[15/09/2022] MULHERIDADE - feministas ancestrais, populares, decoloniais, atrevidas - curso de extensão organizado por Tatiana Fraga

Sobre o curso

Curso de extensão com Ana Carolina Costa, Fernanda Vieira, Tatiane Duarte, Simony dos Anjos, Mayra Oi e Coletiva Palabreria
Organização: Tatiana Fraga

Feminismo é a luta e a proposta política de vida de qualquer mulher, em qualquer lugar do mundo,
em qualquer etapa da história, que tenha se rebelado diante do patriarcado que a oprime. (CARVAJAL, 2020)

Conhecer o movimento feminista ocidental, sua história e contribuições para as mulheres brancas é importante, mas não suficiente para entender a vida e a luta das que estruturam a sociedade, a cultura e a trajetória deste território brasil indígena, negro, latino, rural, popular, caiçara, quilombola, urbano, comunitário, ribeirinho, favelado, com todas as suas complexidades, nuances e violências historicamente sofridas pelas filhas desta terra.

“Mulheridade – feministas ancestrais, populares, decoloniais, atrevidas” propõe uma travessia ao lado de pesquisadoras, professoras e artistas que olham para a mulher brasileira antes de categorizá-la mulher, antes de categorizá-la brasileira, antes de ser gênero, muito antes de ser não-homem, aliás, sem nunca o ter sido. Navegar pelas tormentas do patriarcado que procura devorá-la e reconhecer suas resistências solidárias, suas armas comunitárias, se apropriar de suas estratégias. Desde a matripotência ancestral iorubana à Irmandade da Boa Morte, desde Abya Yala ao ativismo contemporâneo, este é um convite para contar e recontar narrativas da mulheridade que gera e sustenta mundos.

 

Módulo I

Matripotências ancestrais
Com Fernanda Vieira e Ana Carolina Costa

15/9: Aula 1
Iracema – afundando caravelas

No primeiro encontro, olharemos para o passado para pensar os desafios do presente. Os (des)entendimentos ocidentais de raça, gênero e orientação sexual impostos na colonização tiveram um impacto profundo nas múltiplas percepções que já existiam no continente. A imposição dos binarismos de gênero, da heterossexualidade, a hipersexualização das mulheres indígenas, a objetificação de corpos e a demonização das muitas culturas indígenas nos atravessam na contemporaneidade. Olhar para o passado é compreender o presente para reescrever o futuro.

22/9: Aula 2
Futuros ancestrais

Partindo do pressuposto de que a luta das mulheres Indígenas não começa na invenção do feminismo, pensaremos futuros ancestrais como alternativa radical ao sistema-mundo patriarcal/capitalista/colonial/moderno em que vivemos. Como o feminismo eurocêntrico, civilizatório, não contempla as muitas lutas das mulheres Indígenas, dialogaremos sobre movimentos anticoloniais de resistência para a (re)construção de futuros possíveis.

Referências iniciais:

CUNHA, Cunha, Manuela Carneiro da. Índios no Brasil: história, direitos e cidadania. São Paulo: Claro Enigma, 2012.
KAMBEBA, Márcia Wayna. Saberes da Floresta. São Paulo: Jandaíra, 2020.
LUGONES, Maria. Rumo a um feminismo decolonial. In: HOLLANDA, Heloísa Buarque de (Org). Pensamento feminista: conceitos fundamentais. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2019, p. 357-377.
MARACLE, Lee. I am Woman: A Native Perspective on Sociology and Feminism. Vancouver: Press Gang Publishers, 1996.
PAREDES, Julieta; GUZMÁN, Adriana. El Tejido de la Rebendía: ¿Qué es el Femenismo Comunitario? La Paz: Mujeres Creando Comunidad, 2014.
POTIGUARA, Eliane. Metade cara, metade máscara. São Paulo: Global, 2004.
SMITH, Linda Tuhiwai. Decolonizing Methodologies: Research and Indigenous Peoples. London: Zed Books, 2012. E-book.
VERGÈS, Françoise. Um feminismo decolonial. Traduzido por Jamille Pinheiro Dias e Raquel Camargo. São Paulo: Ubu Editora, 2020.
VIEIRA, Fernanda. “Eu não sou sua princesa”: um diálogo entre mulheres. Ekstasis: Revista de Hermenêutica e Fenomenologia, [S.l.], v. 8, n. 2, p. 151-164, maio 2020. ISSN 2316-4786. Acesso em: 27 ago. 2020. doi:https://doi.org/10.12957/ek.2019.49318.
VIEIRA, Fernanda. Ruptura histórica e abordagem criativa: uma cartografia de identidades nativas. 2021. 215 f. Tese (Doutorado em Letras) – Instituto de Letras, Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2021.

