e coordenadora educativa da exposição #Ocupasacy, Tatiana Fraga propõe uma série de encontros para conversar sobre o sacy, este personagem que banha a imaginação de brasileiros de todo o canto e de toda a época, nos dando a oportunidade de olhar o Brasil com outros olhos. Olhos de sacy.

O mito do sacy, originariamente indígena, nos conta sobre os saberes das florestas e sobre a relação que os povos tradicionais mantêm com o meio ambiente, preservando hoje 80% da biodiversidade do planeta. A ONU já demonstrou, por exemplo, que em terras habitadas por povos originários (e sacys), o desaparecimento de espécies é mais lento do que no resto do mundo. Os sacys nos ensinam que é possível usar os recursos naturais sem colocar em risco o ecossistema.

Com a chegada dos negros escravizados no Brasil, outras naturezas de sacys ocuparam essas terras, desta vez trazendo consigo, e de diversos países da África, costumes, culinária, cultura, religiosidade, conhecimento, tecnologia. Os sacys negros, assim como a população negra brasileira, carregam uma enorme diversidade de personalidades e trajetórias – narrativas essas que ampliam o olhar sobre a história da formação do Brasil, analisando-a por outras perspectivas e encruzilhadas – e nos permitem trazer à tona discussões sobre ancestralidade, escravidão, poder, hegemonia e resistência.

Caipiras, ribeirinhos e caiçaras. Sacys que correm pela boca do povo. Dono do título de personagem mais querido e difundido do Brasil, os narradores de suas travessuras trazem consigo a sabedoria de nossas comunidades tradicionais, mas também a contradição que carrega nosso povo, a exemplo de o grande difusor da principal figura mitológica brasileira não ser um indígena ou um negro, mas o controverso escritor e editor Monteiro Lobato, autor do Sítio do Pica-pau Amarelo, e também de um projeto higienista para o país.

Assim como o povo brasileiro, os sacys resistem e se adaptam ao mar agitado da história. Acreditando que por meio da educação, da cultura, da arte e, sobretudo, do amor, podemos construir e reconstruir uma sacyedade com todos e para todos.

Percurso do curso

Encontro 1 (20/7): Você já viu sacy?
Introdução: memórias afetivas, oralidade. Histórias de sacy e da #Ocupasacy.

Encontro 2 (22/7)
Origens: Djatchy Djaterê e Eleguá. A construção do mito.

Encontro 3 (27/7)
Colonização: Monteiro Lobato e o saci-pererê.

Encontro 4 (29/7)
Plantando sacys no imaginário. Por uma irmandade de sacys livres.

Quem é a professora?

Tatiana Fraga

Sacyóloga, poeta e gestora de projetos educativos e culturais, Tatiana Fraga é jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo. Idealizadora e diretora do Espaço de Leitura do Parque da Água Branca, entre 2010 e 2020, e diretora do Espaço de Convivência do Idoso e Projeto Intergeracional entre 2016 e 2020. Foi diretora do Projeto PraLer – Prazeres da Leitura e diretora cultural da Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campo de Poesia e Literatura. É diretora da empresa Abaporé Cultural, por meio da qual desenvolveu projetos no Museu do Futebol, Museu da Casa Brasileira, Instituto Ultra e diversas unidades do SESC, além de formações para educadores para a Fundação Tide Setubal, Fundação Bunge e Instituto Arte Itaporanga – BA. É coordenadora educativa e da exposição #OCUPASACY, em cartaz no Sesc Taubaté, que já passou pelos SESCs Tijuca, RJ; Palladium; e Interlagos, SP.  Autora dos livros ‘Essa palavra sem coração’ (Selo Demônio Negro, 2021), ‘Nino e Nina’ (Ed. Mundo Mirim, 2012), ‘Brasa’ (Ed. Dulcinéia Catadora, 2009) e ‘Espelho’ (edição da autora, 2008).

Quando

Dias 20, 22, 27 e 29/7
Das 17h às 18h30

Onde 

Online
As informações de acesso serão disponibilizadas por e-mail.

Público

Geral

Investimento

R$ 210,00

PagSeguro
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