Fernanda Vieira

Fernanda Vieira
@vieirafell
(Sub)urbana carioca, cuír/queer, mestiza, Indígena em retomada, descendente Indígena com raízes paternas em Aracaju (SE). Escritora, professora, tradutora e pesquisadora. Doutora em Estudos de Literatura pela UERJ, foi Visiting Scholar na Boston University (2019/2020), está Professora no Curso de Letras na UEMG-Divinópolis. Pesquisa Literaturas Indígenas de autoria de Mulheres em Abya Yala. Possui poemas, ensaios, artigos e textos diversos publicados em diferentes mídias e plataformas. Criou e mantém ikamiaba.com.br
http://lattes.cnpq.br/2528245006507152

29/9: Aula 3
A tentativa de universalização da “mulher”

No primeiro encontro, discutiremos sobre como o encontro colonial provocou uma mudança no vocabulário e nas formas das relações sociais entre os iorubás da Nigéria, ante a introdução de uma lógica binária de gênero e de uma c universalização de subordinação das mulheres. Este binarismo, marcado por uma ideologia de determinismo biológico como forma de organização do mundo é questionada por Oyèrónkẹ́. Ao discutirmos estas questões, buscaremos refletir sobre o processo de resistência da cosmologia iorubá frente ao colonialismo.

Bibliografia:
OYĚWÙMÍ, Oyèrónkẹ́. A invenção das mulheres: construindo um sentido africano para os discursos ocidentais de gênero. Bazar do Tempo Produções e Empreendimentos Culturais LTDA, 2021.

6/10: Aula 4
Oyèrónké Oyewùmí: Matripotência

No segundo encontro, abordaremos como a concepção de matripotência de Oyèrónkẹ́ é central na sociedade iorubana. O objetivo deste encontro é pensar como a proposta de descolonização em seu trabalho está relacionada ao “endogenizar, autoctonizar, historicizar” as vivências africanas e de localizar as perspectivas ocidentais, as provincializando. Buscaremos refletir sobre como cosmologia ioruba resiste no Brasil e o que foi apagado pelo processo colonial e pela escravização, que esfacelaram elos importantes na relação entre organização social e cosmologia.

Bibliografia:
OYĚWÙMÍ, Oyèrónkẹ́. Matripotency: Ìyá, in Philosophical Concepts and Sociopolitical Institutions. In: What Gender is Motherhood?. Palgrave Macmillan, New York, 2016. p. 57-92. (há uma versão em português).

Bibliografia complementar:

DO NASCIMENTO, Wanderson Flor. Em torno de um pensamento oxunista: Ìyá descolonizando lógicas de conhecimento. Revista de Filosofia Aurora, v. 33, n. 59, 2021.

OYĚWÙMÍ, Oyèrónké. Conceituando o gênero: os fundamentos eurocêntricos dos conceitos feministas e o desafio das epistemologias africanas. BERNARDINO-COSTA, Joaze; MALDONADO-TORRES, Nelson; GROSFOGUEL, Ramón. Decolonialidade e pensamento afrodiaspórico. Autêntica, 2018.

 

Ana Carolina Costa

Ana Carolina Costa
@carolantrop2014
Doutora em Antropologia Social pela Universidade de Brasília com doutorado sanduíche pela Université d’Abomey-Calavi (2018-2019). Pesquisa sobre capitalismo e marxismo; culto aos Vodun, Islam, e aos Mortos no Benin; cosmopolítica. Mestre em Antropologia Social pela Universidade de Brasília. Pesquisadora associada da Chaire Islam contemporain en Afrique de l’Ouest (Chaire ICAO) na Université du Québec à Montréal.
http://lattes.cnpq.br/4203896438144859

Módulo 2

História: despatriarcalização através dos tempos e espaços
Com Tatiane Duarte

Nesse módulo, apresentaremos um panorama geral da história do movimento feminista ocidental e seus principais debates e conceitos, mas por meio do olhar crítico das teorias decoloniais feministas latino-americanas. Deste modo, introduziremos como a história da despatriarcalização dos feminismos ocidentais vem questionando o pressuposto colonial eurocêntrico que pautou a construção da modernidade pelas dicotomias eu/outro, humano/não humano, homem/mulher, natureza/cultura cujas operações epistêmicas racistas, misóginas, excludentes e desiguais fundaram sistemas de poder, de saber e de verdade que estabeleceram explicações universais sobre os sujeitos, suas identidades, subjetividades e lugares sociais e políticos.

13/10: Aula 5
Raça, gênero, sexualidade e poder colonial

Nesta aula introduziremos parte da crítica feminista decolonial latino-americana que vem estabelecendo uma epistemologia política questionadora aos dispositivos de poder patriarcalizados, racializados e excludentes construídos ao longo da história ocidental. Assim, gênero, sexualidade e raça não são considerados categorias de explicação universal, mas conceitos interseccionais de modo a embasar as resistências feministas e a descolonização das teorias sociais e das epistemologias políticas ocidentais eurocentradas.

Bibliografia
LUGONES, María. Colonialidade e gênero. In: HOLLANDA, Heloisa Buarque de. Pensamento feminista hoje: perspectivas decoloniais. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2020.
GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano. In: HOLLANDA, Heloisa Buarque de. Pensamento feminista hoje: perspectivas decoloniais. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2020.

20/10: Aula 6
Da categoria mulher ao conceito de gênero

Apresentaremos o percurso da construção histórica da categoria mulher e do conceito de gênero nas ciências sociais, como aportaram as teorias feministas e o debate político dos feminismos ocidentais. Lançaremos, assim, um olhar crítico decolonial para essa histórica patriarcalização colonial do gênero e, para isso, consideramos suas interseccionalidades como classe, raça, etnia e sexualidade para compreender tanto como estão alocadas na divisão sexual do trabalho, na organização familiar e doméstica, no mundo do trabalho e no espaço público, no processo de subjetivação identitária e das relações sexuais e afetivas e também nas formas de resistência às opressões coloniais.

Bibliografia
PISCITELLI, Adriana. Re-criando a (categoria) mulher. In: ALGRANTI, Leila (org.). A prática feminista e o conceito de gênero. (Textos didáticos, n. 48). Campinas – UNICAMP, 2002,p. 7-40.

Texto complementar:
WITTIG, Monique. Não se nasce mulher. In: HOLLANDA, Heloisa Buarque de. Pensamento feminista: conceitos fundamentais. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2019.

Referências do módulo:
PAREDES, Julieta. Despatriarcalización: Una respuesta categórica del feminismo comunitario (descolonizando la vida). Revista de Estudios Bolivianos, v. 21, p. 100-115, 2015.
Disponível em https://www.readcube.com/articles/10.5195%2Fbsj.2015.144
PAREDES, Julieta. Uma ruptura epistemológica com o feminismo ocidental. In: HOLLANDA, Heloisa Buarque de. Pensamento feminista hoje: perspectivas decoloniais. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2020.
BAIRROS, Luiza. Nossos feminismos revisitados. In: ESPINOSA, Yuderkys M.; GÓMEZ, Diana C.; OCHOA, Karina M. (eds). Tejiendo de otro modo: Feminismo, epistemología y apuestas descoloniales en AbyaYala. Popayán: Editorial Universidad del Cauca, 2014, p. 181-187.
ESPINOSA, Yuderkys M. Etnocentrismo y colonialidad en los feminismos latinoamericanos: complicidades y consolidación de las hegemonías feministas en el espacio transnacional. In: ESPINOSA, Yuderkys M.; GÓMEZ, Diana C.; OCHOA, Karina M. (eds). Tejiendo de otro modo: Feminismo, epistemología y apuestas descoloniales en AbyaYala. Popayán: Editorial Universidad del Cauca, 2014, p. 309-324.
HOOKS, Bell. Teoria feminista: da margem ao centro. São Paulo: Perspectiva, 2020.
LUGONES, Maria. Rumo a um feminismo descolonial. Estudos Feministas, Florianópolis, 22(3): 320, setembro-dezembro/2014, p. 935-952.

Tatiane Duarte

Tatiane Duarte
@tatiane.duarte.5
Mulher cis, feminista, mãe do Dante, Doutora e Mestre em Antropologia Social pela UnB. Licenciada em História pela UFRuralRJ. Pesquisadora Colaboradora do Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre a Mulher/Nepem do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares/CEAM da UnB em pesquisa sobre a atuação de setores religiosos na sociedade e na política brasileira. Trabalha de forma autônoma em atividades de consultoria e assessoria a entidades da sociedade civil em temas como religião no espaço público, na política, valores morais e democracia. Seus interesses de pesquisa se concentram em temas como: atuação política de religiosas cristãs, estado laico, direitos sexuais e reprodutivos, religião e espaço público no mundo contemporâneo, história das mulheres, feminismos no campo religioso, epistemologias feministas, antropologias engajadas e atuação no terceiro setor.
http://lattes.cnpq.br/7870361346072084

Módulo 3

Sociedade: feminismos comunitários e populares
Com Simony dos Anjos

27/10: Aula 7
A Irmandade da Boa Morte – a solidariedade feminina antecede a palavra feminismo

Partindo do princípio de que o movimento feminista é expressão de uma parte da luta das mulheres, se faz necessário entendermos os dispositivos de solidariedade que há centenas de anos une mulheres por uma vida melhor. A ideia desta aula, então, é propor uma reflexão sobre a possibilidade de articulação de mulheres, antes de a palavra feminismo existir. E como podemos entender, a partir dessas experiências, que os feminismos são plurais.

3/11: Aula 8
Feminismo popular a experiência da Articulação de Mulheres Brasileiras

A ideia é compartilharmos um pouco da história do feminismo brasileiro pela perspectiva popular. Assim, vamos discutir um pouco sobre a Articulação de Mulheres Brasileiras e o desafio de um feminismo que represente um país continental, como o Brasil.

Bibliografia:
https://www3.ufrb.edu.br/reverso/as-filhas-da-mae-africa-irmandade-da-boa-morte-e-a-afro-religiosidade/ http://www.cult.ufba.br/enecul2005/LiviaMariaBaetadaSilva.pdf http://www.uesc.br/cursos/pos_graduacao/mestrado/turismo/dissertacao/dissertacao_armando_costa.pdf
https://revistas.ufrj.br/index.php/enfoques/article/view/12641

Simony dos Anjos

Simony dos Anjos
@simonydosanjos
Cientista Social (Unifesp), mestra em Educação (USP) e doutoranda em Antropologia (USP). É integrante da Rede de Mulheres Negras Evangélicas e da Marcha de Mulheres Negras de São Paulo.
http://lattes.cnpq.br/2097742468351101

Módulo 4

Interseccionalidade: feminismos da diferença
Com Mayra Oi

10/11: Aula 9
Questões identitárias e o cruzamento das vivências

Esse encontro procura se debruçar sobre a infinidade de origens e vivências que criam uma epistemologia e apontam como condições de gênero, raça, classe e normatividade formam subjetividades, definem acessos e podem se aliar para uma construção coerente e justa.

17/11: Aula 10
O desafio da divergência e a diversidade de estratégias

Continuando o panorama de pautas e lutas do encontro anterior, conversaremos sobre a diversidade, em seus problemas e soluções, de diferentes estratégias de militância e de se estar no mundo.

Bibliografia:
HOLLANDA, Heloisa Buarque de. Explosão feminista: Arte, cultura, política e universidade. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.
MAYER, Cláudia (org.) Ciberfeminismo: Tecnologia e empoderamento. União da Vitória: Monstro dos Mares, 2017.
ARRUZZA, Cinzia, BHATTACHARYA, Tithi, FRASER, Nancy. Feminismo para os 99% – Um manifesto. São Paulo: Boitempo, 2019.

Mayra Oi

Mayra Oi
@mayra_oi
Mulher asiática amarela, feminista, brasileira, mãe, anarquista, artista e educadora. Estudou Artes Visuais na Faculdade de Belas Artes e Letras na Universidade de São Paulo. Trabalha desde 2004 com educação, arte e literatura em instituições de ensino formal e não formal como Instituto Tomie Ohtake, Fundação Bienal de São Paulo, Escola da Vila, Escola indígena Guarani Mbyá Gwyrá Pepó, Escola Alef e, coordenou os educativos dos projetos Espaço de Convivência do Idoso, Espaço de Leitura e Intergeracional do FUSSESP no Parque da Água Branca. Atualmente coordena o setor educativo da Casa de Cultura do Parque – ICCO, em São Paulo. Participou da gestão da Casa Mafalda – Lapa/SP, espaço cultural e político autônomo. Faz parte do projeto de formação da Yoga para Todes e Yoga Dekolonial, grupo que propõe a prática de yoga como disparadora de discussões políticas sob perspectiva interseccional.

Módulo 5

Corpas e gargantas de carne: a cura política
Com Coletiva Palabreria

24/11: Aula 11
Levantes performativos: panorama contemporâneo em latinoamerica

Neste encontro, refletiremos sobre a maré feminista em latinoamerica, tendo como base teórica o livro da cientista social Verónica Gago “A potência feminista ou o desejo de transformar tudo”. Ademais, abordaremos alguns movimentos e intervenções de arte e ativismo, como as campanhas “Aborto legal” e “Ni una a menos” e o coletivo chileno “Las tesis”.

1/12: Aula 12
“Gargantas de carne”: palavra e voz

A partir do texto “Falando em línguas: uma carta para mulheres escritoras do terceiro mundo”, de Gloria Anzaldúa, percorreremos um breve inventário de poetas que pesquisam a palavra como campo político em disputa e como possibilidade de autodefinição, dialogando com teorias da voz contemporânea e com o conceito de “garganta de carne” da filósofa Adriana Cavarero.

Bibliografia:

ANZALDÚA, G. Borderlands/La frontera: la nueva mestiza. Madrid: Capitán Swing, 2016.
____________. Falando em línguas: uma carta para as mulheres escritoras do terceiro mundo. Tradução de Édna de Marco In: Revista Estudos Feministas, v. 8, n.1, p. 229-236, 2000.
____________. La consciencia de la mestiza/Rumo a uma nova consciência. Tradução de Ana Cecília Acioli Lima. In: Pensamento feminista: conceitos fundamentais (Org. Heloisa Buarque de Hollanda). Rio de Janeiro: Bazar do tempo, 2019.
CARSON, A. O gênero do som. In: Serrote, n. 34, 2020.
CAVARERO, A. Vozes plurais: filosofia da expressão vocal. Belo Horizonte: Editora
UFMG, 2011.
FABIÃO, E. Performance e teatro: poéticas e política da cena contemporânea: https://www.revistas.usp.br/salapreta/article/view/57373
FEDERICI, S. A história oculta da fofoca: mulheres, caça às bruxas e resistência ao
patriarcado. São Paulo: Boitempo, 2019.
___________. Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva. São Paulo: Editora Elefante, 2019.
ESTRELA D’ALVA, R. Vocigrafias. Tese (Doutorado em Comunicação e Semiótica). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. São Paulo. 2019.
GAGO, V. A potência feminista ou o desejo de transformar tudo, São Paulo: Editora Elefante, 2020.
GALINDO, M. A despatriarcar. Buenos Aires: Editora Lavaca, 2018.
KILOMBA, G. Memórias da plantação, Belo Horizonte: Cobogó, 2019.
LUGONES, M. Rumo a um feminismo descolonial. In: Estudos feministas. Florianópolis: UFSC, 2014.
MARTINS, L. Performances da oralitura: corpo, lugar da memória. In Letras, revista
do programa de pós-graduação em letras. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003.
SILVERBLATT, I. Luna, sol y brujas: género y clase en los andes prehispánicos y coloniales. Cusco: Centro de estudios regionales andinos ‘Bartolomé de las casas’, 1990.
WOOLF, Virginia. Um teto todo seu. Tradução de Bia Nunes de Sousa. São Paulo: Tordesilhas, 2014.

Coletiva Palabreria
@_palabreria
A coletiva Palabreria nasce a partir de processos artísticos e práticas pedagógicas encabeçadas pelas artistas pesquisadoras Fernanda Machado, Luiza Romão e Sofia Boito. O encontro inicial se deu por meio do Projeto Espetáculo, na Fábrica de Cultura da Brasilândia, onde foram desenvolvidas duas peças de teatro em colaboração com cerca de 40 adolescentes: Díptico (2015) e Ponto de Fuga (2017). Em 2018, novamente, estiveram juntas para fazer a performance Scripta Manent, Verba Volant sob direção de Luiza Romão, na biblioteca do SESC Avenida Paulista. Entre 2020 e 2022, realizaram atividades formativas em ambiente digital para o Centro de Pesquisa e Formação do SESC (CPF – SESC SP) e para a Oficina Cultural Oswald de Andrade, como o curso “Feminismos e arte na América Latina”. Em 2021, participaram do Laboratório de Criação e Demolição de Monumentos do Festival Mirada/SESC e, nos últimos três anos, se dedicaram à investigação artística do espetáculo Garotas Mortas, tendo sido contempladas pelo 13o Prêmio Zé Renato da Secretaria Municipal de Cultura.

Fernanda Machado

Fernanda Machado
Artista e pesquisadora do corpo na cena. Doutora e mestra em Artes Cênicas pela ECA/USP. Em Bruta, sua pesquisa atual, investiga bruxaria e feminismo em latinoamerica.
http://lattes.cnpq.br/6605972422732498

Luiza_Romão

Luiza Romão
Poeta, atriz e performer. Mestranda em Teoria Literária e Literatura Comparada (USP). Autora dos livros Coquetel Motolove, Sangria e Também guardamos pedras aqui.
http://lattes.cnpq.br/3325805858484562

Sofia Boito

Sofia Boito
Artista-pesquisadora interessada em linguagens de fronteira entre artes cênicas, literatura e artes visuais. Doutora e Mestre em Artes Cênicas pela ECA-USP e atualmente professora temporária no mesmo departamento.
http://lattes.cnpq.br/4537669159417069

Tatiana Fraga
@tatfraga

Poeta e gestora de projetos educativos e culturais, Tatiana Fraga é jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo, atualmente cursando a pós-graduação Gestos de Escrita como Prática de Risco n’A Casa Tombada. Idealizadora e diretora do Espaço de Leitura do Parque da Água Branca, entre 2010 e 2020, e diretora do Espaço de Convivência do Idoso e Projeto Intergeracional entre 2016 e 2020. Foi diretora do Projeto PraLer – Prazeres da Leitura e diretora cultural da Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campo de Poesia e Literatura. Desenvolveu projetos no Museu do Futebol, Museu da Casa Brasileira e outros. É coordenadora educativa e da exposição #OCUPASACY, em cartaz em São Luis do Paraitinga. Foi curadora dos cursos livres d´A Casa Tombada e curadora do FLIIC – Festival de Literatura Infantil e Infanto Juvenil da Casa, ambos em 2021. Coordenadora do projeto ‘Cinco anos do Memorial da Inclusão pelos Direitos das Pessoas com Deficiência’ e integrante da equipe de produção do Mulherio das Letras, realizado em João Pessoa – PB, em 2017. Foi produtora executiva dos cds do Movimento Sincopado e da POIN – Pequena Orquestra Interativa. Atriz e cocriadora do espetáculo ‘Anti-pássaro – poemas de Orides Fontela’ e autora dos livros ‘Essa palavra sem coração’ (Selo Demônio Negro, 2020 – no prelo), ‘Nino e Nina’ (Ed. Mundo Mirim, 2012), ‘Brasa’ (Ed. Dulcinéia Catadora, 2009) e ‘Espelho’ (edição da autora, 2008). Ministra oficinas literárias em espaços como Lugar de Ler, A Casa Tombada e Sesc. Como jornalista, foi editora, redatora e repórter de revistas de segmentos variados durante dez anos.

Quando

Às quintas-feiras
Dias 15, 22, 29/9
6, 13, 20, 27/10
3, 10, 17, 24/11 e 1/12

Das 19h às 21h30

Onde 

Online
Todos os cursos online d’A Casa Tombada são realizados em nossa plataforma de estudo digital e podem ser acessados por três meses após o término do curso.
O acesso à plataforma será disponibilizado por e-mail.

Investimento

 R$ 1.080,00

CURSO DE EXTENSÃO
(12 encontros)

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Bolsa de estudo

Aceitaremos inscrições para o processo de bolsa até sete (7) dias antes do início do curso.
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